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ECONOMIA BRASILEIRA CRESCE 2,7% NO 1º TRIMESTRE DE 2004

ANA PAULA GRABOIS
da Folha Online, no Rio

Depois de fechar 2003 com retração de 0,2%, o PIB (Produto Interno Bruto) –conjunto das riquezas do país– cresceu 1,6% no primeiro trimestre de 2004 em relação ao último trimestre do ano passado.

A economia brasileira também teve expansão de 2,7% na comparação com o mesmo trimestre de 2003.

Mas o cálculo que aponta a taxa de crescimento no PIB no acumulado dos últimos 12 meses mostrou que a economia ficou estagnada, com expansão zero na comparação com os quatro trimestres imediatamente anteriores.

Isso significa que o crescimento de 2,7% no primeiro trimestre compensou as quedas registradas nos três trimestre anteriores.

Os resultados, entretanto, recebem o efeito da base baixa de comparação, especialmente quando se trata do primeiro trimestre de 2003 –período no qual a atividade econômica estava travada, com uma taxa de juros que chegou a 26,5% ao ano.

Os dados oficiais divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), de certa maneira, confirmam as expectativas, mas não sinalizavam uma forte recuperação da economia, que cresceu basicamente por conta da continuidade de aumento das exportações.

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, previu 0,8% em relação a igual trimestre de 2003 e 1,5% na comparação com o quarto trimestre.

Analistas do mercado previam alta em torno de 1% em relação ao quarto trimestre e em torno de 2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

As exportações de bens e serviços apresentaram alta de 5,6% em relação ao quarto trimestre do ano passado e 19,3% na comparação com mesmo período do ano anterior.

Mercado interno

O consumo interno ainda se ressente da renda deprimida e da alta taxa de desemprego. Segundo o IBGE, o consumo das famílias brasileiras teve leve recuperação em relação ao quarto trimestre do ano passado, de 0,3%.

Em relação ao primeiro trimestre de 2003, a expansão foi de 1,2%. A taxa média de desemprego no primeiro trimestre ficou em 12,2%.

Já os investimentos medido pela formação bruta de capital fixo, continuaram a crescer. A expansão foi de 2,3% em relação ao quarto trimestre do ano passado e de 2,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Agronegócio

A agropecuária foi o setor que mais puxou a economia. Impulsionada pela exportações, o setor registrou expansão de 3,3% em relação ao quarto trimestre do ano passado e de 6,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2003.

No segmento industrial, o crescimento foi de 1,7% relação ao quarto trimestre e de 2,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2003. No quarto trimestre, o setor havia crescido 1,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

O setor da indústria que mais cresceu foi o da indústria de transformação (6%) devido ao aumento da produção de máquinas e equipamentos e automóveis. Em seguida ficaram o Siup (serviços industriais de utilidade pública) (1,3%).

A área extrativa mineral teve queda de 3,9%, a maior desde o quarto trimestre de 2001. No trimestre anterior, esse segmento havia crescido 4,2%.

A construção civil também registrou queda, de 2,3%, após ter caído 0,9% no trimestre anterior. A base de comparação é o primeiro trimestre de 2003.

Serviços

O setor de serviços teve alta de 0,4% na comparação com o quarto trimestre de 2003 e de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Dos sete grupos que formam o setor de serviços, cinco tiveram alta quando se compara com o mesmo trimestre do ano passado.

Os setores de transporte e comércio foram os que tiveram as maiores altas, de 7,4% e 5,1%, respectivamente. Também registraram expansão as instituições financeiras como bancos (1,9%), aluguel (1,1%) e administração pública (1,1%).

O setor de comunicações apresenta pela terceira vez consecutiva retração, de 1,9%, Neste caso, a principal razão foi a queda no consumo do serviço de telefonia fixa. Outros serviços –que é detalhado pelo IBGE– teve queda de 2,1%.

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ECONOMIA BRASILEIRA CRESCE 2,7% NO 1º TRIMESTRE DE 2004

ANA PAULA GRABOIS
da Folha Online, no Rio
Depois de fechar 2003 com retração de 0,2%, o PIB (Produto Interno Bruto) –conjunto das riquezas do país– cresceu 1,6% no primeiro trimestre de 2004 em relação ao último trimestre do ano passado.
A economia brasileira também teve expansão de 2,7% na comparação com o mesmo trimestre de 2003.
Mas o cálculo que aponta a taxa de crescimento no PIB no acumulado dos últimos 12 meses mostrou que a economia ficou estagnada, com expansão zero na comparação com os quatro trimestres imediatamente anteriores.
Isso significa que o crescimento de 2,7% no primeiro trimestre compensou as quedas registradas nos três trimestre anteriores.
Os resultados, entretanto, recebem o efeito da base baixa de comparação, especialmente quando se trata do primeiro trimestre de 2003 –período no qual a atividade econômica estava travada, com uma taxa de juros que chegou a 26,5% ao ano.
Os dados oficiais divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), de certa maneira, confirmam as expectativas, mas não sinalizavam uma forte recuperação da economia, que cresceu basicamente por conta da continuidade de aumento das exportações.
O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão ligado ao Ministério do Planejamento, previu 0,8% em relação a igual trimestre de 2003 e 1,5% na comparação com o quarto trimestre.
Analistas do mercado previam alta em torno de 1% em relação ao quarto trimestre e em torno de 2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
As exportações de bens e serviços apresentaram alta de 5,6% em relação ao quarto trimestre do ano passado e 19,3% na comparação com mesmo período do ano anterior.
Mercado interno
O consumo interno ainda se ressente da renda deprimida e da alta taxa de desemprego. Segundo o IBGE, o consumo das famílias brasileiras teve leve recuperação em relação ao quarto trimestre do ano passado, de 0,3%.
Em relação ao primeiro trimestre de 2003, a expansão foi de 1,2%. A taxa média de desemprego no primeiro trimestre ficou em 12,2%.
Já os investimentos medido pela formação bruta de capital fixo, continuaram a crescer. A expansão foi de 2,3% em relação ao quarto trimestre do ano passado e de 2,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Agronegócio
A agropecuária foi o setor que mais puxou a economia. Impulsionada pela exportações, o setor registrou expansão de 3,3% em relação ao quarto trimestre do ano passado e de 6,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2003.
No segmento industrial, o crescimento foi de 1,7% relação ao quarto trimestre e de 2,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2003. No quarto trimestre, o setor havia crescido 1,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O setor da indústria que mais cresceu foi o da indústria de transformação (6%) devido ao aumento da produção de máquinas e equipamentos e automóveis. Em seguida ficaram o Siup (serviços industriais de utilidade pública) (1,3%).
A área extrativa mineral teve queda de 3,9%, a maior desde o quarto trimestre de 2001. No trimestre anterior, esse segmento havia crescido 4,2%.
A construção civil também registrou queda, de 2,3%, após ter caído 0,9% no trimestre anterior. A base de comparação é o primeiro trimestre de 2003.
Serviços
O setor de serviços teve alta de 0,4% na comparação com o quarto trimestre de 2003 e de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Dos sete grupos que formam o setor de serviços, cinco tiveram alta quando se compara com o mesmo trimestre do ano passado.
Os setores de transporte e comércio foram os que tiveram as maiores altas, de 7,4% e 5,1%, respectivamente. Também registraram expansão as instituições financeiras como bancos (1,9%), aluguel (1,1%) e administração pública (1,1%).
O setor de comunicações apresenta pela terceira vez consecutiva retração, de 1,9%, Neste caso, a principal razão foi a queda no consumo do serviço de telefonia fixa. Outros serviços –que é detalhado pelo IBGE– teve queda de 2,1%.

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