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BNDES dará crédito para quem criar emprego

Na esteira da preocupação com os investimentos para garantir a expansão de longo prazo da economia, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, anunciou ontem uma linha de financiamento emergencial do BNDES, no valor de R$ 2,5 bilhões, para empresas com capacidade ociosa que precisam de capital de giro para aumentar a produção e abrir postos de trabalho.

A liberação dos recursos estará atrelada a metas de produção e geração de empregos (especialmente no caso das grandes empresas). Do total a ser liberado, R$ 1,2 bilhão será destinado às grandes empresas e R$ 1,3 bilhão, às micro, pequenas e médias companhias.

Empresa que não cumprir meta pagará juros maiores
Segundo Furlan, entre os setores prioritários estão o farmacêutico, o de confecções e o de bebidas e refrigerantes. Os empréstimos deverão ser solicitados no período de setembro a dezembro deste ano, e as liberações poderão ocorrer ainda em 2004.

A medida foi aprovada ontem pelo Conselho de Administração do BNDES, que instituiu o Programa de Geração de Emprego e Renda (Progedem). Trata-se de uma resposta à forte preocupação do governo com o aumento da demanda interna, que, sem investimentos e crescimento da produção, poderá levar o país a sacrificar parte de suas exportações e conviver com novas altas da inflação, causadas pelo desabastecimento.

A linha de crédito é uma das ações que estão sendo discutidas para permitir o que Furlan chamou de “choque de oferta”.

— Vamos privilegiar setores que ainda operam com capacidade ociosa e também os Arranjos Produtivos Locais (APLs), que são empresas de uma cadeia produtiva instaladas num mesmo local, atualmente a grande aposta do governo — afirmou o ministro.

Os empréstimos terão prazo de 24 meses, com 12 meses de carência. Os recursos serão corrigidos pela Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), hoje em 9,75% ao ano, mais spread (diferença entre o custo de captação do BNDES e o que o banco estatal cobra da empresa) de 3,5% a 11%, de acordo com o cumprimento das metas estabelecidas. Quem não cumprir as metas paga mais, aproximando-se do valor cobrado pelo sistema financeiro.

As grandes empresas poderão tomar até R$ 100 milhões, as micro terão o financiamento limitado a R$ 100 mil, as pequenas, a R$ 500 mil e as médias, a R$ 4 milhões. Mas Furlan frisou que o montante emprestado estará ligado à capacidade de geração de empregos.

O objetivo do governo é oferecer recursos a um custo abaixo do de mercado para que as empresas comprem insumos e girem a produção — mesmo que no momento não disponham de muito dinheiro em caixa ou capacidade de endividamento para fazer grandes investimentos na expansão de suas atividades, como a compra de máquinas e equipamentos.

Fonte: O Globo – Eliane Oliveira

Por 11:00 Notícias

BNDES dará crédito para quem criar emprego

Na esteira da preocupação com os investimentos para garantir a expansão de longo prazo da economia, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, anunciou ontem uma linha de financiamento emergencial do BNDES, no valor de R$ 2,5 bilhões, para empresas com capacidade ociosa que precisam de capital de giro para aumentar a produção e abrir postos de trabalho.
A liberação dos recursos estará atrelada a metas de produção e geração de empregos (especialmente no caso das grandes empresas). Do total a ser liberado, R$ 1,2 bilhão será destinado às grandes empresas e R$ 1,3 bilhão, às micro, pequenas e médias companhias.
Empresa que não cumprir meta pagará juros maiores
Segundo Furlan, entre os setores prioritários estão o farmacêutico, o de confecções e o de bebidas e refrigerantes. Os empréstimos deverão ser solicitados no período de setembro a dezembro deste ano, e as liberações poderão ocorrer ainda em 2004.
A medida foi aprovada ontem pelo Conselho de Administração do BNDES, que instituiu o Programa de Geração de Emprego e Renda (Progedem). Trata-se de uma resposta à forte preocupação do governo com o aumento da demanda interna, que, sem investimentos e crescimento da produção, poderá levar o país a sacrificar parte de suas exportações e conviver com novas altas da inflação, causadas pelo desabastecimento.
A linha de crédito é uma das ações que estão sendo discutidas para permitir o que Furlan chamou de “choque de oferta”.
— Vamos privilegiar setores que ainda operam com capacidade ociosa e também os Arranjos Produtivos Locais (APLs), que são empresas de uma cadeia produtiva instaladas num mesmo local, atualmente a grande aposta do governo — afirmou o ministro.
Os empréstimos terão prazo de 24 meses, com 12 meses de carência. Os recursos serão corrigidos pela Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), hoje em 9,75% ao ano, mais spread (diferença entre o custo de captação do BNDES e o que o banco estatal cobra da empresa) de 3,5% a 11%, de acordo com o cumprimento das metas estabelecidas. Quem não cumprir as metas paga mais, aproximando-se do valor cobrado pelo sistema financeiro.
As grandes empresas poderão tomar até R$ 100 milhões, as micro terão o financiamento limitado a R$ 100 mil, as pequenas, a R$ 500 mil e as médias, a R$ 4 milhões. Mas Furlan frisou que o montante emprestado estará ligado à capacidade de geração de empregos.
O objetivo do governo é oferecer recursos a um custo abaixo do de mercado para que as empresas comprem insumos e girem a produção — mesmo que no momento não disponham de muito dinheiro em caixa ou capacidade de endividamento para fazer grandes investimentos na expansão de suas atividades, como a compra de máquinas e equipamentos.
Fonte: O Globo – Eliane Oliveira

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