Gazeta Mercantil – Alessandra Paz
A Nossa Caixa encerrou o primeiro trimestre com um lucro líquido de R$ 81,6 milhões, valor 32,89% inferior ao realizado no mesmo período do ano passado.
De acordo com o comunicado divulgado na sexta-feira pelo banco, a redução das taxas de juros prejudicou o desempenho. Isto porque houve uma diminuição da receita com títulos atrelados à variação da Selic.
Na demonstração de resultados, a renda com títulos, valores mobiliários e instrumentos derivativos recuou de R$ 1,15 bilhão para R$ 775 milhões.
O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado atingiu 16,97%. No fim de março, os ativos totalizavam R$ 27,185 bilhões, uma redução de 2,33% ante março de 2003.
Mesmo assim a Nossa Caixa encerrou o trimestre em patamar semelhante ao de 2003, o que coloca a instituição em nono lugar entre os maiores bancos do País.
A carteira de crédito cresceu 11,44% na comparação com o primeiro trimestre de 2003, a R$ 3,749 bilhões. Com esse desempenho, a Nossa Caixa projeta um aumento de 20% para as operações de crédito ao longo de 2004.
“A expansão da base de clientes, o aumento da oferta de produtos e a continuidade do processo de recuperação da atividade econômica devem assegurar essa meta”, afirmou o presidente da Nossa Caixa, Carlos Eduardo Monteiro, por meio de nota.
Já as operações de câmbio foram reforçadas pela captação de US$ 100 milhões no mercado externo em janeiro.
Em linha com a estratégia de expansão das operações comerciais, as receitas com prestação de serviços cresceram 46,5%, a R$ 103,577 milhões, enquanto as rendas obtidas com operações de crédito avançaram 12,96%, somando R$ 394,93 milhões.
Para a instituição, esse incremento pode ser explicado pelo aumento da base de clientes, principalmente no segmento pessoas física. Entre janeiro e março, o número de novas contas atingiu mais de 65 mil.
As despesas com provisões para devedores duvidosos também limitou o ganho da Nossa Caixa. Em doze meses, a instituição aumentou em 47,1% estes gastos, passando de R$ 50,1 milhões para R$ 73,8 milhões.
O reforço nas reservas foi motivado pelo aumento da carteira de crédito. Segundo a instituição, o aumento da provisão reflete uma atitude conservadora da instituição, já que a perda real efetiva da carteira situa-se em 0,5% ao mês.
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