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MACHISTA PRATICA MAIS VIOLÊNCIA

Homem machista tem mais possibilidade de praticar violência contra a mulher e ter DST´s (FSP-27/OGL-27/CB-27/OT-27/OT-28)

Pesquisa do Instituto Promundo e do programa americano Horizons, realizada com jovens moradores de favelas do Rio de Janeiro, divulgada pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), apontou que homens machistas têm mais probabilidade de ser preso, usar violência contra a mulher e ter doenças sexualmente transmissíveis. Foram entrevistados 780 jovens, entre 15 e 24 anos, moradores de Bangu, Maré e Morro dos Macacos, antes e depois de participarem, por seis meses, de oficinas e discussões sobre sexualidade, mulheres e violência, do Projeto H, criado com o objetivo de estimular jovens a questionarem normas relacionadas à masculinidade.

Os jornais monitorados mostraram que, na primeira entrevista, 61% dos jovens entrevistados disseram que é da mulher a responsabilidade por não engravidar. Depois de passarem por várias atividades e oficinas, 44% deram a mesma resposta; 19,8% dos meninos chamariam de piranha uma menina que andasse com camisinha na bolsa. Após as oficinas, 9% ainda apresentavam esse comportamento.

Das 17 perguntas, os resultados que mais chamaram atenção dos jornais estão ligados à violência contra a mulher. Segundo O Globo, o trabalho de conscientização sobre esse tema, feito com os jovens, “parece ter surtido pouco efeito”. Cerca de 53,9% dos jovens disseram que, se alguém os insulta, defendem a honra com a força, se for necessário. Além disso, 33% afirmaram que existem momentos em que mulher merece apanhar. Cerca de 10% revelaram já ter batidos em mulheres ou namoradas pelo menos uma vez. Ao tratar de homossexualismo, 31,1% responderam que nunca teriam um amigo gay.

Em declaração ao Correio Braziliense, o diretor-executivo do Instituto Promundo, Gary Barker, disse que o machismo não é um comportamento exclusivo de homens de periferia, apesar de terem sido o objeto do estudo, mas o reflexo da realidade brasileira.

A Folha e O Tempo ressaltaram que foi lançado, em Brasília, um Fundo Internacional com o objetivo de ampliar o Programa H para outros estados e países, como Índia e México. A coluna Debate do Dia, do jornal O Tempo, o tema machismo foi tratado pelo antropólogo Zanoni Neves e a deputada estadual, ex-presidente da União Brasileira de Mulheres, Jô Moraes.

Zanoni Neves relacionou o machismo com o patriarcalismo brasileiro, que, segundo ele, possui raízes ancestrais, bastante remotas na história. O antropólogo afirmou que, no século 19, em algumas regiões, como no sertão brasileiro, as mulheres demostravam uma certa “independência”, apesar de prevalecer o patriarcalismo. Com o declínio desse, houve uma forte reação masculina frente aos avanços e conquistas feministas que ainda perdura.

A deputada Jô Moraes afirmou que as práticas pedagógicas, adotadas pela escola, fortalecem o machismo. Um dos problemas é o despreparo dos professores que criticam meninas que fogem à imagem padronizada sugerida pela coletividade. A deputada criticou o conteúdo dos livros didáticos, que, em sua maioria, reforçam estereótipos sexistas. Jô Morares, baseando-se em Engels, lembrou que “A própria divisão da sociedade em classes se aprofunda, em todos os campos da vida humana surgem formulações, teses, teorias para explicar a ‘naturalidade’ da condição de subalternidade da mulher”.

Boletim Eletronico – Saúde Reprodutiva

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MACHISTA PRATICA MAIS VIOLÊNCIA

Homem machista tem mais possibilidade de praticar violência contra a mulher e ter DST´s (FSP-27/OGL-27/CB-27/OT-27/OT-28)
Pesquisa do Instituto Promundo e do programa americano Horizons, realizada com jovens moradores de favelas do Rio de Janeiro, divulgada pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), apontou que homens machistas têm mais probabilidade de ser preso, usar violência contra a mulher e ter doenças sexualmente transmissíveis. Foram entrevistados 780 jovens, entre 15 e 24 anos, moradores de Bangu, Maré e Morro dos Macacos, antes e depois de participarem, por seis meses, de oficinas e discussões sobre sexualidade, mulheres e violência, do Projeto H, criado com o objetivo de estimular jovens a questionarem normas relacionadas à masculinidade.
Os jornais monitorados mostraram que, na primeira entrevista, 61% dos jovens entrevistados disseram que é da mulher a responsabilidade por não engravidar. Depois de passarem por várias atividades e oficinas, 44% deram a mesma resposta; 19,8% dos meninos chamariam de piranha uma menina que andasse com camisinha na bolsa. Após as oficinas, 9% ainda apresentavam esse comportamento.
Das 17 perguntas, os resultados que mais chamaram atenção dos jornais estão ligados à violência contra a mulher. Segundo O Globo, o trabalho de conscientização sobre esse tema, feito com os jovens, “parece ter surtido pouco efeito”. Cerca de 53,9% dos jovens disseram que, se alguém os insulta, defendem a honra com a força, se for necessário. Além disso, 33% afirmaram que existem momentos em que mulher merece apanhar. Cerca de 10% revelaram já ter batidos em mulheres ou namoradas pelo menos uma vez. Ao tratar de homossexualismo, 31,1% responderam que nunca teriam um amigo gay.
Em declaração ao Correio Braziliense, o diretor-executivo do Instituto Promundo, Gary Barker, disse que o machismo não é um comportamento exclusivo de homens de periferia, apesar de terem sido o objeto do estudo, mas o reflexo da realidade brasileira.
A Folha e O Tempo ressaltaram que foi lançado, em Brasília, um Fundo Internacional com o objetivo de ampliar o Programa H para outros estados e países, como Índia e México. A coluna Debate do Dia, do jornal O Tempo, o tema machismo foi tratado pelo antropólogo Zanoni Neves e a deputada estadual, ex-presidente da União Brasileira de Mulheres, Jô Moraes.
Zanoni Neves relacionou o machismo com o patriarcalismo brasileiro, que, segundo ele, possui raízes ancestrais, bastante remotas na história. O antropólogo afirmou que, no século 19, em algumas regiões, como no sertão brasileiro, as mulheres demostravam uma certa “independência”, apesar de prevalecer o patriarcalismo. Com o declínio desse, houve uma forte reação masculina frente aos avanços e conquistas feministas que ainda perdura.
A deputada Jô Moraes afirmou que as práticas pedagógicas, adotadas pela escola, fortalecem o machismo. Um dos problemas é o despreparo dos professores que criticam meninas que fogem à imagem padronizada sugerida pela coletividade. A deputada criticou o conteúdo dos livros didáticos, que, em sua maioria, reforçam estereótipos sexistas. Jô Morares, baseando-se em Engels, lembrou que “A própria divisão da sociedade em classes se aprofunda, em todos os campos da vida humana surgem formulações, teses, teorias para explicar a ‘naturalidade’ da condição de subalternidade da mulher”.
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