Carolina Coronel – CNB/CUT
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do HSBC esteve reunida na última quinta-feira com a direção do banco, em Curitiba.
Na ocasião, a representação do funcionalismo cobrou a revisão da postura negocial do banco.
O banco vem aprofundado o corte de despesas, dentre elas, todas que envolvem pessoal, ocasionando uma série de impactos e perdas para os trabalhadores.
Quem explica o que vem ocorrendo no HSBC é o secretário de Organização da CNB/CUT, Miguel Pereira.
“A elevada redução de custos pode ser observada pelo número reduzidíssimo de funcionários no banco”.
Além disso, descreve Pereira, os empregados não contam com as ferramentas e condições adequadas para o trabalho. “O empregador tem a obrigação de fornecê-las”.
Como se não bastasse há uma avalanche de doenças ocupacionais físicas e psicológicas, além de assédio moral, processo acentuado de terceirizações e substituição de bancários por funcionários com jornada part-time.
“Que acabam trabalhando seis horas, ao invés de três”, afirma o secretário da CNB.
No HSBC, até os dirigentes sindicais sofrem como a postura do HSBC. Os sindicalistas estão sendo proibidos de entrar nas agências.
Por isso, a COE questionou o HSBC na última quinta-feira com a seguinte frase: “Que tipo de relacionamento o banco quer ter com o movimento sindical?”.
Pereira explica que não vê sentido em negociar com o banco se não há a discussão e os devidos encaminhamentos da série de problemas que os empregados estão sofrendo.
O HSBC ficou de na próxima semana retornar, e de definir como se dará a relação com o movimento sindical daqui para a frente.
Toda a pauta que foi entregue ao banco será debatida (o relatório está na seção “Comunicados” do site da CNB/CUT), caso o banco reveja a sua disposição negocial.
Em caso de não rever, a COE HSBC vai definir as estratégias para enfrentar os problemas relatados.
Avanços – Nos casos de denúncia de assédio moral, o HSBC concordou que o processo investigativo seja acompanhado por dirigente sindical. Quanto ao assunto, o banco tem 10 dias úteis para se posicionar. Outro ponto considerado importante na avaliação da COE é a concordância do HSBC em debater questões de saúde, independentemente da mesa da Fenaban.
Crise no plano de saúde – A Sul América apresenta problemas em todo o Brasil. O banco reconheceu o fato, alegou que tem dificuldades na área e reafirmou que nas praças onde não há uma rede credenciada estará reembolsando em 100% as despesas médicas dos funcionários.
Atenção Sindicatos! Os sindicatos precisam enviar o resultado da pesquisa nacional que foi encaminhada através do DTX 08304 , até o dia 25 de maio. Após essa data, e com as informações recebidas, será acertada com o banco uma conversa específica sobre os problemas dessa área.
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