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INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS PREVÊEM INFLAÇÃO MAIOR

Correio Braziliense – Marcelo Tokarski

O mercado financeiro brasileiro está mais pessimista em relação às perspectivas do cenário econômico até o final deste ano.

É o que revela o Relatório de Mercado (Pesquisa Focus) divulgado ontem pelo Banco Central (BC).

Na avaliação das cerca de cem instituições financeiras consultadas pela pesquisa, o BC dificilmente conseguirá cumprir a meta de inflação ajustada para este ano (5,5%) devido ao provável reajuste nos preços dos combustíveis.

Em virtude disso, haverá menos espaço para novos cortes na taxa básica de juros (Selic), hoje em 16% ao ano.

As instituições consultadas pelo BC aumentaram a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 6,50% para 6,59% neste ano.

Foi a quarta elevação consecutiva. Para 2005, as previsões saltaram de 5,30% para 5,37%, se distanciando ainda mais da meta estipulada para o próximo ano, de 4,5%.

O IPCA dos próximos meses também se afastou das metas do BC. Subiu de 6% para 6,09%. O BC trabalha com um IPCA de 5,1% para os próximos 12 meses.

Com inflação maior, o Comitê de Política Monetária (Copom) terá menos margem para reduzir a Selic, que fechará o ano, segundo a pesquisa, em 14,75%, e não mais nos 14,50% previstos na pesquisa anterior.

Para os agentes financeiros, o espaço para queda dos juros até dezembro caiu de 1,50 para 1,25 ponto percentual. Pelo relatório, no final de 2005 os juros estarão em 13,25% ao ano, e não mais nos 13% da pesquisa anterior.

A piora das previsões sobre a inflação é reflexo da alta do petróleo no mercado internacional e da forte pressão que ela exerce por um reajuste no preço dos combustíveis no Brasil.

A opinião é do economista Alexsandro Agostini, da consultoria Global Invest. ‘‘Está ficando cada dia mais claro que não dá para não ter aumento de combustível, pois a defasagem entre os preços internacionais e os praticados aqui no Brasil é muito grande’’, afirma.

Alguns analistas falam em uma defasagem de até 30%, percentual negado pela Petrobras, que ontem voltou a descartar reajustes no curto prazo.

No entanto, Agostini acredita que o reajuste tem índice e até data marcada: seria da ordem de 10%, no próximo dia 15.

‘‘Os 10% dariam um impacto de 0,4 ponto percentual na inflação. Sendo no dia 15, o reajuste teria impacto de 0,2 em cada mês, diluindo seus reflexos sobre a inflação’’, justifica.

Alexandre Lins, economista-chefe do banco BNP Paribas, ressalta que a Pesquisa Focus tem uma pequena defasagem, pois reflete as expectativas do mercado até sexta-feira da semana anterior.

No entanto, reconhece que a piora das expectativas é reflexo das recentes altas do petróleo, que chegou a superar a barreira dos US$ 40 o barril, recuou e ontem, após uma leve alta de US$ 0,17, fechou cotado a US$ 38,66 em Nova Iorque. Com o barril abaixo dos US$ 39, as bolsas de todo o mundo tiveram um dia de alta.

Alexandre Lins reconhece que a piora das projeções sobre a inflação refletem o risco de aumentos nos preços dos combustíveis. ‘‘Cada vez mais o mercado teme o reajuste da gasolina’’, avalia.

Crescimento
Apesar da piora nas projeções de inflação e juros, o mercado financeiro manteve em 3,5% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano.

No entanto, os bancos reduziram as projeções de investimentos estrangeiros no país, que recuaram de US$ 12 bilhões para US$ 11 bilhões este ano.

Com isso, a expectativa ficou abaixo da projeção do BC, de entrada de US$ 13 bilhões em 2004.

Por 10:17 Notícias

INSTITUIÇÕES BANCÁRIAS PREVÊEM INFLAÇÃO MAIOR

Correio Braziliense – Marcelo Tokarski
O mercado financeiro brasileiro está mais pessimista em relação às perspectivas do cenário econômico até o final deste ano.
É o que revela o Relatório de Mercado (Pesquisa Focus) divulgado ontem pelo Banco Central (BC).
Na avaliação das cerca de cem instituições financeiras consultadas pela pesquisa, o BC dificilmente conseguirá cumprir a meta de inflação ajustada para este ano (5,5%) devido ao provável reajuste nos preços dos combustíveis.
Em virtude disso, haverá menos espaço para novos cortes na taxa básica de juros (Selic), hoje em 16% ao ano.
As instituições consultadas pelo BC aumentaram a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 6,50% para 6,59% neste ano.
Foi a quarta elevação consecutiva. Para 2005, as previsões saltaram de 5,30% para 5,37%, se distanciando ainda mais da meta estipulada para o próximo ano, de 4,5%.
O IPCA dos próximos meses também se afastou das metas do BC. Subiu de 6% para 6,09%. O BC trabalha com um IPCA de 5,1% para os próximos 12 meses.
Com inflação maior, o Comitê de Política Monetária (Copom) terá menos margem para reduzir a Selic, que fechará o ano, segundo a pesquisa, em 14,75%, e não mais nos 14,50% previstos na pesquisa anterior.
Para os agentes financeiros, o espaço para queda dos juros até dezembro caiu de 1,50 para 1,25 ponto percentual. Pelo relatório, no final de 2005 os juros estarão em 13,25% ao ano, e não mais nos 13% da pesquisa anterior.
A piora das previsões sobre a inflação é reflexo da alta do petróleo no mercado internacional e da forte pressão que ela exerce por um reajuste no preço dos combustíveis no Brasil.
A opinião é do economista Alexsandro Agostini, da consultoria Global Invest. ‘‘Está ficando cada dia mais claro que não dá para não ter aumento de combustível, pois a defasagem entre os preços internacionais e os praticados aqui no Brasil é muito grande’’, afirma.
Alguns analistas falam em uma defasagem de até 30%, percentual negado pela Petrobras, que ontem voltou a descartar reajustes no curto prazo.
No entanto, Agostini acredita que o reajuste tem índice e até data marcada: seria da ordem de 10%, no próximo dia 15.
‘‘Os 10% dariam um impacto de 0,4 ponto percentual na inflação. Sendo no dia 15, o reajuste teria impacto de 0,2 em cada mês, diluindo seus reflexos sobre a inflação’’, justifica.
Alexandre Lins, economista-chefe do banco BNP Paribas, ressalta que a Pesquisa Focus tem uma pequena defasagem, pois reflete as expectativas do mercado até sexta-feira da semana anterior.
No entanto, reconhece que a piora das expectativas é reflexo das recentes altas do petróleo, que chegou a superar a barreira dos US$ 40 o barril, recuou e ontem, após uma leve alta de US$ 0,17, fechou cotado a US$ 38,66 em Nova Iorque. Com o barril abaixo dos US$ 39, as bolsas de todo o mundo tiveram um dia de alta.
Alexandre Lins reconhece que a piora das projeções sobre a inflação refletem o risco de aumentos nos preços dos combustíveis. ‘‘Cada vez mais o mercado teme o reajuste da gasolina’’, avalia.
Crescimento
Apesar da piora nas projeções de inflação e juros, o mercado financeiro manteve em 3,5% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano.
No entanto, os bancos reduziram as projeções de investimentos estrangeiros no país, que recuaram de US$ 12 bilhões para US$ 11 bilhões este ano.
Com isso, a expectativa ficou abaixo da projeção do BC, de entrada de US$ 13 bilhões em 2004.

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