Gazeta do Povo
Brasília (AE) – O presidente do PT, José Genoíno, reúne hoje em São Paulo a executiva nacional do partido na tentativa de fechar o apoio da cúpula ao salário mínimo de R$ 260, proposto pelo governo.
“Vou defender a tese de que o país não tem condições de discutir um aumento maior para o salário mínimo”, antecipa Genoíno. Ele propõe que o PT seja muito claro nesta questão, “porque será o condutor de toda a base aliada no Congresso”.
A idéia é aproveitar os dez dias de viagem do presidente de Luiz Inácio Lula da Silva à China para costurar o apoio do PT à proposta, que só será votada depois da volta de toda comitiva presidencial ao país.
A manifestação da executiva nacional é o primeiro passo para o fechamento de questão em favor do governo nas bancadas da Câmara e do Senado.
“Como este assunto é estratégico para o governo, a executiva vai tomar posição e defender que em relação ao voto tenhamos unidade, embora o partido sempre garanta o direito de crítica e contestação”, argumenta Genoíno.
Dificuldades
Conseguir a unidade dos deputados e senadores do PT não será trabalho fácil.
Mesmo diante dos argumentos do governo, os petistas apresentaram três propostas alternativas à do Palácio do Planalto: uma que eleva o mínimo para R$ 280, outra que propõe R$ 295 e uma terceira, de autoria do senador Paulo Paim (RS), sugerindo que o novo salário seja de R$ 303.
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