Os analistas das instituições financeiras esperam que a economia brasileira tenha um crescimento de quase 4% neste ano.
Segundo o boletim Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central a partir de consultas às instituições financeiras, o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) brasileiro deve crescer 3,97% em 2004.
Há quatro semanas, os analistas estimavam uma expansão de 3,65% e, até a semana passada, a previsão era de 3,92%.
Segundo o documento divulgado pelo BC hoje, o crescimento da economia deve ser puxado pela indústria. O setor terá uma expansão estimada em 6,09% neste ano.
O otimismo do mercado deve-se também aos recentes indicadores positivos divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para diversos segmentos da economia, como o comércio, a agropecuária e
as exportações.
Nas próximas semanas o instituto deve divulgar o resultado do PIB do primeiro trimestre. O governo espera que seja anunciado uma expansão entre 4,5% e 5% no período. Para este ano, a previsão oficial do governo é de crescimento de 3,5%, mas vários ministros têm feito diversas apostas mais positivas.
Inflação
O mercado acredita que o principal índice de inflação do país, o IPCA, indique alta de 7,19% nos preços neste ano. Até a semana passada a previsão era de alta de 7,16%.
O indicador serve de referência para o regime de metas de inflação brasileiro. Para 2004, o governo estabeleceu a meta de 5,5%. No entanto, existe uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. Portanto, a previsão de 7,19% ainda está dentro da banda entre 3% e 8% estipulada para este ano.
No boletim Focus de hoje, o mercado também fez uma pequena elevação da previsão de superávit da balança comercial para este ano, aumentado-o de US$ 30 bilhões para US$ 30,10 bilhões.
Por último, o documento mostra que os analistas prevêem que a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) fique estável em 16% pelo menos até o final de 2004.
JOÃO SANDRINI
da Folha Online, em Brasília
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