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BANQUEIROS DEITAM E ROLAM. LUCRO É DE MAIS DE 1000%

Carolina Coronel – CNB/CUT
(São Paulo) A grande imprensa reconhece e reafirma o que a Confederação dos Bancários vem dizendo há mais de dez anos.
Reportagem elaborada pelo jornalista Leonardo Souza, da sucursal de Brasília, sobre o crescimento da lucratividade dos bancos em mais de 1000%, pode ser vista na edição de hoje do jornal Folha de São Paulo.
Durante os últimos dez anos, a concessão de crédito despencou. Em 1994, o crédito disponível na economia equivalia a 35,5% do PIB. No ano passado, essa relação ficou em 24,8% do PIB.
Conforme fonte ouvida pela Folha, em países desenvolvidos essa proporção passa de 100% do PIB.
A lucratividade dos dez maiores bancos em 1994 foi de R$ 1,279 bilhão. Ano passado, o ganho conjunto desses bancos foi de R$ 14,573 bilhões.
O crescimento foi de 1.039%, de acordo com consultoria especializada. Para o presidente da Confederação Nacional dos Bancários, Vagner Freitas, “essa sórdida lucratividade não está ajudando em nada o desenvolvimento do país. Os bancos deveriam ser a âncora para o crescimento do Brasil”.
O presidente da CNB/CUT, questiona: “Como um setor que obtém mais de 1000% de lucro não pode conceder aumento real de salário?”.
A folha de pagamento é coberta, na maioria dos bancos, somente com as receitas de tarifas. A gama de tarifas aumentou e bastante. O BC estima que existam mais de 1.000 tipos no mercado.
Desrespeito – Se os bancos cumprissem seu papel social até poderiam prestar atendimento qualificado à população. Infelizmente não é o que ocorre na prática. Em abril, o Banco Central registrou o maior número de reclamações de clientes bancários desde agosto de 2001 – foram 3.138. Destas 246 são referentes à filas e 217, ao mau atendimento.
Nesta Campanha Salarial, que já começou, a Confederação Nacional dos Bancários irá questionar o papel dos bancos, denunciando a especulação exacerbada que leva o Brasil a ser um dos grandes paraísos fiscais do mundo. “Se nossas reivindicações não forem atendidas, iremos construir a greve contando com a sociedade como aliada”, declarou Freitas.

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BANQUEIROS DEITAM E ROLAM. LUCRO É DE MAIS DE 1000%

Carolina Coronel – CNB/CUT

(São Paulo) A grande imprensa reconhece e reafirma o que a Confederação dos Bancários vem dizendo há mais de dez anos.

Reportagem elaborada pelo jornalista Leonardo Souza, da sucursal de Brasília, sobre o crescimento da lucratividade dos bancos em mais de 1000%, pode ser vista na edição de hoje do jornal Folha de São Paulo.

Durante os últimos dez anos, a concessão de crédito despencou. Em 1994, o crédito disponível na economia equivalia a 35,5% do PIB. No ano passado, essa relação ficou em 24,8% do PIB.

Conforme fonte ouvida pela Folha, em países desenvolvidos essa proporção passa de 100% do PIB.

A lucratividade dos dez maiores bancos em 1994 foi de R$ 1,279 bilhão. Ano passado, o ganho conjunto desses bancos foi de R$ 14,573 bilhões.

O crescimento foi de 1.039%, de acordo com consultoria especializada. Para o presidente da Confederação Nacional dos Bancários, Vagner Freitas, “essa sórdida lucratividade não está ajudando em nada o desenvolvimento do país. Os bancos deveriam ser a âncora para o crescimento do Brasil”.

O presidente da CNB/CUT, questiona: “Como um setor que obtém mais de 1000% de lucro não pode conceder aumento real de salário?”.

A folha de pagamento é coberta, na maioria dos bancos, somente com as receitas de tarifas. A gama de tarifas aumentou e bastante. O BC estima que existam mais de 1.000 tipos no mercado.

Desrespeito – Se os bancos cumprissem seu papel social até poderiam prestar atendimento qualificado à população. Infelizmente não é o que ocorre na prática. Em abril, o Banco Central registrou o maior número de reclamações de clientes bancários desde agosto de 2001 – foram 3.138. Destas 246 são referentes à filas e 217, ao mau atendimento.

Nesta Campanha Salarial, que já começou, a Confederação Nacional dos Bancários irá questionar o papel dos bancos, denunciando a especulação exacerbada que leva o Brasil a ser um dos grandes paraísos fiscais do mundo. “Se nossas reivindicações não forem atendidas, iremos construir a greve contando com a sociedade como aliada”, declarou Freitas.

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