(São Paulo) O auxílio-creche/babá garante aos bancários o ressarcimento de parte das despesas com os filhos em instituições de educação infantil ou com empregada doméstica (desde que devidamente registrada). Atualmente, o valor para o reembolso, conquistado na campanha salarial do ano passado, é de R$ 143,76 para cada filho – inclusive os adotados – com idades de até 83 meses, isto é, 6 anos e 11 meses, quando se encerra a fase considerada pré-escolar.
O auxílio-creche/babá reivindicado nesta campanha é de R$ 179,70, equivalente ao repasse de 25% de reajuste salarial. Um novo valor que, sem dúvida, servirá para aliviar um pouco o bolso do bancário, mas que ainda estará aquém de proporcionar aos pais os cuidados que seus filhos merecem.
Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo, o Sieesp, as mensalidades cobradas pelos serviços de educação infantil nas instituições particulares variam de um mínimo de R$ 150, nas escolas da periferia, podendo chegar a R$ 3 mil, nos estabelecimentos dos bairros nobres.
Os gastos com educação correspondem a 10,65% na composição do índice do custo de vida (ICV) em São Paulo e representam 9,7% das despesas mensais das famílias de renda média (cerca de R$ 2,7 mil), números medidos pelo Dieese. Isso sem falar nas despesas com a outra opção: ainda que contrate uma babá pagando um salário mínimo, são R$ 260 por mês, mais as contribuições ao FGTS e ao INSS.
Em campanha – Está claro, portanto, que a educação é mais um dos fatores que podem corroer o poder de compra dos salários da categoria, que deve se mobilizar, de maneira organizada e unificada, para conquistar um reajuste que represente não só a reposição da inflação, como também um percentual de ganho real, com as demais verbas sendo automaticamente reajustadas.
“A educação e os cuidados com nossos filhos também são responsabilidade social dos bancos, que devem dar a devida retribuição ao esforço dos bancários para que obtenham seus bilionários lucros anuais”, explica o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Relembrando a luta
O auxilío-creche/babá foi conquistado em 1981, depois de intensa luta das mulheres bancárias associadas ao Sindicato. Em princípio, só os pais de filhos de até 70 meses de idade seriam contemplados. Na campanha salarial de 1992, marcada pelo impeachment de Collor, a categoria conseguiu que o direito fosse ampliado para a idade de 83 meses.
Fonte: CNB
Notícias recentes
Comentários
Por Mhais• 23 de julho de 2004• 11:14• Sem categoria
Campanha salarial: direito precisa melhorar
(São Paulo) O auxílio-creche/babá garante aos bancários o ressarcimento de parte das despesas com os filhos em instituições de educação infantil ou com empregada doméstica (desde que devidamente registrada). Atualmente, o valor para o reembolso, conquistado na campanha salarial do ano passado, é de R$ 143,76 para cada filho – inclusive os adotados – com idades de até 83 meses, isto é, 6 anos e 11 meses, quando se encerra a fase considerada pré-escolar.
O auxílio-creche/babá reivindicado nesta campanha é de R$ 179,70, equivalente ao repasse de 25% de reajuste salarial. Um novo valor que, sem dúvida, servirá para aliviar um pouco o bolso do bancário, mas que ainda estará aquém de proporcionar aos pais os cuidados que seus filhos merecem.
Segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo, o Sieesp, as mensalidades cobradas pelos serviços de educação infantil nas instituições particulares variam de um mínimo de R$ 150, nas escolas da periferia, podendo chegar a R$ 3 mil, nos estabelecimentos dos bairros nobres.
Os gastos com educação correspondem a 10,65% na composição do índice do custo de vida (ICV) em São Paulo e representam 9,7% das despesas mensais das famílias de renda média (cerca de R$ 2,7 mil), números medidos pelo Dieese. Isso sem falar nas despesas com a outra opção: ainda que contrate uma babá pagando um salário mínimo, são R$ 260 por mês, mais as contribuições ao FGTS e ao INSS.
Em campanha – Está claro, portanto, que a educação é mais um dos fatores que podem corroer o poder de compra dos salários da categoria, que deve se mobilizar, de maneira organizada e unificada, para conquistar um reajuste que represente não só a reposição da inflação, como também um percentual de ganho real, com as demais verbas sendo automaticamente reajustadas.
“A educação e os cuidados com nossos filhos também são responsabilidade social dos bancos, que devem dar a devida retribuição ao esforço dos bancários para que obtenham seus bilionários lucros anuais”, explica o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
Relembrando a luta
O auxilío-creche/babá foi conquistado em 1981, depois de intensa luta das mulheres bancárias associadas ao Sindicato. Em princípio, só os pais de filhos de até 70 meses de idade seriam contemplados. Na campanha salarial de 1992, marcada pelo impeachment de Collor, a categoria conseguiu que o direito fosse ampliado para a idade de 83 meses.
Fonte: CNB
Deixe um comentário