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DÍVIDA BRASILEIRA EM DÓLAR CAIU MAIS DE R$ 150 BILHÕES NO GOVERNO LULA

Wagner Gomes – Globo Online

SÃO PAULO – O Banco Central (BC) já reduziu a dívida pública atrelada ao dólar em mais de R$ 150 bilhões desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, reduzindo a vulnerabilidade do país em relação ao fluxo de recursos estrangeiros.

Pelos cálculos de economistas, com base em estudos do Banco Central, a dívida em moeda americana foi reduzida pela metade em um período de um ano e meio, passando de R$ 312 bilhões em setembro de 2002 para R$ 125 bilhões em abril – uma diferença de R$ 187 bilhões.

No total da dívida, a participação dos papéis atrelados ao dólar caiu de 37,8% para 15,1% no período.

Parte desta redução é explicada pela queda da cotação do dólar, que foi de 16,7% de setembro de 2002 até agora.

Outra é a ação direta do BC, que está trocando papéis remunerados pela variação cambial e reduzindo a participação na carteira.

Roberto Padovani, economista da Tendências Consultoria, afirma que esse é um movimento importante, pois qualquer estresse no mercado eleva o câmbio e pressiona a dívida, fazendo o governo pagar mais por ela. Pelos cálculo de Padovani, até 1996 a dívida atrelada ao câmbio correspondia a, no máximo, 9,4% do total.

– O ideal é concentrar a dívida no financiamento a longo prazo e com títulos pré-fixados. Assim, qualquer oscilação do câmbio no curto prazo não afetaria a dívida brasileira.

A dívida financiada no curto prazo e indexada ao câmbio e ao juro faz as pessoas ficarem inseguras em relação a capacidade do governo de honrar os seus compromissos – disse Padovani.

Na avaliação de Padovani, a tendência é que o percentual retorne a patamares de 1994, início do Plano Real, quando os papéis cambiais correspondiam a 8,3%.

– A conquista de confiança é um processo lento, mas o Banco Central tem bem clara a intenção de melhorar o perfil da dívida brasileira. O BC tem essa meta – disse Padovani.

Para Alex Agostini, analista da Global Invest, o atual governo deu muitas demonstrações de que vai dar continuidade ao processo de mudança do perfil da dívida brasileira, pois quer reduzir a vulnerabilidade do país e conseguir meios para se financiar em um momento de estresse.

Segundo ele, a não rolagem de contratos de swap e títulos cambiais é um bom exemplo disso.

– O governo está conseguindo reduzir a exposição cambial e aumentar, por outro lado, as reservas. O país ficou anos sofrendo as conseqüências de qualquer estresse no cenário internacional, com problemas para financiar a sua dívida. Agora, a situação é um pouco diferente – afirmou Agostini.

Agostini disse que o BC está sendo prudente, mas a mudança do perfil da dívida não depende só dele, pois o mercado precisa aceitar os contratos pré-fixados ou algum outro indexador da dívida.

Segundo ele, uma possível elevação da taxa de juro americana pode atrapalhar esta estratégia, mas não vai interromper o processo de redução da dívida em dólar.

Agostini disse que o momento é muito positivo para o Brasil, que tem captado divisas por meio das exportações.

– O governo tem atualmente uma maior tranqüilidade. Não há perspectiva de as exportações caírem neste ano e isso ajuda o país.

A previsão da balança comercial é positiva. O cenário é favorável para a mudança no perfil da dívida – afirmou.

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DÍVIDA BRASILEIRA EM DÓLAR CAIU MAIS DE R$ 150 BILHÕES NO GOVERNO LULA

Wagner Gomes – Globo Online
SÃO PAULO – O Banco Central (BC) já reduziu a dívida pública atrelada ao dólar em mais de R$ 150 bilhões desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, reduzindo a vulnerabilidade do país em relação ao fluxo de recursos estrangeiros.
Pelos cálculos de economistas, com base em estudos do Banco Central, a dívida em moeda americana foi reduzida pela metade em um período de um ano e meio, passando de R$ 312 bilhões em setembro de 2002 para R$ 125 bilhões em abril – uma diferença de R$ 187 bilhões.
No total da dívida, a participação dos papéis atrelados ao dólar caiu de 37,8% para 15,1% no período.
Parte desta redução é explicada pela queda da cotação do dólar, que foi de 16,7% de setembro de 2002 até agora.
Outra é a ação direta do BC, que está trocando papéis remunerados pela variação cambial e reduzindo a participação na carteira.
Roberto Padovani, economista da Tendências Consultoria, afirma que esse é um movimento importante, pois qualquer estresse no mercado eleva o câmbio e pressiona a dívida, fazendo o governo pagar mais por ela. Pelos cálculo de Padovani, até 1996 a dívida atrelada ao câmbio correspondia a, no máximo, 9,4% do total.
– O ideal é concentrar a dívida no financiamento a longo prazo e com títulos pré-fixados. Assim, qualquer oscilação do câmbio no curto prazo não afetaria a dívida brasileira.
A dívida financiada no curto prazo e indexada ao câmbio e ao juro faz as pessoas ficarem inseguras em relação a capacidade do governo de honrar os seus compromissos – disse Padovani.
Na avaliação de Padovani, a tendência é que o percentual retorne a patamares de 1994, início do Plano Real, quando os papéis cambiais correspondiam a 8,3%.
– A conquista de confiança é um processo lento, mas o Banco Central tem bem clara a intenção de melhorar o perfil da dívida brasileira. O BC tem essa meta – disse Padovani.
Para Alex Agostini, analista da Global Invest, o atual governo deu muitas demonstrações de que vai dar continuidade ao processo de mudança do perfil da dívida brasileira, pois quer reduzir a vulnerabilidade do país e conseguir meios para se financiar em um momento de estresse.
Segundo ele, a não rolagem de contratos de swap e títulos cambiais é um bom exemplo disso.
– O governo está conseguindo reduzir a exposição cambial e aumentar, por outro lado, as reservas. O país ficou anos sofrendo as conseqüências de qualquer estresse no cenário internacional, com problemas para financiar a sua dívida. Agora, a situação é um pouco diferente – afirmou Agostini.
Agostini disse que o BC está sendo prudente, mas a mudança do perfil da dívida não depende só dele, pois o mercado precisa aceitar os contratos pré-fixados ou algum outro indexador da dívida.
Segundo ele, uma possível elevação da taxa de juro americana pode atrapalhar esta estratégia, mas não vai interromper o processo de redução da dívida em dólar.
Agostini disse que o momento é muito positivo para o Brasil, que tem captado divisas por meio das exportações.
– O governo tem atualmente uma maior tranqüilidade. Não há perspectiva de as exportações caírem neste ano e isso ajuda o país.
A previsão da balança comercial é positiva. O cenário é favorável para a mudança no perfil da dívida – afirmou.

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