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BANCÁRIOS SÃO RECEBIDOS EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

Os bancários foram recebidos, na tarde de ontem, em audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, por iniciativa do deputado Mauro Menuchi (PT) e da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo, Fetec-CUT/SP.
O objetivo era solicitar dos deputados a criação de uma comissão de acompanhamento das demissões que vêm sendo realizadas pelos bancos em todo país.
O presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, participou da audiência. Os representantes dos trabalhadores denunciaram as 5.108 demissões ocorridas este ano em quatro dos maiores bancos brasileiros: 1.800 na Nossa Caixa, 1.437 no ABN Real, 1.271 no Bradesco e 600 no Santander Banespa.
E em muitos desses casos, os trabalhadores estavam em período pré-aposentadoria, sofriam de doenças ocupacionais ou, na Nossa Caixa, foram pressionados a aderir um programa de demissão que o Sindicato dos Bancários de São Paulo e demais sindicatos do Estado querem reverter.
Essas e outras dispensas significam, na verdade, extinção de postos de trabalho. Em 1989 existiam 800.780 empregos no setor. Em 2002 (último dado da RAIS) eram 398.098. “A saúde financeira dos bancos vai muito bem, conforme demonstra, por exemplo, o ativo total das onze principais instituições financeiras que em 1994 era de R$ 228.199.402 e cresceram até chegar em 2003 com R$ 910.361.080”, informou o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.
O presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, solicitou aos deputados que se empenhem na luta para evitar demissões nos bancos.
Neste processo, a grande prejudicada é a sociedade, pois vê o atendimento sendo precarizado e são cada vez mais expulsos das agências dos bancos para o setor de auto-atendimento ou lotéricas e expostos à más condições de segurança e são extorquidas com tarifas absurdas e prestação de serviços muito ruim.
“Que é absurdo banco demitir todo mundo concorda, mas tão absurdo é a qualidade desprezível do atendimento prestado à população e a ausência de agências bancárias onde os banqueiros acham que não terão lucro, independente das necessidades da população”, denunciou.
“Estamos aqui para cobrar dos bancos que cumpram seu papel. Com a participação dos movimentos sociais, do movimento sindical e do poder público, para alterar a lógica dos banqueiros de reduzir a quantidade de gente atendendo e sobrecarregando quem fica”, disse Freitas.
Os bancários defenderam ainda que os bancos ampliem o horário de atendimento abrindo as agências das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho, o que criaria, de imediato, 161 mil novas vagas de emprego, e melhoraria a qualidade dos serviços prestados aos clientes. Esta é um antiga reivindicação dos bancários.
O deputado petista Mauro Menuchi disse ser possível a criação da comissão com o apoio dessas bancadas das bancadas do PT e do PC do B, que participaram da audiência.
“Não temos poder decisório, mas vamos fazer tudo o que for possível para barrar as demissões na categoria bancária”.
O deputado ressaltou ainda o papel do governo do Estado na manutenção dos empregos da Nossa Caixa e do seu papel como banco público.
“O governo tem obrigação de fazer uma política de geração de emprego e não contribuir para agravar ainda mais a crise de desemprego”, completou o parlamentar.
A audiência de hoje é parte da Campanha Nacional Contra as Demissões, lançada pela CNB em dezembro de 2003 e que tinha como uma das orientações, as ações institucionais junto às assembléias legislativas nos Estados.
A campanha tem dado certo. Depois das denúncias feitas pelos bancários, o Ministério do Trabalho, até então comando por Jaques Wagner, interpelou o Bradesco no início do ano sobre as demissões e evitou que o banco colocasse em prática a demissão de 1.200 bancários como pretendia.
Meire Bicudo – CNB/CUT, com colaboração de Cláudia Motta – Assessoria de Imprensa do Seeb São Paulo

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BANCÁRIOS SÃO RECEBIDOS EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

Os bancários foram recebidos, na tarde de ontem, em audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, por iniciativa do deputado Mauro Menuchi (PT) e da Federação dos Bancários da CUT de São Paulo, Fetec-CUT/SP.

O objetivo era solicitar dos deputados a criação de uma comissão de acompanhamento das demissões que vêm sendo realizadas pelos bancos em todo país.

O presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, participou da audiência. Os representantes dos trabalhadores denunciaram as 5.108 demissões ocorridas este ano em quatro dos maiores bancos brasileiros: 1.800 na Nossa Caixa, 1.437 no ABN Real, 1.271 no Bradesco e 600 no Santander Banespa.

E em muitos desses casos, os trabalhadores estavam em período pré-aposentadoria, sofriam de doenças ocupacionais ou, na Nossa Caixa, foram pressionados a aderir um programa de demissão que o Sindicato dos Bancários de São Paulo e demais sindicatos do Estado querem reverter.

Essas e outras dispensas significam, na verdade, extinção de postos de trabalho. Em 1989 existiam 800.780 empregos no setor. Em 2002 (último dado da RAIS) eram 398.098. “A saúde financeira dos bancos vai muito bem, conforme demonstra, por exemplo, o ativo total das onze principais instituições financeiras que em 1994 era de R$ 228.199.402 e cresceram até chegar em 2003 com R$ 910.361.080”, informou o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.

O presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, solicitou aos deputados que se empenhem na luta para evitar demissões nos bancos.

Neste processo, a grande prejudicada é a sociedade, pois vê o atendimento sendo precarizado e são cada vez mais expulsos das agências dos bancos para o setor de auto-atendimento ou lotéricas e expostos à más condições de segurança e são extorquidas com tarifas absurdas e prestação de serviços muito ruim.

“Que é absurdo banco demitir todo mundo concorda, mas tão absurdo é a qualidade desprezível do atendimento prestado à população e a ausência de agências bancárias onde os banqueiros acham que não terão lucro, independente das necessidades da população”, denunciou.

“Estamos aqui para cobrar dos bancos que cumpram seu papel. Com a participação dos movimentos sociais, do movimento sindical e do poder público, para alterar a lógica dos banqueiros de reduzir a quantidade de gente atendendo e sobrecarregando quem fica”, disse Freitas.

Os bancários defenderam ainda que os bancos ampliem o horário de atendimento abrindo as agências das 9h às 17h, com dois turnos de trabalho, o que criaria, de imediato, 161 mil novas vagas de emprego, e melhoraria a qualidade dos serviços prestados aos clientes. Esta é um antiga reivindicação dos bancários.

O deputado petista Mauro Menuchi disse ser possível a criação da comissão com o apoio dessas bancadas das bancadas do PT e do PC do B, que participaram da audiência.

“Não temos poder decisório, mas vamos fazer tudo o que for possível para barrar as demissões na categoria bancária”.

O deputado ressaltou ainda o papel do governo do Estado na manutenção dos empregos da Nossa Caixa e do seu papel como banco público.

“O governo tem obrigação de fazer uma política de geração de emprego e não contribuir para agravar ainda mais a crise de desemprego”, completou o parlamentar.

A audiência de hoje é parte da Campanha Nacional Contra as Demissões, lançada pela CNB em dezembro de 2003 e que tinha como uma das orientações, as ações institucionais junto às assembléias legislativas nos Estados.

A campanha tem dado certo. Depois das denúncias feitas pelos bancários, o Ministério do Trabalho, até então comando por Jaques Wagner, interpelou o Bradesco no início do ano sobre as demissões e evitou que o banco colocasse em prática a demissão de 1.200 bancários como pretendia.

Meire Bicudo – CNB/CUT, com colaboração de Cláudia Motta – Assessoria de Imprensa do Seeb São Paulo

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