fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 10:40 Sem categoria

JUROS JÁ COMEÇARAM A SUBIR

JB

BRASÍLIA – A disparada do dólar e a reversão de expectativa quanto ao juro no futuro deverão interromper a trajetória de queda da taxa média de juros cobradas pelos bancos.

O primeiro sinal dessa tendência são os números preliminares de maio divulgados ontem pelo Banco Central. Eles mostram que a taxa média cobrada até o dia 24 de maio subiu em relação a abril, passando de 29,9% para 30,2% ao ano devido ao aumento da cotação do dólar.

– A expectativa para junho é de um pouco de estabilidade ou um leve aumento das taxas de juros, principalmente, para pessoas jurídicas – afirmou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.

Por enquanto, este movimento não foi identificado nos juros dos empréstimos para pessoas físicas, que caíram de 63,3% ao ano em abril para 61,7% ao ano na prévia de maio.

Boa parte dessa queda é justificada pela redução do spread bancário médio (diferença entre a taxa de juros que as instituições financeiras pagam para captar recursos daquelas que cobram na hora de emprestar aos clientes).

Nos empréstimos para pessoa física, o spread bancário passou de 47,9% ao ano em abril para 45,2% ao ano até 24 de maio.

Segundo o economista Roberto Padovani, da consultoria Tendências, a volatilidade dos juros dificulta a análise de cenários e aumenta os riscos, o que poderá provocar uma tendência de queda dos juros nos próximos meses.

Até o dia 24 de maio, a taxa média de juros cobradas no Crédito Pessoal havia cedido de 75,3% ao ano em abril para 72,8% ao ano.

Lopes explicou que este número está influenciado pelo aumento da concessão do crédito com desconto na folha de pagamento.

O cheque especial, no entanto, teve outro comportamento. Subiu de 140,2% ao ano em abril para 142,7% ao ano até 24 de maio.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (Depec) divulgou os números de spread e juros bancários referentes ao mês de abril. No mês passado, as taxas de juros e a inadimplência caíram e as operações de crédito com recursos livres subiram.

A taxa média de juros caiu de 45,3% ao ano em março para 44,7% – a mais baixa desde setembro de 2002 (43,6%).

Os juros cobrados das pessoas físicas cederam de 64% ao ano para 63,3%, atingindo o menor patamar desde 1995 quando o BC iniciou a série.

Segundo Lopes, este número é influenciado pelas elevadas taxas cobradas no cheque especial, que em abril atingiu 140,2% ao ano (a mais baixa desde dezembro de 1999).

Em março, eram de 142%. No crédito pessoal, a taxa média de juros cedeu de 76,5% para 75,3%.

Por 10:40 Notícias

JUROS JÁ COMEÇARAM A SUBIR

JB
BRASÍLIA – A disparada do dólar e a reversão de expectativa quanto ao juro no futuro deverão interromper a trajetória de queda da taxa média de juros cobradas pelos bancos.
O primeiro sinal dessa tendência são os números preliminares de maio divulgados ontem pelo Banco Central. Eles mostram que a taxa média cobrada até o dia 24 de maio subiu em relação a abril, passando de 29,9% para 30,2% ao ano devido ao aumento da cotação do dólar.
– A expectativa para junho é de um pouco de estabilidade ou um leve aumento das taxas de juros, principalmente, para pessoas jurídicas – afirmou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.
Por enquanto, este movimento não foi identificado nos juros dos empréstimos para pessoas físicas, que caíram de 63,3% ao ano em abril para 61,7% ao ano na prévia de maio.
Boa parte dessa queda é justificada pela redução do spread bancário médio (diferença entre a taxa de juros que as instituições financeiras pagam para captar recursos daquelas que cobram na hora de emprestar aos clientes).
Nos empréstimos para pessoa física, o spread bancário passou de 47,9% ao ano em abril para 45,2% ao ano até 24 de maio.
Segundo o economista Roberto Padovani, da consultoria Tendências, a volatilidade dos juros dificulta a análise de cenários e aumenta os riscos, o que poderá provocar uma tendência de queda dos juros nos próximos meses.
Até o dia 24 de maio, a taxa média de juros cobradas no Crédito Pessoal havia cedido de 75,3% ao ano em abril para 72,8% ao ano.
Lopes explicou que este número está influenciado pelo aumento da concessão do crédito com desconto na folha de pagamento.
O cheque especial, no entanto, teve outro comportamento. Subiu de 140,2% ao ano em abril para 142,7% ao ano até 24 de maio.
O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (Depec) divulgou os números de spread e juros bancários referentes ao mês de abril. No mês passado, as taxas de juros e a inadimplência caíram e as operações de crédito com recursos livres subiram.
A taxa média de juros caiu de 45,3% ao ano em março para 44,7% – a mais baixa desde setembro de 2002 (43,6%).
Os juros cobrados das pessoas físicas cederam de 64% ao ano para 63,3%, atingindo o menor patamar desde 1995 quando o BC iniciou a série.
Segundo Lopes, este número é influenciado pelas elevadas taxas cobradas no cheque especial, que em abril atingiu 140,2% ao ano (a mais baixa desde dezembro de 1999).
Em março, eram de 142%. No crédito pessoal, a taxa média de juros cedeu de 76,5% para 75,3%.

Close