O Globo
BRASÍLIA – O mercado formal de trabalho registrou no mês de abril um saldo positivo de 187,5 mil postos de trabalho, o melhor resultado para o mês desde 1992, quando começou a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.
No acumulado deste ano, já foram criados 534,9 mil novas vagas, número bem próximo ao saldo positivo de 645,5 mil de todo o ano passado.
O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, disse que o resultado mostra a melhora do poder do consumo interno e o aumento do poder de barganha dos trabalhadores por melhores salários.
Ele acredita que o ano pode fechar com um saldo positivo de mais de 1,3 milhão de novos empregados com carteira de trabalho.
– Os dados do Caged confirmam a tendência que estamos observando desde o início do ano. A tendência é positiva e não é um fenômeno de apenas um setor. O quadro é positivo em praticamente todos os setores – disse Berzoini.
Os melhores resultados foram registrados na indústria de transformação e na construção civil. São Paulo foi o estado que mais criou empregos em abril (80.364).
O Rio de janeiro criou 14.451 e Minas Gerais, 27.519. Pernambuco e Alagoas registraram saldo negativo. O primeiro cortou 5.408 empregos formais e o segundo, 16.553, por conta de fatores sazonais como o fim da safra da cana-de-açúcar.
O levantamento confirma a criação de mais vagas no interior do país. Por isso, Berzoini disse que está negociando com o IBGE e o Dieese, cujas pesquisas têm apontado crise do emprego nas regiões metropolitanas, que esses institutos ampliem suas áreas de estudo para o interior, principalmente para pólos industriais, agrícolas e de serviços.
Segundo ele, as pesquisas dos dois institutos se concentram muito nas regiões metropolitanas, o que explica a diferença dos números com o Caged.
O ministro disse ainda que o desemprego nas regiões metropolitanas é preocupante, mas ele acredita que as políticas do governo nas áreas de habitação e saneamento vão permitir a recuperação do emprego nessas regiões a partir do segundo semestre.
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