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GRUPO DOS 8 MAIS RICOS VAI DEBATER CRESCIMENTO MUNDIAL

Gazeta do Povo

Sea Island, EUA (AE-AP) – Os chefes de estado e de governo do Grupo dos Oito (G-8) iniciaram ontem sua reunião de cúpula anual com um jantar na luxuosa localidade turística de Sea Island, na costa do estado americano da Geórgia.

O G-8 reúne as sete economias mais industrializadas do mundo (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Canadá, França e Japão), mais a Rússia.

A reunião de cúpula do G-8 estudará como manter o crescimento econômico mundial, considerado suficientemente forte para suportar o aumento dos preços do petróleo e a alta prevista das taxas de juros.

O Grupo dos Oito enviará “uma mensagem otimista, mas também a mensagem de que devemos continuar trabalhando”, afirmou uma funcionária do alto escalão do governo americano, que pediu para não ser identificada.

“O debate será sobre a forma de manter este forte crescimento a longo prazo e acelerá-lo em todo o mundo, para que os Estados Unidos não sejam seu único motor”, acrescentou.

A zona do euro, principalmente a Alemanha, deverá então atender aos pedidos dos Estados Unidos para colocar em prática reformas estruturais, com o objetivo de estimular suas economias.

“Conversaremos principalmente sobre a Europa. Apesar de a economia européia parecer um pouco melhor este ano, o crescimento europeu continua sendo claramente inferior ao dos Estados Unidos e Japão”, disse a fonte.

Ameaça

A aparente harmonia, resultante da aprovação horas antes da resolução da ONU para o Iraque (leia mais em Mundo), pode ser quebrada hoje quando os líderes começarem a discutir questões em que não há consenso, como o plano proposto pelo presidente dos EUA, George W. Bush, para reformas democráticas no Oriente Médio.

O Iraque e o Oriente Médio deixaram em segundo plano a agenda econômica, mas hoje se espera o anúncio de alguns acordos nas áreas sociais e de saúde.

Segundo altos funcionários americanos, o G-8 divulgará medidas de combate à fome no Chifre da África, de erradicação da poliomielite, redução da pobreza e para desenvolvimento de uma vacina contra o vírus da aids.

O plano de Bush para o Oriente Médio encontra resistência de vários países da região. A Arábia Saudita (o país com as maiores reservas de petróleo do mundo) e o Egito (a mais populosa nação árabe), duas potências regionais, recusaram o convite para participar da cúpula, alegando que a proposta é uma tentativa de impor valores do Ocidente.

Antes de partir de Ancara para o encontro, o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, deixou claro que a iniciativa de Bush fracassará se não puser fim à violência entre palestinos e israelenses e trouxer paz ao Iraque.

“Se vamos apresentar uma perspectiva democrática real e estratégia de reformas para o Oriente Médio e a África, temos de seguir políticas que ponham fim à violência do conflito palestino-israelense e que normalize a situação no Iraque”, declarou Erdogan.

“Mudanças não podem ser impostas de fora e as condições e diferenças de cada pessoa devem ser respeitados.”

Por 10:02 Notícias

GRUPO DOS 8 MAIS RICOS VAI DEBATER CRESCIMENTO MUNDIAL

Gazeta do Povo
Sea Island, EUA (AE-AP) – Os chefes de estado e de governo do Grupo dos Oito (G-8) iniciaram ontem sua reunião de cúpula anual com um jantar na luxuosa localidade turística de Sea Island, na costa do estado americano da Geórgia.
O G-8 reúne as sete economias mais industrializadas do mundo (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Itália, Canadá, França e Japão), mais a Rússia.
A reunião de cúpula do G-8 estudará como manter o crescimento econômico mundial, considerado suficientemente forte para suportar o aumento dos preços do petróleo e a alta prevista das taxas de juros.
O Grupo dos Oito enviará “uma mensagem otimista, mas também a mensagem de que devemos continuar trabalhando”, afirmou uma funcionária do alto escalão do governo americano, que pediu para não ser identificada.
“O debate será sobre a forma de manter este forte crescimento a longo prazo e acelerá-lo em todo o mundo, para que os Estados Unidos não sejam seu único motor”, acrescentou.
A zona do euro, principalmente a Alemanha, deverá então atender aos pedidos dos Estados Unidos para colocar em prática reformas estruturais, com o objetivo de estimular suas economias.
“Conversaremos principalmente sobre a Europa. Apesar de a economia européia parecer um pouco melhor este ano, o crescimento europeu continua sendo claramente inferior ao dos Estados Unidos e Japão”, disse a fonte.
Ameaça
A aparente harmonia, resultante da aprovação horas antes da resolução da ONU para o Iraque (leia mais em Mundo), pode ser quebrada hoje quando os líderes começarem a discutir questões em que não há consenso, como o plano proposto pelo presidente dos EUA, George W. Bush, para reformas democráticas no Oriente Médio.
O Iraque e o Oriente Médio deixaram em segundo plano a agenda econômica, mas hoje se espera o anúncio de alguns acordos nas áreas sociais e de saúde.
Segundo altos funcionários americanos, o G-8 divulgará medidas de combate à fome no Chifre da África, de erradicação da poliomielite, redução da pobreza e para desenvolvimento de uma vacina contra o vírus da aids.
O plano de Bush para o Oriente Médio encontra resistência de vários países da região. A Arábia Saudita (o país com as maiores reservas de petróleo do mundo) e o Egito (a mais populosa nação árabe), duas potências regionais, recusaram o convite para participar da cúpula, alegando que a proposta é uma tentativa de impor valores do Ocidente.
Antes de partir de Ancara para o encontro, o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, deixou claro que a iniciativa de Bush fracassará se não puser fim à violência entre palestinos e israelenses e trouxer paz ao Iraque.
“Se vamos apresentar uma perspectiva democrática real e estratégia de reformas para o Oriente Médio e a África, temos de seguir políticas que ponham fim à violência do conflito palestino-israelense e que normalize a situação no Iraque”, declarou Erdogan.
“Mudanças não podem ser impostas de fora e as condições e diferenças de cada pessoa devem ser respeitados.”

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