O HSBC saiu na frente dos demais bancos e anunciou nesta segunda-feira, 16, que abrirá, como projeto piloto por um período de dois meses, cinco agências para atendimento ao público das 8h às 18h. O anúncio foi feito hoje aos diretores do CNB/CUT, Vagner Freitas, Carlos Cordeiro e Miguel Pereira, ao presidente da Fetec Paraná, Adilson Stuzata e à presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Marisa Stédile. As agências que funcionarão a partir do 18 de agosto no novo horário são Palácio Avenida, em Curitiba, Masp e Ibirapuera, em São Paulo, Barra Shopping e Centro Niterói, no Rio de Janeiro.
A iniciativa foi considerada positiva pela CNB, que reuniu-se com o banco para garantir que fossem respeitados os direitos dos bancários, como jornada, condições de trabalho e contratação. “Respeitados os direitos dos trabalhadores, concordamos com a iniciativa, que é uma reivindicação histórica da categoria e consta inclusive da nossa pauta nas negociações com os banqueiros”, avaliou o presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas.
O projeto piloto, que funcionará até 15 outubro, provocará adequação do horário de alguns funcionários, mas nunca o descumprimento da jornada, conforme garantiu a direção do HSBC. Para cada uma das cinco agências nestas condições, serão contratados, a princípio, dois funcionários, sendo um caixa e um monitor de atendimento. Segundo o banco, o funcionamento e o volume de operações serão monitorados constantemente e se houver a necessidade, serão contratados mais bancários. Foram escolhidas agências com perfis diferenciados, mas a principal justificativa do banco para elegê-las são o grande fluxo de pessoas ao redor de cada localidade.
Bancos podem
“Se o HSBC pode ampliar o horário de atendimento para a população, outros bancos também podem”, defendeu Miguel Pereira, secretário de Organização da CNB/CUT. Ele lembra que a medida, além de garantir um melhor atendimento para a população, irá gerar milhares de postos de trabalho na categoria. Segundo levantamento do Dieese, se todos os bancos abrissem das 9h às 17h e reduzissem a jornada do bancário para cinco horas diárias com dois turnos de trabalho, seria possível criar 160 mil novos empregos, minimizando a crise vivida hoje pelo Brasil. Somente a ampliação nestas cinco agência já garantirá a contratação de 10 funcionários, obedecendo os preceitos da Convenção dos bancários.
O coordenador da Comissão de Organização dos Empregados do HSBC, Adilson Stuzata, também avalia a medida como positiva. “Este projeto vem ao encontro de nossa pauta de reivindicações e o banco garantiu que não haverá a ampliação da jornada e nem contratação com tempo parcial, o part time. As entidades sindicais devem acompanhar cada agência caso de perto e se a experiência der certo após 60 dias, porque não ser copiada pelos demais bancos?”, desafiou.
Para Marisa Stédile, presidente do Sindicato de Curitiba, a iniciativa do HSBC é um teste para provar que o movimento sindical está no caminho certo ao reivindicar a ampliação do horário de atendimento. “O projeto corresponde a uma das nossas reivindicações e a expectativa é que se gere ainda mais empregos”.
Diferencial – A argumentação do Banco HSBC para tomar esta iniciativa é a de que ela já existe no México. “O banco diz querer criar diferencial para seus clientes e que a experiência do México tem bons resultados. Queremos mais bancários trabalhando e em melhores condições, além da população atendida de maneira adequada, num horário mais estendido”, diz o secretário geral da CNB/CUT, Carlos Cordeiro.
Acompanhamento – A CNB/CUT irá se reunir nos próximos dias com os sindicatos que comportarão em suas bases este projeto piloto para discutir a melhor forma de acompanhar o funcionamento destas agências.
Meire Bicudo – CNB/CUT
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