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Empréstimo consignado paga dívidas mais caras

Crédito com desconto em folha tem juros três vezes mais barato que o cheque especial

Os trabalhadores estão trocando suas dívidas de custo maior por outras de menor valor. A operação está sendo possível graças aos empréstimos com desconto em folha de pagamento, cujo custo chega a ser três vezes menor do que as taxas de juros do cheque especial ou do crédito pessoal.

As operações de crédito bancário com desconto em folha de pagamento tiveram crescimento de 39,5% entre janeiro e julho, segundo dados do Banco Central. A expansão elevou o saldo de R$ 5,9 bilhões em janeiro para R$ 8,231 bilhões no mês passado. Para o segundo semestre do ano, os bancos estão prevendo um aumento ainda maior no volume de operações. “Ao ser informado do custo desta modalidade de empréstimo, o trabalhador pressiona a empresa a assinar o convênio com o banco”, destaca o gerente de Mercado da Caixa Econômica Federal, Fábio Canelós.

Os empréstimos com desconto em folha foram criados em setembro de 2003, mas começaram a deslanchar no início deste ano. Todo trabalhador tem direito a pedir um empréstimo ao banco, mas os sindicalizados têm mais vantagens: pagam juros de 1,75% a 2,6% ao mês. Quem não é associado a uma entidade paga taxas entre 2% e 3,3% mensais.

Os prazos de pagamento variam de 6 a 36 meses (para sindicalizados ou não). O caminho mais fácil para conseguir crédito é verificar se o sindicato ao qual o trabalhador é filiado já fez algum acordo com bancos. É preciso levar um comprovante de vínculo empregatício (preferencialmente o contracheque) e de sindicalização (para os filiados), além dos documentos tradicionais (identidade, CPF etc).

Enquanto os juros do cheque especial estão na casa de 140% ao ano, o custo do crédito em consignação é de 38,1% anuais. A redução do custo é explicada pelo fato de a garantia das operações de crédito em consignação ter melhor qualidade que as dadas nas demais operações de crédito pessoal. Ou seja, a garantia é o próprio salário do tomador do empréstimo. As prestações do empréstimo com desconto em folha de pagamento estão limitadas a 30% da renda líquida dotrabalhador ou a 40% da remuneração bruta.

Atualmente mais de 60% dos tomadores de empréstimos em consignação são servidores públicos, mas o número de empresas a assinar o convênio com os bancos está crescendo mensalmente. Na Caixa, mais de 400 empresas do Paraná assinaram convênio este ano, e os empréstimos consignados em folha de pagamento superaram a casa de R$ 170 milhões. No Banco do Brasil foram 4,7 mil contratos firmados com trabalhadores paranaenses.

Segundo informou ontem o vice-presidente de Varejo do BB, Édson Monteiro, o que se observa é um crescimento acentuado deste tipo de operação puxado pelo custo, que varia de 1,75% ao mês para empréstimos de até seis meses de prazo e 3,20% mensais para 24 meses. O BB destinou este ano R$ 1,2 bilhão em recursos para empréstimos com desconto em folha, atendendo mais de 540 mil operações.

O Paraná Banco foi um dos pioneiros no Brasil a operar com empréstimos consignados em folha de pagamento. Só que antes da Lei 10.820, de dezembro de 2003, que criou este financiamento, a instituição paranaense atuava somente na área pública. Segundo o diretor financeiro do Paraná Banco, André Malucelli, hoje a instituição tem mais de 50 empresas privadas conveniadas no estado e está iniciando operações em São Paulo. No tocante ao setor público, o banco tem 250 mil contratos fechados com servidores de vários estados. Na opinião de André Malucelli, o produto virou uma commodity que vem sendo disputada pelos mais variados bancos que atuam no país.

Inadimplência

Os dados de inadimplência das operações de crédito para pessoas físicas também têm sido beneficiados pelo incremento dos empréstimos com desconto em folha. A taxa de inadimplência das diversas operações de empréstimos vem recuando mensalmente e chega hoje a 13%, menor porcentual desde os 12,4% de junho de 2001. No caso da inadimplência dos empréstimos com desconto em folha, a taxa está na casa de 0,5% a no máximo 1,5%.

Fonte: Gazeta do Povo – Mirian Gasparin e agências

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Empréstimo consignado paga dívidas mais caras

Crédito com desconto em folha tem juros três vezes mais barato que o cheque especial
Os trabalhadores estão trocando suas dívidas de custo maior por outras de menor valor. A operação está sendo possível graças aos empréstimos com desconto em folha de pagamento, cujo custo chega a ser três vezes menor do que as taxas de juros do cheque especial ou do crédito pessoal.
As operações de crédito bancário com desconto em folha de pagamento tiveram crescimento de 39,5% entre janeiro e julho, segundo dados do Banco Central. A expansão elevou o saldo de R$ 5,9 bilhões em janeiro para R$ 8,231 bilhões no mês passado. Para o segundo semestre do ano, os bancos estão prevendo um aumento ainda maior no volume de operações. “Ao ser informado do custo desta modalidade de empréstimo, o trabalhador pressiona a empresa a assinar o convênio com o banco”, destaca o gerente de Mercado da Caixa Econômica Federal, Fábio Canelós.
Os empréstimos com desconto em folha foram criados em setembro de 2003, mas começaram a deslanchar no início deste ano. Todo trabalhador tem direito a pedir um empréstimo ao banco, mas os sindicalizados têm mais vantagens: pagam juros de 1,75% a 2,6% ao mês. Quem não é associado a uma entidade paga taxas entre 2% e 3,3% mensais.
Os prazos de pagamento variam de 6 a 36 meses (para sindicalizados ou não). O caminho mais fácil para conseguir crédito é verificar se o sindicato ao qual o trabalhador é filiado já fez algum acordo com bancos. É preciso levar um comprovante de vínculo empregatício (preferencialmente o contracheque) e de sindicalização (para os filiados), além dos documentos tradicionais (identidade, CPF etc).
Enquanto os juros do cheque especial estão na casa de 140% ao ano, o custo do crédito em consignação é de 38,1% anuais. A redução do custo é explicada pelo fato de a garantia das operações de crédito em consignação ter melhor qualidade que as dadas nas demais operações de crédito pessoal. Ou seja, a garantia é o próprio salário do tomador do empréstimo. As prestações do empréstimo com desconto em folha de pagamento estão limitadas a 30% da renda líquida dotrabalhador ou a 40% da remuneração bruta.
Atualmente mais de 60% dos tomadores de empréstimos em consignação são servidores públicos, mas o número de empresas a assinar o convênio com os bancos está crescendo mensalmente. Na Caixa, mais de 400 empresas do Paraná assinaram convênio este ano, e os empréstimos consignados em folha de pagamento superaram a casa de R$ 170 milhões. No Banco do Brasil foram 4,7 mil contratos firmados com trabalhadores paranaenses.
Segundo informou ontem o vice-presidente de Varejo do BB, Édson Monteiro, o que se observa é um crescimento acentuado deste tipo de operação puxado pelo custo, que varia de 1,75% ao mês para empréstimos de até seis meses de prazo e 3,20% mensais para 24 meses. O BB destinou este ano R$ 1,2 bilhão em recursos para empréstimos com desconto em folha, atendendo mais de 540 mil operações.
O Paraná Banco foi um dos pioneiros no Brasil a operar com empréstimos consignados em folha de pagamento. Só que antes da Lei 10.820, de dezembro de 2003, que criou este financiamento, a instituição paranaense atuava somente na área pública. Segundo o diretor financeiro do Paraná Banco, André Malucelli, hoje a instituição tem mais de 50 empresas privadas conveniadas no estado e está iniciando operações em São Paulo. No tocante ao setor público, o banco tem 250 mil contratos fechados com servidores de vários estados. Na opinião de André Malucelli, o produto virou uma commodity que vem sendo disputada pelos mais variados bancos que atuam no país.
Inadimplência
Os dados de inadimplência das operações de crédito para pessoas físicas também têm sido beneficiados pelo incremento dos empréstimos com desconto em folha. A taxa de inadimplência das diversas operações de empréstimos vem recuando mensalmente e chega hoje a 13%, menor porcentual desde os 12,4% de junho de 2001. No caso da inadimplência dos empréstimos com desconto em folha, a taxa está na casa de 0,5% a no máximo 1,5%.
Fonte: Gazeta do Povo – Mirian Gasparin e agências

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