(São Paulo) Durante audiência com o Secretário Geral da FIESP, Pio Cavazi, dirigentes da CUT e dos sindicatos, federações e confederações dos químicos, metalúrgicos e bancários exigiram a revisão da adoção de horas extras na indústria, considerada abusiva pelas lideranças.
O presidente da CUT Nacional, Luiz Marinho, além de cobrar a abertura das negociações com o setor patronal, disse que o uso abusivo das horas extras afeta a geração de empregos e prejudica a qualidade de vida dos trabalhadores. “Se acabássemos com as horas extras reduziríamos pela metade o desemprego hoje no país”, conta.
No documento, os sindicalistas destacam pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), do SEADE/DIEESE, que revela que o percentual de assalariados realizando jornadas acima das 44 horas legais subiu de 43% para 47,3% na comparação entre o primeiro trimestre de 2003 e o mesmo período de 2004. No caso específico do setor industrial, a mesma pesquisa mostra uma expansão ainda maior: de 41,6% para 46,3%, no mesmo período.
Como proposta, eles sugerem que é necessário encontrar soluções que limitem as horas extras; criem parâmetros eficazes de controle e remuneração e estabeleçam mecanismos de compensação das horas trabalhadas em horas de descanso.
Para o presidente da Federação dos Metalúrgicos (FEM-CUT), Adi dos Santos, a bola já esta em jogo. “O espaço de negociação foi criado e agora nosso time está preparado para negociar não só o combate às horas extras, mas a geração de empregos e reajuste, aumento real dos salários”, comenta.
Fiesp vai encaminhar proposta
O Secretário Geral da Fiesp, Pio Cavazi, vai encaminhar a proposta da CUT para os 126 sindicatos filiados da entidade. Na sua opinião, a utilização da hora extra tem sido um recurso indispensável, no entanto, aventou a possibilidade dos empresários mudarem de idéia na medida em que a economia voltar a crescer ativamente. “Sem dúvida, torna-se mais barato a contratação do que a hora extra. Estamos sentindo que a economia está começando a a melhorar, e isso é importante para o setor industrial”, concluiu.
Categorias em Campanha no 2º Semestre
No 2º semestre, estão em campanha salarial 38 categorias dos setores público e privado, entre elas, médicos,petroleiros, metalúrgicos, químicos, bancários, correios, gráficos, jornalistas, enfermeiros, entre outras, que representam 1,5 milhão de trabalhadores na base. A CUT/SP tem 306 sindicatos filiados e representa 3,5 milhões de trabalhadoresem todo o Estado.
Fonte: Assessoria de Imprensa e Divulgação da CUT/SP
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