O Globo – Fernando Duarte
À primeira vista, uma honrosa participação: o Brasil aparece em 39 lugar entre 90 países num novo relatório sobre segurança econômica, que será divulgado no início do mês que vem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Mas, segundo o diretor do Programa de Seguridade Socioeconômica da OIT, Guy Standing, o desempenho do Brasil no ranking está aquém do potencial do país.
— Podemos dizer que o Brasil não está mal na lista, mas deveria estar numa posição muito melhor devido à posição econômica mundial do país e aos imensos recursos à sua disposição.
Na área da qualificação da mão-de-obra, por exemplo, ocupa apenas a 70 posição — explicou Standing, que participou segunda-feira de um seminário sobre exclusão social promovido pelo Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Oxford.
O relatório da OIT, intitulado “Segurança Econômica para um Mundo Melhor”, classificou 90 países com base em outros indicadores, como estabilidade de salários, mercado de trabalho, representatividade sindical e até qualidade de vida no ambiente profissional.
Foi nesta categoria em que o Brasil obteve sua melhor classificação, extra-oficialmente situada entre o 19 e o 21 lugar. Standing não revelou maiores detalhes sobre a lista, mas disse que ela é liderada por países escandinavos.
81% dos brasileiros são a favor da renda mínima
O economista revelou parte do resultado de uma pesquisa realizada com 48 mil habitantes de 15 mil cidades, incluída no relatório, sobre a posição dos brasileiros em relação à discriminação no mercado de trabalho.
Segundo Standing, uma considerável maioria dos brasileiros ouvidos apóia uma maior participação feminina, mas mostra restrições à entrada de migrantes em mercados locais.
E 81% dos entrevistados são favoráveis à criação de um programa de renda mínima, idéia defendida com unhas e dentes pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que também participou do seminário em Oxford.
O evento também marcou o lançamento de uma parceria entre o Centro de Estudos Brasileiros e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), representado pelo coordenador de Pesquisas em Política Social, Ricardo Paes de Barros.
Também estiveram presentes o secretário municipal do Trabalho de São Paulo, Márcio Pochmann, e o diretor do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri.
Além da renda mínima, foi discutido o problema da distribuição de renda no Brasil, com destaque para as políticas assistenciais do governo.
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Por Mhais• 24 de junho de 2004• 11:42• Sem categoria
DIRETOR DA OIT VÊ BRASIL ABAIXO DE SEU POTENCIAL
O Globo – Fernando Duarte
À primeira vista, uma honrosa participação: o Brasil aparece em 39 lugar entre 90 países num novo relatório sobre segurança econômica, que será divulgado no início do mês que vem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Mas, segundo o diretor do Programa de Seguridade Socioeconômica da OIT, Guy Standing, o desempenho do Brasil no ranking está aquém do potencial do país.
— Podemos dizer que o Brasil não está mal na lista, mas deveria estar numa posição muito melhor devido à posição econômica mundial do país e aos imensos recursos à sua disposição.
Na área da qualificação da mão-de-obra, por exemplo, ocupa apenas a 70 posição — explicou Standing, que participou segunda-feira de um seminário sobre exclusão social promovido pelo Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Oxford.
O relatório da OIT, intitulado “Segurança Econômica para um Mundo Melhor”, classificou 90 países com base em outros indicadores, como estabilidade de salários, mercado de trabalho, representatividade sindical e até qualidade de vida no ambiente profissional.
Foi nesta categoria em que o Brasil obteve sua melhor classificação, extra-oficialmente situada entre o 19 e o 21 lugar. Standing não revelou maiores detalhes sobre a lista, mas disse que ela é liderada por países escandinavos.
81% dos brasileiros são a favor da renda mínima
O economista revelou parte do resultado de uma pesquisa realizada com 48 mil habitantes de 15 mil cidades, incluída no relatório, sobre a posição dos brasileiros em relação à discriminação no mercado de trabalho.
Segundo Standing, uma considerável maioria dos brasileiros ouvidos apóia uma maior participação feminina, mas mostra restrições à entrada de migrantes em mercados locais.
E 81% dos entrevistados são favoráveis à criação de um programa de renda mínima, idéia defendida com unhas e dentes pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que também participou do seminário em Oxford.
O evento também marcou o lançamento de uma parceria entre o Centro de Estudos Brasileiros e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), representado pelo coordenador de Pesquisas em Política Social, Ricardo Paes de Barros.
Também estiveram presentes o secretário municipal do Trabalho de São Paulo, Márcio Pochmann, e o diretor do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri.
Além da renda mínima, foi discutido o problema da distribuição de renda no Brasil, com destaque para as políticas assistenciais do governo.
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