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GOVERNO CRIOU EM 95 PROGRAMA DE SOCORRO BANCÁRIO

Folha de São Paulo
Pouco depois da intervenção no banco Econômico, o governo criou, em 1995, o Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) com o objetivo de resolver a situação de instituições financeiras em dificuldade.
O princípio básico do Proer era permitir que os bancos quebrados fossem divididos em duas partes: a “parte boa” -rede de agências e depósitos de clientes- poderia ser vendida para outros bancos, enquanto a “parte ruim” -dívidas, em especial com o governo- passaria a ser administrada pelo Banco Central.
Para tentar garantir o pagamento das dívidas dessas instituições, o BC injetou na “parte ruim” um grande volume de títulos públicos, como os do FCVS. O governo dizia que o Proer era necessário para evitar que a quebra de alguns bancos prejudicasse a credibilidade do sistema financeiro.
O BC estima que o Proer vá custar cerca de R$ 6 bilhões aos cofres públicos -o valor exato só será conhecido após o fim da liqüidação dos bancos envolvidos.

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GOVERNO CRIOU EM 95 PROGRAMA DE SOCORRO BANCÁRIO

Folha de São Paulo

Pouco depois da intervenção no banco Econômico, o governo criou, em 1995, o Proer (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) com o objetivo de resolver a situação de instituições financeiras em dificuldade.

O princípio básico do Proer era permitir que os bancos quebrados fossem divididos em duas partes: a “parte boa” -rede de agências e depósitos de clientes- poderia ser vendida para outros bancos, enquanto a “parte ruim” -dívidas, em especial com o governo- passaria a ser administrada pelo Banco Central.

Para tentar garantir o pagamento das dívidas dessas instituições, o BC injetou na “parte ruim” um grande volume de títulos públicos, como os do FCVS. O governo dizia que o Proer era necessário para evitar que a quebra de alguns bancos prejudicasse a credibilidade do sistema financeiro.

O BC estima que o Proer vá custar cerca de R$ 6 bilhões aos cofres públicos -o valor exato só será conhecido após o fim da liqüidação dos bancos envolvidos.

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