fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 09:40 Sem categoria

PALOCCI DESCARTA LIGAR SALÁRIO MÍNIMO AO PIB

Folha de São Paulo – Fernanda Krakovics

O ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) descartou ontem vincular o reajuste do salário mínimo em 2005 ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), como querem parlamentares da base aliada, e disse que a falta de apoio a medidas do governo no Congresso afeta a credibilidade externa do país.

Palocci esteve em reunião com cerca de 30 senadores da base aliada para justificar o aumento do salário mínimo de R$ 240 para R$ 260, considerado baixo até pelos governistas.

A medida provisória que fixou esse valor será votada na Casa na próxima semana, e o governo não tem segurança de sua aprovação.

Governistas diziam ontem ter 35 votos do total de 81. Para aprovar os R$ 260, é preciso maioria simples (mais da metade dos votos dos presentes).

Além de tentar reverter votos, eles apostam na ausência de alguns senadores no dia da votação, inclusive da oposição, o que beneficiaria o governo.

“Palocci disse que, quando o Congresso titubeia em relação às medidas do governo, isso tem um impacto externo na economia”, disse o líder do governo, senador Fernando Bezerra (PTB-RN).

“Ele [Palocci] pediu apoio e falou que as decisões políticas acabam impactando na economia internacionalmente”, afirmou o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL).

O ministro concordou com a proposta de fixar o critério de reajuste do salário mínimo para o próximo ano na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que precisa ser votada até o próximo dia 30. Porém, defendeu que o parâmetro seja apenas a correção inflacionária.

Durante a reunião, de acordo com os presentes, Palocci argumentou que países mais pobres que o Brasil têm salários mínimos maiores por não haver vinculação com o PIB.

O ministro levou gráficos ao Senado para embasar a posição de que não seria possível dar um aumento maior agora e que essa não seria a melhor política de distribuição de renda.

“O salário-família e o Bolsa-Família têm um impacto no combate à pobreza maior que os valores do salário mínimo”, disse o ministro na saída da reunião.

Por 09:40 Notícias

PALOCCI DESCARTA LIGAR SALÁRIO MÍNIMO AO PIB

Folha de São Paulo – Fernanda Krakovics
O ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) descartou ontem vincular o reajuste do salário mínimo em 2005 ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), como querem parlamentares da base aliada, e disse que a falta de apoio a medidas do governo no Congresso afeta a credibilidade externa do país.
Palocci esteve em reunião com cerca de 30 senadores da base aliada para justificar o aumento do salário mínimo de R$ 240 para R$ 260, considerado baixo até pelos governistas.
A medida provisória que fixou esse valor será votada na Casa na próxima semana, e o governo não tem segurança de sua aprovação.
Governistas diziam ontem ter 35 votos do total de 81. Para aprovar os R$ 260, é preciso maioria simples (mais da metade dos votos dos presentes).
Além de tentar reverter votos, eles apostam na ausência de alguns senadores no dia da votação, inclusive da oposição, o que beneficiaria o governo.
“Palocci disse que, quando o Congresso titubeia em relação às medidas do governo, isso tem um impacto externo na economia”, disse o líder do governo, senador Fernando Bezerra (PTB-RN).
“Ele [Palocci] pediu apoio e falou que as decisões políticas acabam impactando na economia internacionalmente”, afirmou o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL).
O ministro concordou com a proposta de fixar o critério de reajuste do salário mínimo para o próximo ano na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que precisa ser votada até o próximo dia 30. Porém, defendeu que o parâmetro seja apenas a correção inflacionária.
Durante a reunião, de acordo com os presentes, Palocci argumentou que países mais pobres que o Brasil têm salários mínimos maiores por não haver vinculação com o PIB.
O ministro levou gráficos ao Senado para embasar a posição de que não seria possível dar um aumento maior agora e que essa não seria a melhor política de distribuição de renda.
“O salário-família e o Bolsa-Família têm um impacto no combate à pobreza maior que os valores do salário mínimo”, disse o ministro na saída da reunião.

Close