Entre janeiro e julho, INPC da capital foi de 6,95%, enquanto a média brasileira foi de 3,89%
Curitiba – Em julho, Curitiba registrou a segunda maior inflação do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo (leia quadro ao lado). Foi a maior variação mensal desde maio de 2003. Nos primeiros sete meses do ano, porém, a capital paranaense lidera o ranking das cidades que tiveram maiores aumentos de preços no Brasil, por causa de dois reajustes nas tarifas de energia elétrica e água e esgoto. Em 2003, Curitiba registrou a menor inflação do país, justamente porque o governo não aplicou os aumentos tanto para energia elétrica quanto para água e esgoto.
No mês passado, o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) apresentou alta de 1,03% em Curitiba, contra a média nacional de 0,91%. No ano, o acumulado em Curitiba é de 6,19%, acima da média de 4,42%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado para famílias com renda de até oito mínimos, subiu 1,17% em Curitiba, em julho – é um patamar também acima da média nacional, de 0,73%. No acmulado do ano, o INPC da capital paranaense está em 6,95%, ante 3,89% do índice brasileira.
Grupos
Entre os grupos que compõem o IPCA de Curitiba, as maiores variações foram verificadas em comunicação (4,81%), habitação (2,1%) e despesas pessoais (1,17%). Os produtos que mais subiram em julho, em Curitiba, de acordo com os dois índices calculados pelo IBGE foram: cebola (26,06%), repolho (12,8%), batata inglesa (12,48%), pêra (11,19%), azeitona (10,51%) e açúcar refinado (9,21%). As maiores quedas ficaram com mamão (-15,25%), couve-flor (-14,85%), uva (14,54%), tangerina (-10,98%), cenoura (-8,38%), tomate (7,48%) e lingüiça (-6,74%).
Segundo o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro, nos dez anos do Plano Real, enquanto o IPCA teve elevação de 171,5%, a maioria dos grupos pesquisados pelo IBGE tiveram aumentos bem superiores. Ele citou os exemplos das áreas de comunicação (567,69%), habitação (375,01%) e transportes (200,97%).
Segundo analistas, o índice nacional de 0,91% ficou próximo das estimativas, que iam de 0,87% a 1,07%. A exemplo do que ocorreu no Paraná, os principais impactos de alta nacional foram dados pela energia elétrica (3,67% de alta e efeito de 0,17 ponto percentual no índice) e telefone fixo (4,88% de alta e impacto de 0,16 ponto percentual). Registraram aumentos também os preços da gasolina (2,46%) e do álcool combustível (2,61%). Os alimentos subiram 0,67%. Juntos, combustíveis, telefone, energia e alimentos foram responsáveis por 0,60 ponto percentual do IPCA do mês.
Mirian Gasparin e Agências
Fonte: Gazeta do Povo
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Por Mhais• 12 de agosto de 2004• 10:45• Sem categoria
No ano, Curitiba lidera inflação no país
Entre janeiro e julho, INPC da capital foi de 6,95%, enquanto a média brasileira foi de 3,89%
Curitiba – Em julho, Curitiba registrou a segunda maior inflação do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo (leia quadro ao lado). Foi a maior variação mensal desde maio de 2003. Nos primeiros sete meses do ano, porém, a capital paranaense lidera o ranking das cidades que tiveram maiores aumentos de preços no Brasil, por causa de dois reajustes nas tarifas de energia elétrica e água e esgoto. Em 2003, Curitiba registrou a menor inflação do país, justamente porque o governo não aplicou os aumentos tanto para energia elétrica quanto para água e esgoto.
No mês passado, o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) apresentou alta de 1,03% em Curitiba, contra a média nacional de 0,91%. No ano, o acumulado em Curitiba é de 6,19%, acima da média de 4,42%. Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado para famílias com renda de até oito mínimos, subiu 1,17% em Curitiba, em julho – é um patamar também acima da média nacional, de 0,73%. No acmulado do ano, o INPC da capital paranaense está em 6,95%, ante 3,89% do índice brasileira.
Grupos
Entre os grupos que compõem o IPCA de Curitiba, as maiores variações foram verificadas em comunicação (4,81%), habitação (2,1%) e despesas pessoais (1,17%). Os produtos que mais subiram em julho, em Curitiba, de acordo com os dois índices calculados pelo IBGE foram: cebola (26,06%), repolho (12,8%), batata inglesa (12,48%), pêra (11,19%), azeitona (10,51%) e açúcar refinado (9,21%). As maiores quedas ficaram com mamão (-15,25%), couve-flor (-14,85%), uva (14,54%), tangerina (-10,98%), cenoura (-8,38%), tomate (7,48%) e lingüiça (-6,74%).
Segundo o supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro, nos dez anos do Plano Real, enquanto o IPCA teve elevação de 171,5%, a maioria dos grupos pesquisados pelo IBGE tiveram aumentos bem superiores. Ele citou os exemplos das áreas de comunicação (567,69%), habitação (375,01%) e transportes (200,97%).
Segundo analistas, o índice nacional de 0,91% ficou próximo das estimativas, que iam de 0,87% a 1,07%. A exemplo do que ocorreu no Paraná, os principais impactos de alta nacional foram dados pela energia elétrica (3,67% de alta e efeito de 0,17 ponto percentual no índice) e telefone fixo (4,88% de alta e impacto de 0,16 ponto percentual). Registraram aumentos também os preços da gasolina (2,46%) e do álcool combustível (2,61%). Os alimentos subiram 0,67%. Juntos, combustíveis, telefone, energia e alimentos foram responsáveis por 0,60 ponto percentual do IPCA do mês.
Mirian Gasparin e Agências
Fonte: Gazeta do Povo
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