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Caixa frustra os bancários e negociações não avançam

(São Paulo) Não precisou mais do que uma rodada de negociações para que os bancários da Caixa Econômica Federal percebessem a falta de vontade do banco em avançar nas reivindicações do funcionalismo. Realizada na tarde den ontem (24), quase dois meses e meio depois da entrega da Minuta Mínima de Reivindicações, a negociação não trouxe nenhum avanço e os representantes da CEF nem mesmo se posicionaram sobre uma das principais reivindicações do funcionalismo: a garantia de que o banco vai distribuir a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) nos mesmos moldes do acordo que vier a ser assinado com a Fenaban.

“Estou profundamente decepcionado com esta negociação de hoje. O Banco do Brasil já vem negociando com o funcionalismo e garantiu o pagamento da PLR igual ao da Convenção Coletiva. A Fenaban já realizou seis rodadas de negociações, mas a Caixa insiste em retardar o fechamento de um acordo”, lamentou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretário de Saúde da CNB/CUT, Plínio Pavão, durante a negociação, realizada na sede da CNB/CUT, em São Paulo.

Plínio destacou para os representantes do banco que o prazo limite para o fechamento de um acordo é até o final deste mês. E que caso as negociações não avancem até lá os empregados entrarão em greve “Infelizmente vocês não quiseram discutir os temas centrais desta Campanha Salarial hoje. Nós não conseguimos avançar em nenhum ponto e ainda falta muito a ser negociado”, avisou Plínio aos representantes do setor patronal.

A expectativa dos bancários para a negociação foi frustrada logo de cara. Os empregados cobraram da direção do banco a garantia de que a PLR será paga no formato acordado com a Fenaban, o que tornaria a sua distribuição mais justa para todos os empregados. Mas a direção da Caixa disse que ainda não tem nenhuma posição a respeito do tema. Os representantes dos empregados reafirmaram que sem a PLR não se pode falar em cumprimento da Convenção Coletiva e que, se isso acontecer, a Caixa ficará num total isolamento, já que a direção do Banco do Brasil se comprometeu a pagar.

“Isto que vocês estão colocando é muito ruim. A Caixa precisa cumprir a Convenção Coletiva e nós não vamos aceitar um centavo a menos do que o valor que vier a ser fechado com a Fenaban”, garantiu Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT e coordenador da Executiva Nacional dos Bancários.

O coordenador da CEE/Caixa lembrou que no ano passado a empresa atendeu a esta reivindicação após nove dias de greve. “Se a Caixa cogita um outro acordo de PLR que seja menor do que a Fenaban vai criar uma situação muito ruim. A CEF vai ficar isolada nesta Campanha Salarial e vai enfrentar uma greve novamente”, avisou Plínio.

Sem resposta – Sem repostas para as reivindicações do funcionalismo, os representantes da Caixa discutiram com os bancários item por item do atual acordo coletivo. As divergências ainda serão debatidas em outra ocasião, mas os representantes dos empregados deixaram claro que os principais pontos ficaram de fora das discussões.

Entre as reivindicações que os bancários esperavam resposta estão a reintegração dos demitidos pela RH 008, a implantação do novo plano de benefícios da Funcef, alterações no PCS/PCC, concessão de Auxílio Alimentação aos aposentados, a isonomia para os admitidos após março de 1997, a adequação dos Ret-PVs, com equacionamento da jornada dos técnicos de retaguarda e da função dos supervisores e outros pontos relativos à saúde do trabalhador e segurança bancária.

Os empregados da Caixa esperam agora que o banco responda às reivindicações na próxima rodada de negociações, marcada para esta sexta-feira, dia 27, às 14h, na sede do banco, em Brasília.Uma terceira rodada foi agendada para segunda-feira, dia 30, às 16h30, na sede da CNB/CUT, em São Paulo. “Esperamos que nos próximos dois encontros haja avanços”, finalizou Plínio.

Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT

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Caixa frustra os bancários e negociações não avançam

(São Paulo) Não precisou mais do que uma rodada de negociações para que os bancários da Caixa Econômica Federal percebessem a falta de vontade do banco em avançar nas reivindicações do funcionalismo. Realizada na tarde den ontem (24), quase dois meses e meio depois da entrega da Minuta Mínima de Reivindicações, a negociação não trouxe nenhum avanço e os representantes da CEF nem mesmo se posicionaram sobre uma das principais reivindicações do funcionalismo: a garantia de que o banco vai distribuir a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) nos mesmos moldes do acordo que vier a ser assinado com a Fenaban.
“Estou profundamente decepcionado com esta negociação de hoje. O Banco do Brasil já vem negociando com o funcionalismo e garantiu o pagamento da PLR igual ao da Convenção Coletiva. A Fenaban já realizou seis rodadas de negociações, mas a Caixa insiste em retardar o fechamento de um acordo”, lamentou o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretário de Saúde da CNB/CUT, Plínio Pavão, durante a negociação, realizada na sede da CNB/CUT, em São Paulo.
Plínio destacou para os representantes do banco que o prazo limite para o fechamento de um acordo é até o final deste mês. E que caso as negociações não avancem até lá os empregados entrarão em greve “Infelizmente vocês não quiseram discutir os temas centrais desta Campanha Salarial hoje. Nós não conseguimos avançar em nenhum ponto e ainda falta muito a ser negociado”, avisou Plínio aos representantes do setor patronal.
A expectativa dos bancários para a negociação foi frustrada logo de cara. Os empregados cobraram da direção do banco a garantia de que a PLR será paga no formato acordado com a Fenaban, o que tornaria a sua distribuição mais justa para todos os empregados. Mas a direção da Caixa disse que ainda não tem nenhuma posição a respeito do tema. Os representantes dos empregados reafirmaram que sem a PLR não se pode falar em cumprimento da Convenção Coletiva e que, se isso acontecer, a Caixa ficará num total isolamento, já que a direção do Banco do Brasil se comprometeu a pagar.
“Isto que vocês estão colocando é muito ruim. A Caixa precisa cumprir a Convenção Coletiva e nós não vamos aceitar um centavo a menos do que o valor que vier a ser fechado com a Fenaban”, garantiu Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT e coordenador da Executiva Nacional dos Bancários.
O coordenador da CEE/Caixa lembrou que no ano passado a empresa atendeu a esta reivindicação após nove dias de greve. “Se a Caixa cogita um outro acordo de PLR que seja menor do que a Fenaban vai criar uma situação muito ruim. A CEF vai ficar isolada nesta Campanha Salarial e vai enfrentar uma greve novamente”, avisou Plínio.
Sem resposta – Sem repostas para as reivindicações do funcionalismo, os representantes da Caixa discutiram com os bancários item por item do atual acordo coletivo. As divergências ainda serão debatidas em outra ocasião, mas os representantes dos empregados deixaram claro que os principais pontos ficaram de fora das discussões.
Entre as reivindicações que os bancários esperavam resposta estão a reintegração dos demitidos pela RH 008, a implantação do novo plano de benefícios da Funcef, alterações no PCS/PCC, concessão de Auxílio Alimentação aos aposentados, a isonomia para os admitidos após março de 1997, a adequação dos Ret-PVs, com equacionamento da jornada dos técnicos de retaguarda e da função dos supervisores e outros pontos relativos à saúde do trabalhador e segurança bancária.
Os empregados da Caixa esperam agora que o banco responda às reivindicações na próxima rodada de negociações, marcada para esta sexta-feira, dia 27, às 14h, na sede do banco, em Brasília.Uma terceira rodada foi agendada para segunda-feira, dia 30, às 16h30, na sede da CNB/CUT, em São Paulo. “Esperamos que nos próximos dois encontros haja avanços”, finalizou Plínio.
Fonte: Fábio Jammal Makhoul – CNB/CUT

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