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Para economizar com passivo, Unibanco propõe acordo

(São Paulo) Para reduzir custos administrativos, o Unibanco decidiu fazer acordo e encerrar 1,5 mil ações trabalhistas com valores de até R$ 100 mil. As ações expressam o desrespeito à jornada de trabalho dos bancários que é de seis horas. Estão sendo também cobradas na Justiça do Trabalho, o descanso obrigatório de 15 minutos e a fixação como hora trabalhada do período de visitas externas a clientes realizadas por gerentes e assessores financeiros.

Com esta atitude, os bancos querem economizar mais uma vez. Além de reduzir custos na hora de pagar o passivo trabalhista, também o fazem na rotina diária de trabalho do bancário. A jornada de seis horas do bancário, regulada pela Convenção Coletiva de Trabalho não é cumprida e por isso há esse volume de processos para serem julgados na Justiça do Trabalho.

O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, destaca hoje no Jornal Valor Econômico que a esmagadora maioria da ações refere-se ao pagamento de horas extras. “A jornada de trabalho do bancário é de seis horas e os bancos pagam a sétima e a oitava horas como comissionamento, com um valor de cerca de 50% menos do que o da hora extra”, declarou.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Vinícius Assumpção, o banco só está negociando a resolução das ações visando melhorar o resultado do balanço. “Não há atitude social alguma. Há apenas disposição para incrementar os resultados”, disse. Assumpção afirma que se a Convenção Coletiva de Trabalho fosse cumprida e a jornada fosse respeitada não haveriam tantos processos contra as instituições bancárias. “O ataque sistemático contra os direitos dos trabalhadores é que, em última análise, acaba gerando um monstruoso número de ações trabalhistas”.

O Unibanco prevê o pagamento de 100% do valor das ações trabalhistas até R$ 50 mil. De acordo com o banco, são 998 processos, com valor médio de R$ 23 mil. O Unibanco também deverá propor o pagamento de 90% dos valor dos processos entre R$ 50mil e R$ 100mil. No caso dos autores das ações aceitarem o acordo, o Unibanco poderá desembolsar outros R$ 30 milhões a R$ 35 milhões. A estratégia, que visa cortar gastos, custará de R$ 53 milhões a R$ 58 milhões.

Em menos de um ano, o Unibanco, o Itaú e o Bradesco optaram por reduzir custos adminstrativos e com advogados, através da estratégia do acordo. De acordo com diretor do Unibanco, a medida não estimula o ingresso de novas ações trabalhistas. “Hoje cerca de 85% de ex-funcionários já ingressaram com ações. É um índice muito alto e o sindicato tem áreas específicas destianadas a dar suporte aos trabalhadores nessa questão”. O presidente do Seeb SP acrescenta que muitos dos casos já estão sendo resolvidos com maior agilidade pela comissão de conciliação voluntária, que existe desde 2001 e da qual fazem parte HSBC, Itaú e ABN Amro Real.

Carolina Coronel – CNB/CUT – com informações de Raquel Balarin do Jornal Valor Econômico

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Para economizar com passivo, Unibanco propõe acordo

(São Paulo) Para reduzir custos administrativos, o Unibanco decidiu fazer acordo e encerrar 1,5 mil ações trabalhistas com valores de até R$ 100 mil. As ações expressam o desrespeito à jornada de trabalho dos bancários que é de seis horas. Estão sendo também cobradas na Justiça do Trabalho, o descanso obrigatório de 15 minutos e a fixação como hora trabalhada do período de visitas externas a clientes realizadas por gerentes e assessores financeiros.
Com esta atitude, os bancos querem economizar mais uma vez. Além de reduzir custos na hora de pagar o passivo trabalhista, também o fazem na rotina diária de trabalho do bancário. A jornada de seis horas do bancário, regulada pela Convenção Coletiva de Trabalho não é cumprida e por isso há esse volume de processos para serem julgados na Justiça do Trabalho.
O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, destaca hoje no Jornal Valor Econômico que a esmagadora maioria da ações refere-se ao pagamento de horas extras. “A jornada de trabalho do bancário é de seis horas e os bancos pagam a sétima e a oitava horas como comissionamento, com um valor de cerca de 50% menos do que o da hora extra”, declarou.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Vinícius Assumpção, o banco só está negociando a resolução das ações visando melhorar o resultado do balanço. “Não há atitude social alguma. Há apenas disposição para incrementar os resultados”, disse. Assumpção afirma que se a Convenção Coletiva de Trabalho fosse cumprida e a jornada fosse respeitada não haveriam tantos processos contra as instituições bancárias. “O ataque sistemático contra os direitos dos trabalhadores é que, em última análise, acaba gerando um monstruoso número de ações trabalhistas”.
O Unibanco prevê o pagamento de 100% do valor das ações trabalhistas até R$ 50 mil. De acordo com o banco, são 998 processos, com valor médio de R$ 23 mil. O Unibanco também deverá propor o pagamento de 90% dos valor dos processos entre R$ 50mil e R$ 100mil. No caso dos autores das ações aceitarem o acordo, o Unibanco poderá desembolsar outros R$ 30 milhões a R$ 35 milhões. A estratégia, que visa cortar gastos, custará de R$ 53 milhões a R$ 58 milhões.
Em menos de um ano, o Unibanco, o Itaú e o Bradesco optaram por reduzir custos adminstrativos e com advogados, através da estratégia do acordo. De acordo com diretor do Unibanco, a medida não estimula o ingresso de novas ações trabalhistas. “Hoje cerca de 85% de ex-funcionários já ingressaram com ações. É um índice muito alto e o sindicato tem áreas específicas destianadas a dar suporte aos trabalhadores nessa questão”. O presidente do Seeb SP acrescenta que muitos dos casos já estão sendo resolvidos com maior agilidade pela comissão de conciliação voluntária, que existe desde 2001 e da qual fazem parte HSBC, Itaú e ABN Amro Real.
Carolina Coronel – CNB/CUT – com informações de Raquel Balarin do Jornal Valor Econômico

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