Carolina Coronel – CNB/CUT
A VI Conferência Nacional dos Bancários foi aberta com chave de ouro pelo presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas.
O êxito para a Conferência e Campanha Salarial foi o desejo declarado por todos os dirigentes que participaram da mesa de abertura.
João Vaccari Neto, que está deixando a direção do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, e assume a Secretaria de Políticas Internacionais da CUT, recebeu homenagem especial.
O novo presidente do Sindicato é Luiz Cláudio Marcolino, até então secretário geral da entidade.
Para Vaccari, a hegemonia no setor bancário foi consolidada e prova disso são as grandes lideranças bancárias que estão no governo, nos fundos de pensão, nos bancos.
“Por isso é fundamental que saibamos separar as coisas e também enfrentar o momento político que está colocado. O governo é fruto de nossa experiência e da luta”.
Nesta Campanha Salarial, Vaccari destaca que o valor do piso deve ser recuperado. “Temos que reconstruir nosso piso e melhorar nossos direitos nos locais de trabalho”.
O presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, enfatizou, ao apresentar os dirigentes sindicais que compuseram a mesa, a necessidade de se ter uma política para a construção da unidade da categoria bancária.
Luiz Marinho, presidente da CUT Nacional, afirmou que os bancários integram uma das categorias mais organizadas da Central.
“Parabéns a Vagner e a CNB. Esta Conferência é um passo importantíssimo na condução de uma campanha salarial vitoriosa”.
A única mulher a compor a mesa, Marisa Stédile, presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, declarou que é fundamental ter uma postura firme na recuperação do mínimo.
Sobre o governo, afirmou que um trabalhador no poder precisa do engajamento da sociedade para fazer frente aos interesses arcaicos das velhas oligarquias.
“Aqueles princípios que sempre nortearam nossa atuação vão continuar presentes”. Marisa prevê que nesta Campanha Salarial as cláusulas relacionadas a diversidade vão fazer a diferença.
Diretor da Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul, Juberlei Bacelo, destacou a responsabilidade desta nova geração de lideranças sindicais.
“Sabemos a importância deste sindicato (o de São Paulo) para as lutas da categoria no país inteiro. Esta Conferência por si só já expressa o novo momento que estamos vivendo na categoria. Neste momento, a categoria deve voltar a ser referência como em tempos passados. A Campanha deve lutar pela unidade da categoria”.
Eduardo Navarro, presidente Sindicato dos Bancários da Bahia, lembrou que para o banqueiro é confortável que a categoria tenha três, quatro ou até cinco campanhas salariais diferentes.
“Essa é a vontade do banqueiro que a gente se divida”. Navarro traçou um paralelo entre os desafios desta Campanha e a linha do Equador. “Precisamos superar ‘nossas linhas do equador’, colocá-las com clareza e superá-las”.
Segundo Davi Zaia, presidente da Feeb SP/MT, a unidade não se constrói simplesmente tendo uma hegemonia.
Para ele é preciso construir a unidade contando com a representação política diversa. “Este momento político que vivemos nos fornece a oportunidade de consolidar a unidade na categoria de forma definitiva”.
Sebastião Geraldo Cardozo, da Fetec SP, ressaltou também a unidade na Campanha Salarial.
“O debate está nesse plenário. Devemos sair com a unificação da categoria concretizada em todos os parâmetros. Se não conseguirmos, a responsabilidade também é nossa”.
A Conferência Nacional dos Bancários acontece na Ancham no Brooklin Novo, São Paulo. O evento que irá decidir os rumos da Campanha Salarial continua e o encerramento está previsto para o início da tarde de domingo.
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