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Bancários e metalúrgicos garantem a inflação, mas querem mais

As negociações salariais do segundo semestre já começaram. Metalúrgicos e bancários, categorias consideradas faróis por seu peso político e econômico, já conseguiram negociar com empregadores pelo menos a reposição das perdas inflacionárias dos últimos doze meses. No entanto, os sindicatos querem mais e não pretendem entrar em acordo caso os negociadores patronais não apresentem propostas de aumento real.

Os cerca de 130 mil metalúrgicos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), com data-base em setembro, rejeitaram a proposta de reposição integral da inflação apresentada pelo Sinfavea, sindicato que representa as montadoras. Como no ano passado, os empregadores querem repor as perdas inflacionárias apenas dos trabalhadores que ganham menos, além de conceder um abono fixo ao invés de um reajuste real. “Não aceitamos abono, queremos um aumento que seja incorporado ao poder de compra dos empregados”, ressalta Eleno José Bezerra, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi e região.

Nas fábricas de São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Tatuí e Taubaté, a proposta para quem ganha até R$ 5 mil é de um reajuste igual à inflação e um abono de R$ 400. Em São Carlos, essa proposta atinge quem ganha até R$ 1,9 mil, mas o abono seria menor, de R$ 200. Acima desses tetos, os empregadores querem dar apenas um abono fixo de R$ 300 sem correção pela inflação para quem trabalha em São Bernardo, São Caetano, Tatuí e Taubaté, e de R$ 114 para os trabalhadores de São Carlos, e nada de aumento real.

O representante dos metalúrgicos diz que a reposição tem que ser igual para todos, porque tanto o trabalhador que ganha o piso como aquele que recebe um salário acima de R$ 5 mil tiveram seus rendimentos corroídos pela inflação. O mesmo deve ocorrer com o aumento real. Segundo Bezerra, o ganho de produtividade foi possível graças ao esforço do conjunto de trabalhadores, então isso deve ser repartido entre eles.

A Confederação Nacional dos Bancários (CNB) também não está satisfeita com a contraproposta apresentada pelos empregadores: aumento de 6%, o suficiente para cobrir as perdas inflacionárias. A proposta da CNB vai além da reposição e pede um ganho real de 17,68%, o que levaria o reajuste a 25%. Para Magnus Ribas Apostólico, superintendente de relações trabalhista da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) esse valor é “absurdo e impensável”. E argumenta: “não é porque o lucro dos bancos cresceu que há condição para um reajuste desta magnitude”.

Justamente pelo incremento do faturamento das instituições bancárias, os trabalhadores reivindicam também aumento no valor pago de participação nos lucros e resultados (PLR) para um salário mais R$ 1,2 mil fixos. Em sua proposta, os bancos mantêm o valor de 80% do salário pago no ano passado, mais fixo de R$ 650.

Agora, a Febraban diz que espera uma nova proposta da CNB. No entanto, Vagner Freitas, presidente da entidade, enfatiza que não há mudança de proposta. “Queremos aumento real. Trabalhamos com uma meta de 25% de reajuste, mas estamos dispostos a discutir outro valor, desde que ele seja além da reposição da inflação”, afirma.

Os metalúrgicos filiados à Força Sindical, com data-base em novembro, também iniciaram sua campanha salarial, mas ainda não fixaram um índice de reajuste. Já os petroleiros, que pedem reajuste de 9% mais aumento real de 5%, receberam um calendário de negociações da Petrobras. Segundo a assessoria da Federação Única dos Petroleiros (FUP) a expectativa é de que elas comecem em setembro.

Fonte: Valor Econômico – Raquel Salgado

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Bancários e metalúrgicos garantem a inflação, mas querem mais

As negociações salariais do segundo semestre já começaram. Metalúrgicos e bancários, categorias consideradas faróis por seu peso político e econômico, já conseguiram negociar com empregadores pelo menos a reposição das perdas inflacionárias dos últimos doze meses. No entanto, os sindicatos querem mais e não pretendem entrar em acordo caso os negociadores patronais não apresentem propostas de aumento real.
Os cerca de 130 mil metalúrgicos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), com data-base em setembro, rejeitaram a proposta de reposição integral da inflação apresentada pelo Sinfavea, sindicato que representa as montadoras. Como no ano passado, os empregadores querem repor as perdas inflacionárias apenas dos trabalhadores que ganham menos, além de conceder um abono fixo ao invés de um reajuste real. “Não aceitamos abono, queremos um aumento que seja incorporado ao poder de compra dos empregados”, ressalta Eleno José Bezerra, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi e região.
Nas fábricas de São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Tatuí e Taubaté, a proposta para quem ganha até R$ 5 mil é de um reajuste igual à inflação e um abono de R$ 400. Em São Carlos, essa proposta atinge quem ganha até R$ 1,9 mil, mas o abono seria menor, de R$ 200. Acima desses tetos, os empregadores querem dar apenas um abono fixo de R$ 300 sem correção pela inflação para quem trabalha em São Bernardo, São Caetano, Tatuí e Taubaté, e de R$ 114 para os trabalhadores de São Carlos, e nada de aumento real.
O representante dos metalúrgicos diz que a reposição tem que ser igual para todos, porque tanto o trabalhador que ganha o piso como aquele que recebe um salário acima de R$ 5 mil tiveram seus rendimentos corroídos pela inflação. O mesmo deve ocorrer com o aumento real. Segundo Bezerra, o ganho de produtividade foi possível graças ao esforço do conjunto de trabalhadores, então isso deve ser repartido entre eles.
A Confederação Nacional dos Bancários (CNB) também não está satisfeita com a contraproposta apresentada pelos empregadores: aumento de 6%, o suficiente para cobrir as perdas inflacionárias. A proposta da CNB vai além da reposição e pede um ganho real de 17,68%, o que levaria o reajuste a 25%. Para Magnus Ribas Apostólico, superintendente de relações trabalhista da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) esse valor é “absurdo e impensável”. E argumenta: “não é porque o lucro dos bancos cresceu que há condição para um reajuste desta magnitude”.
Justamente pelo incremento do faturamento das instituições bancárias, os trabalhadores reivindicam também aumento no valor pago de participação nos lucros e resultados (PLR) para um salário mais R$ 1,2 mil fixos. Em sua proposta, os bancos mantêm o valor de 80% do salário pago no ano passado, mais fixo de R$ 650.
Agora, a Febraban diz que espera uma nova proposta da CNB. No entanto, Vagner Freitas, presidente da entidade, enfatiza que não há mudança de proposta. “Queremos aumento real. Trabalhamos com uma meta de 25% de reajuste, mas estamos dispostos a discutir outro valor, desde que ele seja além da reposição da inflação”, afirma.
Os metalúrgicos filiados à Força Sindical, com data-base em novembro, também iniciaram sua campanha salarial, mas ainda não fixaram um índice de reajuste. Já os petroleiros, que pedem reajuste de 9% mais aumento real de 5%, receberam um calendário de negociações da Petrobras. Segundo a assessoria da Federação Única dos Petroleiros (FUP) a expectativa é de que elas comecem em setembro.
Fonte: Valor Econômico – Raquel Salgado

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