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Déficit real: banqueiros propõem só 6%

(São Paulo) Depois de quatro rodadas de negociações os banqueiros tiveram a coragem de apresentar uma proposta que sequer recompõe a inflação do período: 6% de reajuste. A Executiva Nacional dos Bancários rechaçou na hora a proposta da Fenaban e orienta os bancários a rejeitarem nas assembléias que ocorrerão até a Sexta-feira, 13. “Os banqueiros não estão com vontade de negociar. Oferecer este índice de reajuste é brincar com os bancários e esvaziar por completo as negociações. Nós dissemos no ato da entrega da minuta que este ano queremos aumento real. Mas parece que eles não entenderam direito, porque oferecer menos que a inflação do período é desmerecer os seus funcionários”, disparou Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT e coordenador da Executiva Nacional.
Além do reajuste abaixo da inflação, a Fenaban ainda propôs que não houvesse alteração alguma no formato da distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Apenas que o índice de reajuste incidisse sobre o valor fixo de R$ 650. “A negociação desta tarde foi um absurdo, uma sucessão de decepções. Os banqueiros não querem dar aumento real, não querem mexer na PLR, não querem valorizar o piso. A proposta da Fenaban não agrega nenhuma conquista nova. Só nos resta rejeitá-la e aquecermos as mobilizações para mostrar aos banqueiros que estamos dispostos a partir para a greve, caso não esqueçam esta proposta que nos apresentaram hoje e comecem a negociar de verdade”, ressaltou Vagner.
Durante as negociações desta tarde, os bancários destacaram a altíssima lucratividade do sistema financeiro nacional, que prova a possibilidade dos banqueiros pagarem o reajuste reivindicado. O balanço semestral divulgado nos últimos dias pelos banco mostra um crescimento médio de 25% sobre a lucratividade obtida no mesmo período do ano passado. Na última década, os dez maiores bancos ampliaram o lucro líquido em mais de 1038%.
“Este crescimento do sistema financeiro nacional precisa ser revertido em divisão de renda e os banqueiros podem fazer isto por meio dos salários. Mas parece que a ganância deles é maior que qualquer senso crítico e aí sobra propostas vergonhosas como esta de hoje”, comentou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, que a partir de agora passa a integrar a mesa de negociações da Fenaban. “Agora, com o ingresso de BB e Caixa na mesa, somos 400 mil bancários e o nosso poder de pressão é bem maior. Temos que usar isto a nosso favor para ampliar as mobilizações”, completou Marcel.
Só retórica
Quatro rodadas de negociações foram suficientes para mostrar que a responsabilidade social dos banqueiros é só retórica. No ato da entrega da minuta, a Fenaban disse que queria fechar um acordo rápido e bom para os bancários. No entanto, nas três primeiras rodadas não apresentaram nenhuma proposta e, na quarta, provaram a falta de disposição para negociar. “A economia do Brasil começou a crescer e a grande maioria das categorias com data-base no primeiro semestre conseguiram um reajuste maior que a inflação, segundo a CUT. Agora nós, que somos funcionários do setor mais lucrativo do país – que se duvidar ganha mais que todos os patrões que negociaram no primeiro semestre juntos – recebemos uma proposta destas…. Não tem nem o que comentar”, lamentou Carlos Cordeiro, secretário-geral da CNB/CUT.
A Executiva Nacional dos Bancários volta a se reunir nesta sexta-feira, na sede da CNB/CUT, em São Paulo, para definir as novas estratégias da Campanha Salarial.
Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT

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Déficit real: banqueiros propõem só 6%

(São Paulo) Depois de quatro rodadas de negociações os banqueiros tiveram a coragem de apresentar uma proposta que sequer recompõe a inflação do período: 6% de reajuste. A Executiva Nacional dos Bancários rechaçou na hora a proposta da Fenaban e orienta os bancários a rejeitarem nas assembléias que ocorrerão até a Sexta-feira, 13. “Os banqueiros não estão com vontade de negociar. Oferecer este índice de reajuste é brincar com os bancários e esvaziar por completo as negociações. Nós dissemos no ato da entrega da minuta que este ano queremos aumento real. Mas parece que eles não entenderam direito, porque oferecer menos que a inflação do período é desmerecer os seus funcionários”, disparou Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT e coordenador da Executiva Nacional.

Além do reajuste abaixo da inflação, a Fenaban ainda propôs que não houvesse alteração alguma no formato da distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Apenas que o índice de reajuste incidisse sobre o valor fixo de R$ 650. “A negociação desta tarde foi um absurdo, uma sucessão de decepções. Os banqueiros não querem dar aumento real, não querem mexer na PLR, não querem valorizar o piso. A proposta da Fenaban não agrega nenhuma conquista nova. Só nos resta rejeitá-la e aquecermos as mobilizações para mostrar aos banqueiros que estamos dispostos a partir para a greve, caso não esqueçam esta proposta que nos apresentaram hoje e comecem a negociar de verdade”, ressaltou Vagner.

Durante as negociações desta tarde, os bancários destacaram a altíssima lucratividade do sistema financeiro nacional, que prova a possibilidade dos banqueiros pagarem o reajuste reivindicado. O balanço semestral divulgado nos últimos dias pelos banco mostra um crescimento médio de 25% sobre a lucratividade obtida no mesmo período do ano passado. Na última década, os dez maiores bancos ampliaram o lucro líquido em mais de 1038%.

“Este crescimento do sistema financeiro nacional precisa ser revertido em divisão de renda e os banqueiros podem fazer isto por meio dos salários. Mas parece que a ganância deles é maior que qualquer senso crítico e aí sobra propostas vergonhosas como esta de hoje”, comentou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, que a partir de agora passa a integrar a mesa de negociações da Fenaban. “Agora, com o ingresso de BB e Caixa na mesa, somos 400 mil bancários e o nosso poder de pressão é bem maior. Temos que usar isto a nosso favor para ampliar as mobilizações”, completou Marcel.

Só retórica

Quatro rodadas de negociações foram suficientes para mostrar que a responsabilidade social dos banqueiros é só retórica. No ato da entrega da minuta, a Fenaban disse que queria fechar um acordo rápido e bom para os bancários. No entanto, nas três primeiras rodadas não apresentaram nenhuma proposta e, na quarta, provaram a falta de disposição para negociar. “A economia do Brasil começou a crescer e a grande maioria das categorias com data-base no primeiro semestre conseguiram um reajuste maior que a inflação, segundo a CUT. Agora nós, que somos funcionários do setor mais lucrativo do país – que se duvidar ganha mais que todos os patrões que negociaram no primeiro semestre juntos – recebemos uma proposta destas…. Não tem nem o que comentar”, lamentou Carlos Cordeiro, secretário-geral da CNB/CUT.

A Executiva Nacional dos Bancários volta a se reunir nesta sexta-feira, na sede da CNB/CUT, em São Paulo, para definir as novas estratégias da Campanha Salarial.

Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT

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