fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 11:23 Sem categoria

Mobilização será decisiva nesta campanha salarial

(São Paulo) A avaliação é unânime e não é nenhuma novidade: a campanha salarial deste ano já teve elementos importantes considerados avanços irreversíveis, como o pré-acordo assinado com as direção do Banco do Brasil e da Caixa, e a mobilização fará a diferença para obter um acordo superior aos anteriores e que contenha ganho real e novas conquistas para a Convenção da categoria.

Considerado o maior avanço desde a conquista da Convenção Nacional dos Bancários em 1992, o pré-acordo é um passo definitivo para a unificação da categoria bancária. Garante que o BB e a Caixa e, conforme busca o movimento sindical, o BNB e o Basa, cumpram o que for acordado com o setor privado. Além disso, fortalece a categoria que agora estará unida para pressionar os banqueiros a concederem reajuste à altura de seus lucros. “Seremos 400 mil lutando por um só ideal”, reforça Vagner Freitas e não mais 170 do setor privado, 70 mil do Banco do Brasil, 45 mil da Caixa, 3 mil do BNB e 2.500 do Basa, além dos empregados dos bancos hoje federalizados, lutando cada qual pelo seu quinhão.

Na prática, o pré-acordo significa ainda um passo decisivo para a criação de um contrato coletivo nacional dos trabalhadores do ramo financeiro. Aliás, esta é a intenção do governo, conforme reforçou o secretário Executivo do Ministério do Trabalho, Alencar Ferreira, que esteve presente na assinatura do pré-acordo, no dia 6/08. “É evidente que os conflitos não desaparecerão. Eles fazem parte da relação capital/trabalho. Mas está claro que existe um espírito de boa-fé de ambas as partes e esse é o caminho”, disse.

A contratação coletiva por ramo é também uma antiga reivindicação dos bancários. O contrato coletivo é um instrumento único, que regulamenta itens básicos e essenciais para relação capital x trabalho, podendo abranger, coletivamente um ou mais ramos de atividade, no caso dos bancários, todo o ramo financeiro.

Nova fase – A campanha salarial dos bancários também entrou nesta semana em uma nova fase: mobilizações mais intensas em todo o país (ver na seção restrita Comunicados na página da CNB as orientações para as atividades) que culminarão no Encontro Nacional dos Bancários, na próxima semana, em São Paulo e com uma reunião ampliada de dirigentes no dia 31 de agosto. O objetivo: pressionar os banqueiros a apresentarem uma proposta adequada ao tamanho do lucro do sistema financeiro, que contenha aumento real, PLR mais justa, valorização dos pisos e uma nova conquista agregada à Convenção.

A avaliação dos dirigentes

Lideranças sindicais bancárias de todo país deram sua opinião sobre a assinatura do pré-acordo e falaram de suas expectativas em relação à campanha.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Vaumik Ribeiro, o pré-acordo é uma conquista importante para unificar os bancários, assim a categoria terá mais força para recuperar direitos. “Em 1985, conquistamos o acordo nacional, que significou a redemocratização política de nossas campanhas. Agora avançamos ainda mais, o que permitirá a unificação na luta para ampliar os ganhos econômicos”, declarou. No ano passado, quase metade das categorias conseguiram acordos acima da inflação, no primeiro semestre deste ano, o percentual foi maior, lembrou o dirigente. “Esperamos que os trabalhadores do sistema financeiro possam recuperar também o poder de compra e ter ganho real. Não será fácil”, previu.

Francisca de Assis, presidente do Sindicato dos Bancários do Piauí, avalia que a assinatura do pré-acordo é uma demonstração de seriedade por parte do patrão. “Com esta demonstração de que levarão as negociações à sério, poderemos ter uma melhor campanha salarial. A greve do ano passado poderia ter sido evitada se tivesse sido assinado documento como este”. Em relação à campanha salarial, De Assis afirmou que os bancários do Piauí estão dispostos a ir para o enfrentamento. “No ano passado, somando as greve do BB, da Caixa, do BNB e do BEP, tivemos 22 dias de greve, já estamos preparados”. Ela reforçou ainda que os empregados dos bancos públicos, em geral, estão dispostos a lutar para que as diferenças entre os cargos estratégicos e operacionais sejam reduzidos. “Nas gestões anteriores foram usados artifícios para privilegiar os cargos estratégicos, esquecendo-se dos operacionais, que agora estão dispostos a ir à luta para diminuir as diferenças”, disse.

O diretor da Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul, Carlos Augusto Rocha, acha que assinatura do pré-acordo foi bastante positiva. “Se tivesse sido assinado no ano passado, não haveria greve. Sabemos das dificuldades, mas este instrumento ajuda a acabar com o isolamento dos funcionários do Banco do Brasil e Caixa, reforça a concepção de unidade. O acordo deve ser válido para todos os bancos. A campanha salarial é sempre muito difícil, por isso, avalio que não teremos acordo sem mobilização e até greve”.

Para Vinícius Assumpção, presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, o pré-acordo é uma conquista, uma vitória, um sonho realizado. Ele lembra que o setor federal era o que contagiava o restante da categoria e esta mobilização possibilitou a conquista da Convenção Nacional, mas por ironia, eles não usufruíam dela. Agora restabelecemos a justiça a este setor. “Precisamos avançar para que BNB e Basa também assumam o mesmo compromisso, para caminharmos rumo ao Contrato Coletivo de todo o ramo financeiro. Avalio que a campanha salarial será dura, mas a categoria saberá se mobilizar para sairmos vitoriosos, fortalecidos e com aumento real”.

Para Marlos José Guedes, presidente do Sindicato de Pernambuco, o pré-acordo faz parte da estratégia tirada desde a campanha salarial do ano passado. Segundo ele, o governo resistiu no início, mas a categoria pressionou e fez com que o governo cumprisse os principais pontos da Convenção. Foi um reconhecimento do governo da força da categoria e agora não ficará vulnerável às mudanças do governo. “Aguardamos o posicionamento do BNB e Basa e dos bancos federalizados. Em relação à campanha salarial, o resultado dependerá do nosso papel. Precisamos garantir a recuperação do poder de compra e conquistar o aumento real. Tudo isso dependerá da capacidade de mobilização e organização da categoria em todo o país”.

A presidente da Federação Centro Norte, Leoni Phillipsen, avalia que o pré-acordo foi um grande passo nesta campanha salarial. Trará mais tranqüilidade os bancários dos bancos públicos. Agora reconhece disposição maior da categoria. “A campanha salarial não será fácil, percebemos isto quando os banqueiros só apresentaram proposta na quarta rodada . Vai precisar muita mobilização e participação dos bancários nas atividades programadas e assembléias”.

Meire Bicudo – CNB/CUT

Por 11:23 Notícias

Mobilização será decisiva nesta campanha salarial

(São Paulo) A avaliação é unânime e não é nenhuma novidade: a campanha salarial deste ano já teve elementos importantes considerados avanços irreversíveis, como o pré-acordo assinado com as direção do Banco do Brasil e da Caixa, e a mobilização fará a diferença para obter um acordo superior aos anteriores e que contenha ganho real e novas conquistas para a Convenção da categoria.
Considerado o maior avanço desde a conquista da Convenção Nacional dos Bancários em 1992, o pré-acordo é um passo definitivo para a unificação da categoria bancária. Garante que o BB e a Caixa e, conforme busca o movimento sindical, o BNB e o Basa, cumpram o que for acordado com o setor privado. Além disso, fortalece a categoria que agora estará unida para pressionar os banqueiros a concederem reajuste à altura de seus lucros. “Seremos 400 mil lutando por um só ideal”, reforça Vagner Freitas e não mais 170 do setor privado, 70 mil do Banco do Brasil, 45 mil da Caixa, 3 mil do BNB e 2.500 do Basa, além dos empregados dos bancos hoje federalizados, lutando cada qual pelo seu quinhão.
Na prática, o pré-acordo significa ainda um passo decisivo para a criação de um contrato coletivo nacional dos trabalhadores do ramo financeiro. Aliás, esta é a intenção do governo, conforme reforçou o secretário Executivo do Ministério do Trabalho, Alencar Ferreira, que esteve presente na assinatura do pré-acordo, no dia 6/08. “É evidente que os conflitos não desaparecerão. Eles fazem parte da relação capital/trabalho. Mas está claro que existe um espírito de boa-fé de ambas as partes e esse é o caminho”, disse.
A contratação coletiva por ramo é também uma antiga reivindicação dos bancários. O contrato coletivo é um instrumento único, que regulamenta itens básicos e essenciais para relação capital x trabalho, podendo abranger, coletivamente um ou mais ramos de atividade, no caso dos bancários, todo o ramo financeiro.
Nova fase – A campanha salarial dos bancários também entrou nesta semana em uma nova fase: mobilizações mais intensas em todo o país (ver na seção restrita Comunicados na página da CNB as orientações para as atividades) que culminarão no Encontro Nacional dos Bancários, na próxima semana, em São Paulo e com uma reunião ampliada de dirigentes no dia 31 de agosto. O objetivo: pressionar os banqueiros a apresentarem uma proposta adequada ao tamanho do lucro do sistema financeiro, que contenha aumento real, PLR mais justa, valorização dos pisos e uma nova conquista agregada à Convenção.
A avaliação dos dirigentes
Lideranças sindicais bancárias de todo país deram sua opinião sobre a assinatura do pré-acordo e falaram de suas expectativas em relação à campanha.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Vaumik Ribeiro, o pré-acordo é uma conquista importante para unificar os bancários, assim a categoria terá mais força para recuperar direitos. “Em 1985, conquistamos o acordo nacional, que significou a redemocratização política de nossas campanhas. Agora avançamos ainda mais, o que permitirá a unificação na luta para ampliar os ganhos econômicos”, declarou. No ano passado, quase metade das categorias conseguiram acordos acima da inflação, no primeiro semestre deste ano, o percentual foi maior, lembrou o dirigente. “Esperamos que os trabalhadores do sistema financeiro possam recuperar também o poder de compra e ter ganho real. Não será fácil”, previu.
Francisca de Assis, presidente do Sindicato dos Bancários do Piauí, avalia que a assinatura do pré-acordo é uma demonstração de seriedade por parte do patrão. “Com esta demonstração de que levarão as negociações à sério, poderemos ter uma melhor campanha salarial. A greve do ano passado poderia ter sido evitada se tivesse sido assinado documento como este”. Em relação à campanha salarial, De Assis afirmou que os bancários do Piauí estão dispostos a ir para o enfrentamento. “No ano passado, somando as greve do BB, da Caixa, do BNB e do BEP, tivemos 22 dias de greve, já estamos preparados”. Ela reforçou ainda que os empregados dos bancos públicos, em geral, estão dispostos a lutar para que as diferenças entre os cargos estratégicos e operacionais sejam reduzidos. “Nas gestões anteriores foram usados artifícios para privilegiar os cargos estratégicos, esquecendo-se dos operacionais, que agora estão dispostos a ir à luta para diminuir as diferenças”, disse.
O diretor da Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul, Carlos Augusto Rocha, acha que assinatura do pré-acordo foi bastante positiva. “Se tivesse sido assinado no ano passado, não haveria greve. Sabemos das dificuldades, mas este instrumento ajuda a acabar com o isolamento dos funcionários do Banco do Brasil e Caixa, reforça a concepção de unidade. O acordo deve ser válido para todos os bancos. A campanha salarial é sempre muito difícil, por isso, avalio que não teremos acordo sem mobilização e até greve”.
Para Vinícius Assumpção, presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, o pré-acordo é uma conquista, uma vitória, um sonho realizado. Ele lembra que o setor federal era o que contagiava o restante da categoria e esta mobilização possibilitou a conquista da Convenção Nacional, mas por ironia, eles não usufruíam dela. Agora restabelecemos a justiça a este setor. “Precisamos avançar para que BNB e Basa também assumam o mesmo compromisso, para caminharmos rumo ao Contrato Coletivo de todo o ramo financeiro. Avalio que a campanha salarial será dura, mas a categoria saberá se mobilizar para sairmos vitoriosos, fortalecidos e com aumento real”.
Para Marlos José Guedes, presidente do Sindicato de Pernambuco, o pré-acordo faz parte da estratégia tirada desde a campanha salarial do ano passado. Segundo ele, o governo resistiu no início, mas a categoria pressionou e fez com que o governo cumprisse os principais pontos da Convenção. Foi um reconhecimento do governo da força da categoria e agora não ficará vulnerável às mudanças do governo. “Aguardamos o posicionamento do BNB e Basa e dos bancos federalizados. Em relação à campanha salarial, o resultado dependerá do nosso papel. Precisamos garantir a recuperação do poder de compra e conquistar o aumento real. Tudo isso dependerá da capacidade de mobilização e organização da categoria em todo o país”.
A presidente da Federação Centro Norte, Leoni Phillipsen, avalia que o pré-acordo foi um grande passo nesta campanha salarial. Trará mais tranqüilidade os bancários dos bancos públicos. Agora reconhece disposição maior da categoria. “A campanha salarial não será fácil, percebemos isto quando os banqueiros só apresentaram proposta na quarta rodada . Vai precisar muita mobilização e participação dos bancários nas atividades programadas e assembléias”.
Meire Bicudo – CNB/CUT

Close