(Curitiba) Aproximadamente trezentas pessoas atenderam ao chamado da CUT e do Comitê Paranaense em Defesa do Petróleo e compareceram ao ato contra a 6º Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A manifestação ocorreu no último sábado (14), na Boca Maldita (Centro de Curitiba), e coletou assinaturas para o abaixo-assinado que será enviado ao Congresso Nacional, bem como distribuiu cartilha explicativa à população. Deputados e vereadores do campo de esquerda também se fizeram presente.
Para o presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC), Anselmo Ernesto Ruoso Júnior, o protesto atingiu seu objetivo. “Os movimentos sociais e sindicais fizeram a sua parte, que é esclarecer ao povo sobre o que está em jogo no leilão do petróleo. Temos esperança que, até o último momento, a rodada de licitações seja cancelada”, acredita Anselmo.
Um verdadeiro assalto às riquezas nacionais
A ANP pretende leiloar, nos dias 17 e 18 de agosto, no Hotel Sheraton, zona sul do Rio de Janeiro, áreas petrolíferas nas bacias de Campos, Sergipe, Alagoas e Espírito Santo. São blocos vizinhos a campos de produção estratégicos, onde a Petrobrás investiu em 2003 cerca de US$ 800 milhões e já encontrou cinco bilhões de barris de petróleo. Essas descobertas anteciparam a auto-suficiência do Brasil de 2010 para 2006. Analistas estimam que está em jogo reservas no valor de US$ 300 bilhões. A Shell, por exemplo, uma das multinacionais que em leilões anteriores adquiriu áreas na Bacia de Campos, exporta diariamente 70 mil barris do nosso petróleo”, esclarece nota divulgada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). Mais de vinte empresas multinacionais já se inscreveram nessa rodada de licitações.
CUT PR
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