Curitiba – Quatorze ex-diretores, assessores e funcionários do Banestado foram condenados ontem pelo juiz Sérgio Fernando Moro, da 2.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, por crime de gestão fraudulenta de instituição financeira e formação de quadrilha, no caso das contas CC-5 (remessas de dinheiro para o exterior). No mesmo despacho, o magistrado absolveu por falta de prova sete réus, entre eles o ex-presidente do Banestado Domingos Tarço Murta Ramalho. A maior pena é contra o advogado Aldo de Almeida Júnior, ex-diretor de Câmbio e Operações Internacionais do Banestado. Ele foi condenado a 12 anos e 8 meses de reclusão (regime fechado) e ao pagamento de multa de R$ 780 mil, mas vai poder recorrer da sentença em liberdade. Segundo a decisão, ele era o líder do grupo e chegou a destruir provas durante o andamento do processo, como um parecer feito pelo departamento jurídico do Banestado, a seu pedido, dizendo que era legal manter as contas laranjas.
Na sentença, o magistrado determinou ainda a abertura de inquéritos policiais contra mais três ex-diretores do banco: Aroldo dos Santos Carneiro, Ricardo Saboia Khury e Geraldo Molina. Eles são suspeitos de envolvimento nas fraudes. E contra o advogado Fausto Pereira de Lacerda Filho, que assinou o parecer jurídico, por falso testemunho.
Segundo a sentença, a força-tarefa que investigou as contas CC-5 conseguiu provas de que o grupo montou o esquema fraudulento de remessa de divisas ao exterior nos anos de 1996 e 1997, pelo qual passaram R$ 2.049.146.588,00. O dinheiro foi parar no exterior através de 94 contas laranjas abertas em nomes de pessoas usadas por doleiros.
Além de Aldo Almeida, também foram condenados os ex-diretores Gabriel Nunes Pires Neto e Oswaldo Rodrigues Batata, os assessores da Diretoria Alaor Alvim Pereira e José Luiz Boldrini, o superintendente regional de Cascavel Mílton Pires Martins, os gerentes do Banestado em Foz do Iguaçu Carlos Donizeti Spricido, Clozimar Nava, Benedito Barbosa Neto, Rogério Luiz Angelotti, Alcenir Brandt, Altair Fortunato e Onorino Rafagnin, e ainda o assistente de gerente Valderi Werle.
Entre os absolvidos, além de Murta Ramalho, estão o diretor Sérgio Elói Druszcz, os gerentes do Banestado em Foz do Iguaçu Adelar Felipetti e Wolney Dárcio Oldoni, e os gerentes do Banestado em Nova Iorque Ércio de Paula dos Santos e Valdir Antônio Perin.
O processo criminal envolve 25 pessoas, das quais 20 foram julgadas, e cinco (ex-diretores do Banco Del Parana) respondem a ação penal separada.
Fonte: Gazeta do Povo
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Por Mhais• 3 de agosto de 2004• 09:16• Sem categoria
Justiça condena 14 ex-diretores e funcionários do Banestado
Curitiba – Quatorze ex-diretores, assessores e funcionários do Banestado foram condenados ontem pelo juiz Sérgio Fernando Moro, da 2.ª Vara Federal Criminal de Curitiba, por crime de gestão fraudulenta de instituição financeira e formação de quadrilha, no caso das contas CC-5 (remessas de dinheiro para o exterior). No mesmo despacho, o magistrado absolveu por falta de prova sete réus, entre eles o ex-presidente do Banestado Domingos Tarço Murta Ramalho. A maior pena é contra o advogado Aldo de Almeida Júnior, ex-diretor de Câmbio e Operações Internacionais do Banestado. Ele foi condenado a 12 anos e 8 meses de reclusão (regime fechado) e ao pagamento de multa de R$ 780 mil, mas vai poder recorrer da sentença em liberdade. Segundo a decisão, ele era o líder do grupo e chegou a destruir provas durante o andamento do processo, como um parecer feito pelo departamento jurídico do Banestado, a seu pedido, dizendo que era legal manter as contas laranjas.
Na sentença, o magistrado determinou ainda a abertura de inquéritos policiais contra mais três ex-diretores do banco: Aroldo dos Santos Carneiro, Ricardo Saboia Khury e Geraldo Molina. Eles são suspeitos de envolvimento nas fraudes. E contra o advogado Fausto Pereira de Lacerda Filho, que assinou o parecer jurídico, por falso testemunho.
Segundo a sentença, a força-tarefa que investigou as contas CC-5 conseguiu provas de que o grupo montou o esquema fraudulento de remessa de divisas ao exterior nos anos de 1996 e 1997, pelo qual passaram R$ 2.049.146.588,00. O dinheiro foi parar no exterior através de 94 contas laranjas abertas em nomes de pessoas usadas por doleiros.
Além de Aldo Almeida, também foram condenados os ex-diretores Gabriel Nunes Pires Neto e Oswaldo Rodrigues Batata, os assessores da Diretoria Alaor Alvim Pereira e José Luiz Boldrini, o superintendente regional de Cascavel Mílton Pires Martins, os gerentes do Banestado em Foz do Iguaçu Carlos Donizeti Spricido, Clozimar Nava, Benedito Barbosa Neto, Rogério Luiz Angelotti, Alcenir Brandt, Altair Fortunato e Onorino Rafagnin, e ainda o assistente de gerente Valderi Werle.
Entre os absolvidos, além de Murta Ramalho, estão o diretor Sérgio Elói Druszcz, os gerentes do Banestado em Foz do Iguaçu Adelar Felipetti e Wolney Dárcio Oldoni, e os gerentes do Banestado em Nova Iorque Ércio de Paula dos Santos e Valdir Antônio Perin.
O processo criminal envolve 25 pessoas, das quais 20 foram julgadas, e cinco (ex-diretores do Banco Del Parana) respondem a ação penal separada.
Fonte: Gazeta do Povo
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