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Ministro José Dirceu faz duras criticas aos juros bancários

Em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, criticou ontem o sistema financeiro brasileiro e o alto spread (diferença entre taxas de captação e os juros cobrados nos empréstimos de bancos) que, segundo ele, encarece o dinheiro no país. Dirceu afirmou que, se não fossem os bancos oficiais, os investimentos em infra-estrutura no Brasil seriam praticamente inviáveis.
Em vários momentos, Dirceu condenou o que chamou de “herança maldita” recebida do governo Fernando Henrique Cardoso. Para Dirceu, a única “herança benéfica” foi a estrutura dos bancos oficiais, como BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF).
Dirceu disse que é necessário aprovar, sem demora, o projeto das Parcerias Público-Privadas (PPPs), para driblar as dificuldades na obtenção de financiamentos no sistema bancário e, assim, garantir os recursos para as obras de infra-estrutura. Destacou que, hoje, o Estado brasileiro só consegue investir 0,75% do PIB, quando o ideal seria 3%, ou R$ 45 bilhões.
— Não é pouca coisa um país ter o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste. O que significa que podemos iniciar os investimentos a longo prazo porque, pelas taxas de juros, pela estrutura do sistema financeiro hoje, pelos spreads , seria inviável a maioria dos financiamentos que estamos fazendo no país e dos investimentos na infra-estrutura — disse à platéia de empresários e sindicalistas.
Ao falar das PPPs, Dirceu disse que é preciso haver aliança político-empresarial para pôr em prática um projeto de desenvolvimento nacional:
— É preciso recapacitar o Estado para investimentos.
Ontem, o secretário-executivo do CDES, Jaques Wagner, disse em entrevista ao programa “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo, que o governo não tem recursos orçamentários para resolver, sozinho, os problemas de infra-estrutura no país. Mas nem por isso, assegurou, o Executivo pretende editar uma medida provisória que possa garantir o funcionamento das PPPs até que o Congresso aprove o projeto de lei em tramitação.
O Globo – Cristiane Jungblut

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Ministro José Dirceu faz duras criticas aos juros bancários

Em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, criticou ontem o sistema financeiro brasileiro e o alto spread (diferença entre taxas de captação e os juros cobrados nos empréstimos de bancos) que, segundo ele, encarece o dinheiro no país. Dirceu afirmou que, se não fossem os bancos oficiais, os investimentos em infra-estrutura no Brasil seriam praticamente inviáveis.

Em vários momentos, Dirceu condenou o que chamou de “herança maldita” recebida do governo Fernando Henrique Cardoso. Para Dirceu, a única “herança benéfica” foi a estrutura dos bancos oficiais, como BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal (CEF).

Dirceu disse que é necessário aprovar, sem demora, o projeto das Parcerias Público-Privadas (PPPs), para driblar as dificuldades na obtenção de financiamentos no sistema bancário e, assim, garantir os recursos para as obras de infra-estrutura. Destacou que, hoje, o Estado brasileiro só consegue investir 0,75% do PIB, quando o ideal seria 3%, ou R$ 45 bilhões.

— Não é pouca coisa um país ter o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o Banco da Amazônia e o Banco do Nordeste. O que significa que podemos iniciar os investimentos a longo prazo porque, pelas taxas de juros, pela estrutura do sistema financeiro hoje, pelos spreads , seria inviável a maioria dos financiamentos que estamos fazendo no país e dos investimentos na infra-estrutura — disse à platéia de empresários e sindicalistas.

Ao falar das PPPs, Dirceu disse que é preciso haver aliança político-empresarial para pôr em prática um projeto de desenvolvimento nacional:

— É preciso recapacitar o Estado para investimentos.

Ontem, o secretário-executivo do CDES, Jaques Wagner, disse em entrevista ao programa “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo, que o governo não tem recursos orçamentários para resolver, sozinho, os problemas de infra-estrutura no país. Mas nem por isso, assegurou, o Executivo pretende editar uma medida provisória que possa garantir o funcionamento das PPPs até que o Congresso aprove o projeto de lei em tramitação.

O Globo – Cristiane Jungblut

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