(Rio) A Agência Nacional do Petróleo (ANP) convocou para os dias 16 e 17 de agosto a 6ª rodada de licitação, onde serão leiloados os chamados blocos azuis, áreas produtoras potenciais de petróleo estratégicas para o país. Nessas áreas sabe-se que existem cerca de 3,3 bilhões de barris de petróleo, o que representam lucro líquido para as empresas produtoras da ordem de US$ 114 bilhões.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP), através da assessoria do DIEESE, preparou um documento detalhado denunciando os prejuízos que o leilão representará para o país. A informação da ANP é de que 23 empresas já se cadastraram para participarem da licitação, a maioria multinacionais. É contra a possibilidade de ceder o controle de nosso petróleo as multis que todos estaremos juntos no ato do dia 12, no Rio, para exigir a suspensão do leilão. A FUP quer também a convocação de um plebiscito para que a população decida sobre o nosso petróleo.
A CUT, CNQ, sindicatos, entidades da sociedade civil, MST, parlamentares, trabalhadores diversos protestam nesta quinta-feira, a partir das 10h,em frente à Agência Nacional de Petróleo (ANP), no centro do Rio.
Segundo a Coordenação da Campanha Contra a Alca do Rio é interessante refletir que, na véspera da licitação no Brasil, Hugo Chaves, presidente da Venezuela democraticamente eleito, estará sendo submetido novamente a um referendo sobre sua permanência ou não no poder: “O curioso é que a Venezuela é a principal fornecedora de petróleo dos Estados Unidos e que Hugo Chaves enfrentou duramente os interesses privatistas daqueles que queriam gerenciar, em nome de interesses próprios, o petróleo venezuelano. A luta contra a 6ª licitação é a luta concreta contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), cujo objetivo maior é exatamente colocar nas mãos das grandes empresas transnacionais o destino de nossas nações”.
O que está em jogo
As principais áreas petrolíferas que serão licitadas pela ANP fazem parte dos chamados blocos azuis, que ficaram com a Petrobrás na licitação zero, realizada em 1998. A estatal, no entanto, foi obrigada a devolver à Agência, em 2001 e em 2003, as áreas não exploradas;
Os blocos azuis são contíguos às áreas onde a Petrobrás descobriu petróleo e gás. A própria ANP classifica esses blocos como de alta probabilidade de se encontrar óleo;
Algumas das áreas que serão licitadas são adjacentes aos blocos onde a Petrobrás investiu em 2003 US$ 800 milhões na exploração de petróleo e gás, aumentando em cerca de 5 bilhões de barris as reservas brasileiras. Tudo isso em um período de apenas seis meses, tendo que devolver à ANP as áreas que não tiveram tempo suficiente para serem exploradas;
São justamente esses os principais blocos que serão leiloados e cuja produção terá como destino as exportações, deixando o país vulnerável diante da evasão da reservas de petróleo;
O mercado internacional consolidou um patamar mínimo para o barril de petróleo, em torno de US$ 30 dólares, com tendência de crescimento;
No Brasil, os derivados de petróleo respondem por mais de 30% da nossa matriz energética, percentual que deve crescer, com a estratégia do governo de aumentar a participação do gás natural no fornecimento de energia às indústrias;
O petróleo e seus derivados não podem mais continuar sendo tratados como commodities. São, sim, fontes de energia estratégica para o desenvolvimento do Brasil;
Em meio a toda essa conjuntura, a ANP ameaça leiloar reservas estratégicas de petróleo/gás;
Fonte: FUP
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Por Mhais• 11 de agosto de 2004• 13:44• Sem categoria
Dia 12 tem ato nacional contra o leilão do petróleo brasileiro
(Rio) A Agência Nacional do Petróleo (ANP) convocou para os dias 16 e 17 de agosto a 6ª rodada de licitação, onde serão leiloados os chamados blocos azuis, áreas produtoras potenciais de petróleo estratégicas para o país. Nessas áreas sabe-se que existem cerca de 3,3 bilhões de barris de petróleo, o que representam lucro líquido para as empresas produtoras da ordem de US$ 114 bilhões.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP), através da assessoria do DIEESE, preparou um documento detalhado denunciando os prejuízos que o leilão representará para o país. A informação da ANP é de que 23 empresas já se cadastraram para participarem da licitação, a maioria multinacionais. É contra a possibilidade de ceder o controle de nosso petróleo as multis que todos estaremos juntos no ato do dia 12, no Rio, para exigir a suspensão do leilão. A FUP quer também a convocação de um plebiscito para que a população decida sobre o nosso petróleo.
A CUT, CNQ, sindicatos, entidades da sociedade civil, MST, parlamentares, trabalhadores diversos protestam nesta quinta-feira, a partir das 10h,em frente à Agência Nacional de Petróleo (ANP), no centro do Rio.
Segundo a Coordenação da Campanha Contra a Alca do Rio é interessante refletir que, na véspera da licitação no Brasil, Hugo Chaves, presidente da Venezuela democraticamente eleito, estará sendo submetido novamente a um referendo sobre sua permanência ou não no poder: “O curioso é que a Venezuela é a principal fornecedora de petróleo dos Estados Unidos e que Hugo Chaves enfrentou duramente os interesses privatistas daqueles que queriam gerenciar, em nome de interesses próprios, o petróleo venezuelano. A luta contra a 6ª licitação é a luta concreta contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), cujo objetivo maior é exatamente colocar nas mãos das grandes empresas transnacionais o destino de nossas nações”.
O que está em jogo
As principais áreas petrolíferas que serão licitadas pela ANP fazem parte dos chamados blocos azuis, que ficaram com a Petrobrás na licitação zero, realizada em 1998. A estatal, no entanto, foi obrigada a devolver à Agência, em 2001 e em 2003, as áreas não exploradas;
Os blocos azuis são contíguos às áreas onde a Petrobrás descobriu petróleo e gás. A própria ANP classifica esses blocos como de alta probabilidade de se encontrar óleo;
Algumas das áreas que serão licitadas são adjacentes aos blocos onde a Petrobrás investiu em 2003 US$ 800 milhões na exploração de petróleo e gás, aumentando em cerca de 5 bilhões de barris as reservas brasileiras. Tudo isso em um período de apenas seis meses, tendo que devolver à ANP as áreas que não tiveram tempo suficiente para serem exploradas;
São justamente esses os principais blocos que serão leiloados e cuja produção terá como destino as exportações, deixando o país vulnerável diante da evasão da reservas de petróleo;
O mercado internacional consolidou um patamar mínimo para o barril de petróleo, em torno de US$ 30 dólares, com tendência de crescimento;
No Brasil, os derivados de petróleo respondem por mais de 30% da nossa matriz energética, percentual que deve crescer, com a estratégia do governo de aumentar a participação do gás natural no fornecimento de energia às indústrias;
O petróleo e seus derivados não podem mais continuar sendo tratados como commodities. São, sim, fontes de energia estratégica para o desenvolvimento do Brasil;
Em meio a toda essa conjuntura, a ANP ameaça leiloar reservas estratégicas de petróleo/gás;
Fonte: FUP
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