A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal – o terceiro maior do País, com um patrimônio de R$16, 8 bilhões e cerca de 70 mil participantes – fechou o semestre com uma superávit de R$ 915 milhões e sua rentabilidade superou com folga a meta atuarial, fixada em INPC mais 6% ao ano.
No período, a meta foi equivalente a 6,19%, enquanto a carteira de investimentos do fundo rendeu 10,85%. Segundo Carlos Aberto Caser, diretor e presidente interino da Funcef, com exceção dos imóveis todas as aplicações bateram a meta. A melhor performance, porém, foi a carteira de renda variável: 23,49%, acima de todos os benchmark do setor. Só para dar uma idéia, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) ficou em 0,4% no semestre.
A excelente performance não foi obra somente da gestão dos recursos: grande parte do ganho veio de suas aplicação em um fundo (Litel) de ações da Vale, que passou por uma reavaliação bastante positiva. Mas, mesmo sem o impacto desse resultado, a carteira de renda variável – na qual estão aplicados 15% do patrimônio total – teve um retorno muito bom (8,22%), ressaltou Caser.
Na renda fixa, que tem 69% do patrimônio, o ganho no primeiro semestre foi de 9,64%. A maior parte dos recursos está em títulos públicos federais. em imóveis – 9,35 do patrimônio – o retorno foi bem mais modesto (3,47%). Para Caser, isso se deve a negócios mal feitos no passado. Mesmo os empréstimos a participantes, que são feito em condições mais favoráveis que as de mercado, deram à entidade uma rentabilidade “par a par” com a meta: 6,28%. Essas operações representavam 5,45% do patrimônio.
A gestão de recursos da Funcef não está totalmente terceirizada como já acontece com grande parte dos fundos de pensão. Conforme Caser, parte da gestão é feita pela diretoria de investimentos do fundo que é composta por cerca de 30 pessoas (diretores, gerentes analistas) e parte é feita por várias asset managements. O fundo ainda não fez a conta para saber qual delas conseguiu ganhar mais.
Obter bons ganhos é fundamental para a entidade porque ela já paga mais em aposentadorias e pensões do que recebe de contribuições dos participantes e da Caixa. Em junho, por exemplo, recebeu R$ 19,5 milhões e pagou R$ 40 milhões em benefícios.
Participação no PPP
A Funcef pretende participar do projeto de Parcerias Público Privadas (PPP), de acordo com Caser. Mas o montante disponível ainda não está definido. Além do superávit, o fundo teria disponibilidade de aplicar mais.
Seus compromissos são de longo e poderia fazer aplicações também mais longas. Atualmente, o dinheiro aplicado na renda fixa está em títulos com prazos de um ano a um ano e meio e a parte que está terceirizada tem prazos ainda mais curtos, conta.Para contabilizar os recursos disponíveis, o fundo precisa fazer um encontro de contas entre ativos e passivos, o que por sua vez depende do impacto que a restruturação dos planos de pensão, que a entidade está fazendo, terá sobre seu nível de reservas.
Numa avaliação otimista de Caser, o programa de restruturação deverá estar pronto até o final deste mês. Depois disso, seguirá para a provação de Secretária de Previdência Complementar (SPC). Ainda numa projeção otimista, poderá estar implantado no final do ano.
A intenção do fundo é agrupar todos os seus participantes num único plano de contribuição definida (CD). Atualmente o fundo tem dois planos: o de benefício definido (BD) – que paga uma complementação à aposentadoria paga pelo INSS de 100% do salário da ativa – e um CD, que só tem 11 mil integrantes. Com a unificação, a Funcef espera trazer para o fundo cerca de 10 mil funcionários da Caixa que não são associados.
Fonte: Gazeta Mercantil
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Por Mhais• 5 de agosto de 2004• 10:39• Sem categoria
Funcef ganha 23,5% com aplicação em ações
A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal – o terceiro maior do País, com um patrimônio de R$16, 8 bilhões e cerca de 70 mil participantes – fechou o semestre com uma superávit de R$ 915 milhões e sua rentabilidade superou com folga a meta atuarial, fixada em INPC mais 6% ao ano.
No período, a meta foi equivalente a 6,19%, enquanto a carteira de investimentos do fundo rendeu 10,85%. Segundo Carlos Aberto Caser, diretor e presidente interino da Funcef, com exceção dos imóveis todas as aplicações bateram a meta. A melhor performance, porém, foi a carteira de renda variável: 23,49%, acima de todos os benchmark do setor. Só para dar uma idéia, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) ficou em 0,4% no semestre.
A excelente performance não foi obra somente da gestão dos recursos: grande parte do ganho veio de suas aplicação em um fundo (Litel) de ações da Vale, que passou por uma reavaliação bastante positiva. Mas, mesmo sem o impacto desse resultado, a carteira de renda variável – na qual estão aplicados 15% do patrimônio total – teve um retorno muito bom (8,22%), ressaltou Caser.
Na renda fixa, que tem 69% do patrimônio, o ganho no primeiro semestre foi de 9,64%. A maior parte dos recursos está em títulos públicos federais. em imóveis – 9,35 do patrimônio – o retorno foi bem mais modesto (3,47%). Para Caser, isso se deve a negócios mal feitos no passado. Mesmo os empréstimos a participantes, que são feito em condições mais favoráveis que as de mercado, deram à entidade uma rentabilidade “par a par” com a meta: 6,28%. Essas operações representavam 5,45% do patrimônio.
A gestão de recursos da Funcef não está totalmente terceirizada como já acontece com grande parte dos fundos de pensão. Conforme Caser, parte da gestão é feita pela diretoria de investimentos do fundo que é composta por cerca de 30 pessoas (diretores, gerentes analistas) e parte é feita por várias asset managements. O fundo ainda não fez a conta para saber qual delas conseguiu ganhar mais.
Obter bons ganhos é fundamental para a entidade porque ela já paga mais em aposentadorias e pensões do que recebe de contribuições dos participantes e da Caixa. Em junho, por exemplo, recebeu R$ 19,5 milhões e pagou R$ 40 milhões em benefícios.
Participação no PPP
A Funcef pretende participar do projeto de Parcerias Público Privadas (PPP), de acordo com Caser. Mas o montante disponível ainda não está definido. Além do superávit, o fundo teria disponibilidade de aplicar mais.
Seus compromissos são de longo e poderia fazer aplicações também mais longas. Atualmente, o dinheiro aplicado na renda fixa está em títulos com prazos de um ano a um ano e meio e a parte que está terceirizada tem prazos ainda mais curtos, conta.Para contabilizar os recursos disponíveis, o fundo precisa fazer um encontro de contas entre ativos e passivos, o que por sua vez depende do impacto que a restruturação dos planos de pensão, que a entidade está fazendo, terá sobre seu nível de reservas.
Numa avaliação otimista de Caser, o programa de restruturação deverá estar pronto até o final deste mês. Depois disso, seguirá para a provação de Secretária de Previdência Complementar (SPC). Ainda numa projeção otimista, poderá estar implantado no final do ano.
A intenção do fundo é agrupar todos os seus participantes num único plano de contribuição definida (CD). Atualmente o fundo tem dois planos: o de benefício definido (BD) – que paga uma complementação à aposentadoria paga pelo INSS de 100% do salário da ativa – e um CD, que só tem 11 mil integrantes. Com a unificação, a Funcef espera trazer para o fundo cerca de 10 mil funcionários da Caixa que não são associados.
Fonte: Gazeta Mercantil
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