O presidente da CUT Nacional, Luiz Marinho, participou deste sábado da abertura da VI Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, em São Paulo, e falou com exclusividade ao CNB Tempo Real. Confira a entrevista:
CNB/CUT – Qual a expectativa da CUT para as campanhas salariais das categorias com data-base no segundo semestre?
Marinho – Nós esperamos campanhas fortes, as categorias estão se organizando com mais antecedência que no ano passado, a economia deu sinais de crescimento, a conjuntura é mais favorável. Tudo isto ajuda o processo de mobilização dos trabalhadores. Esta Conferência dos bancários é um exemplo espetacular para o Brasil pela estrutura e pela organização da categoria para a Campanha Salarial. Por isto estamos confiantes e vamos ampliar as conquistas este ano.
CNB/CUT – O Dieese publicou recentemente uma pesquisa em que mostra que a maioria das categorias não conseguiu recompor a inflação no ano passado. Como o movimento sindical pode trabalhar para reverter esta tendência, que tem se confirmado ano a ano?
Marinho – Acho que a situação econômica do Brasil, este ano, vai contribuir para que os trabalhadores consigam melhores acordos e recomponham as perdas com a inflação. Mas o fundamental, mesmo, é a mobilização. Certamente que se as categorias estiverem bem organizadas e os trabalhadores mobilizados, o movimento sindical sairá vitorioso.
CNB/CUT – A unificação das campanhas salariais das categorias com data-base no segundo semestre seria uma saída para fortalecer a pressão diante do patronato?
Marinho – Eu acredito que sim, se as categorias fizerem uma campanha em conjunto o poder de pressão aumentará muito. Estamos organizando uma grande manifestação para o dia 16 de julho, quando queremos mostrar para os patrões a vontade dos trabalhadores em conquistar acordos melhores que os do ano passado. Isto facilitaria os argumentos dos sindicalistas nas mesas de negociações. A CUT defende que as categorias se unam e, se for possível, até cheguem a um único índice de reajuste, claro que respeitando as especificidades e as reivindicações de cada ramo.
CNB/CUT – E qual é o papel dos bancários nesta eventual unificação da campanha salarial?
Marinho – Os bancários terão um papel decisivo neste processo, pois a negociação em nível nacional é um exemplo para as demais categorias. Além do mais, os bancários possuem uma organização fantástica; esta Conferência é um exemplo disto. E, além do mais, é uma categoria numerosa, com poder de pressão muito forte e pode ser fundamental, caso haja uma unificação das campanhas salariais.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT
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