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Por 10:09 Notícias

CASO BANESTADO CORRE RISCO COM “LEI DA MORDAÇA”

MARI TORTATO
da Agência Folha, em Curitiba
O procurador da República Vladimir Aras disse que uma jurisprudência contra o poder de investigar do Ministério Público vai comprometer o trabalho da força-tarefa de procuradores do caso Banestado.
“Pode não haver arquivamento total do caso, mas o prejuízo será inestimável”, afirmou.
Segundo Aras, já há advogados de acusados de operações ilegais de remessas de dinheiro para o exterior se adiantando e pedindo na Justiça o impedimento do Ministério Público na condução desse caso.
Desde sua criação, em 2002, a força-tarefa que apura suspeitas de lavagem de dinheiro em remessas de CC5 (contas de não-residentes no país) pelo Banestado denunciou à Justiça 370 pessoas e conseguiu bloquear R$ 160 milhões em bens de suspeitos.
Aras diz que, apesar de a primeira parte das investigações ter sido conduzida pela Polícia Federal, sem a entrada do Ministério Público “as investigações ainda estariam emperradas” por instrumentos jurídicos usados por advogados para travar as investigações.
O procurador Deltan Dallagnol disse que o afastamento do Ministério Público de qualquer investigação “gera injustiça e mais burocracia”.
“A quem interessa que o Ministério Público não investigue? Com certeza, não aos pobres porque é raro um promotor investigar um caso envolvendo cidadão pobre”, afirmou.
Segundo Dallagnol, o Ministério Público só quer ter o direito de continuar atuando para tapar “os buracos” das investigações da polícia.
Ele disse que esses “buracos” são deixados pelo corporativismo policial ou pela ingerência política sobre a polícia. Com autonomia para atuar, promotores e procuradores não seriam atingidos por interesses externos.

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CASO BANESTADO CORRE RISCO COM “LEI DA MORDAÇA”

MARI TORTATO
da Agência Folha, em Curitiba

O procurador da República Vladimir Aras disse que uma jurisprudência contra o poder de investigar do Ministério Público vai comprometer o trabalho da força-tarefa de procuradores do caso Banestado.

“Pode não haver arquivamento total do caso, mas o prejuízo será inestimável”, afirmou.

Segundo Aras, já há advogados de acusados de operações ilegais de remessas de dinheiro para o exterior se adiantando e pedindo na Justiça o impedimento do Ministério Público na condução desse caso.

Desde sua criação, em 2002, a força-tarefa que apura suspeitas de lavagem de dinheiro em remessas de CC5 (contas de não-residentes no país) pelo Banestado denunciou à Justiça 370 pessoas e conseguiu bloquear R$ 160 milhões em bens de suspeitos.

Aras diz que, apesar de a primeira parte das investigações ter sido conduzida pela Polícia Federal, sem a entrada do Ministério Público “as investigações ainda estariam emperradas” por instrumentos jurídicos usados por advogados para travar as investigações.

O procurador Deltan Dallagnol disse que o afastamento do Ministério Público de qualquer investigação “gera injustiça e mais burocracia”.

“A quem interessa que o Ministério Público não investigue? Com certeza, não aos pobres porque é raro um promotor investigar um caso envolvendo cidadão pobre”, afirmou.

Segundo Dallagnol, o Ministério Público só quer ter o direito de continuar atuando para tapar “os buracos” das investigações da polícia.

Ele disse que esses “buracos” são deixados pelo corporativismo policial ou pela ingerência política sobre a polícia. Com autonomia para atuar, promotores e procuradores não seriam atingidos por interesses externos.

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