Lula se sensibilizou com pedidos de políticos e empresários
Brasília (das agências) – O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, anunciou na noite de ontem, que o governo desistiu de aumentar a contribuição previdenciária em 0,6 ponto porcentual, para possibilitar o pagamento dos atrasados dos aposentados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ficou sensibilizado com as reivindicações dos empresários.
O recuo aconteceu um dia depois de Palocci afirmar que não iria rever a decisão. Na sexta-feira, o ministro da Previdência, Amir Lando anunciou que elevaria a alíquota de contribuição previdenciária das empresas de 20% para 20,6% sobre a folha de pagamento por dez anos.
Na ocasião Lando informou que a elevação da alíquota serviria para custear a correção dos benefícios – entre março de 1994 e fevereiro de 1997 – em até 39,67%. A diferença seria paga a partir de setembro.
Estima-se que o custo com a correção dos benefícios gire em torno de R$ 2,3 bilhões por ano.
O aumento de carga, entretanto, foi amplamente criticado por empresários, sindicalistas e parlamentares.
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse que a elevação do tributo contribuiria para aumentar a informalidade do mercado de trabalho.
Até mesmo o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP) mostrou descontentamento com a medida. Segundo ele, “aumento de impostos é um erro político”. “A Câmara não ficará confortável votando isso”, disse ele.
Negativa
Durante um evento da aeronáutica ontem em Brasília, o ministro da Previdência negou que tenha partido dele a divulgação da proposta e que o recuo do governo não se deve às críticas ou um desentendimento entre o seu ministério e a área econômica.
Fonte: Gazeta do Povo
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