Golpistas atuam principalmente em fins de semana
Foz do Iguaçu – O golpe do cheque clonado passou a causar mais prejuízos ao comércio de Foz do Iguaçu. Em apenas três dias, seis cheques fraudulentos, dois do Banco do Brasil e quatro do Sudameris, foram emitidos na praça, provocando um rombo de R$ 5 mil a lojistas, três deles proprietários de revendedoras de aparelhos celulares. A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar os casos.
Em uma das folhas falsas, do Banco Sudameris, havia cinco pequenas diferenças entre o documento fraudulento e o original. Entre elas, números e pontos, praticamente imperceptíveis aos comerciantes mais desatentos que não costumam consultar a procedência de cheques.
O delegado da Polícia Civil, Marcos Fontes, tem em mãos uma fita de vídeo e fotos fornecidas por comerciantes com imagens de suspeitos de terem praticado o crime. Os cheques, todos acima de R$ 600,00, começaram a ser emitidos na cidade a partir do dia 1.o de julho. No início do ano o Banco do Brasil chegou a registrar quatro casos semelhantes.
Segundo Fontes, há duas formas de praticar o crime: adulterar um cheque autêntico ou usar impressoras de alta resolução para imprimir os cheques a partir da digitalização de folhas verdadeiras.
Na primeira modalidade, os estelionatários trocam o nome da pessoa em um cheque verdadeiro ou substituem um dos números usando bisturi ou lâmina. Na outra forma, cheques autênticos são escaneados e, por meio de um software especializado em manipulação de imagens, os falsários conseguem apagar todas as informações do cheque, preservando apenas a assinatura do cliente para montar novas folhas e fazer outras impressões. O avanço tecnológico é cada vez maior e os estelionatários se beneficiam disso, salienta o delegado.
A Polícia Civil está examinando uma série de provas para saber se o golpe é um ato isolado ou resultado da ação de uma quadrilha. O trabalho tem apoio das polícias de São Paulo e Curitiba. Para prevenir o crime, o delegado orienta aos consumidores evitar emitir cheques de pequenos valores, que podem ser facilmente comprados pelos estelionatários, e cruzar as folhas, assegurando assim que o depósito seja feito. Os golpistas agem geralmente aos fins de semana ou após o expediente bancário para impedir que os cheques sejam consultados.
O vice-presidente de comércio da Acifi, Paulo Pulcinelli , aconselha aos comerciantes a verificar os cheques antes de recebê-los.
Denise Paro
Gazeta do Povo
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