Em rodada de negociação encerrada na manhã desta quarta-feira (8/9), a comissão de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou à Executiva Nacional dos Bancários uma nova proposta de reajuste salarial que varia de 8,5% a 12,77%, de acordo com a faixa salarial.
Até os salários de R$ 1.500, todos os bancários receberiam 8,5% de reajuste mais R$ 30. Isso faz com que a valorização do piso da categoria (R$ 702,66) seja de 12,77%. Para quem ganha R$ 1.500, o reajuste seria de 10,5%. Daí para frente, todas as faixas salariais teriam direito a reajuste de 8,5%, assim como todas as demais verbas salariais, a exemplo dos tíquetes e auxílio-creche.
A proposta incluiu também uma nova conquista: vale-alimentação extra de R$ 217. A Participação nos Lucros e Resultados apresentada pelos banqueiros seria de 80% do salário mais R$ 705, com antecipação de 60% logo após a assinatura do acordo, garantido que nenhum trabalhador receba menos que R$ 900 nessa antecipação.
O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, diz que, dentro do processo negocial, essa foi a proposta possível de alcançar. “Os bancários teriam aumento real que varia de quase 2% até 6% em algumas faixas salariais.
O piso salarial, corroído nos últimos anos pela política de abono dos banqueiros, sairia valorizado. Além disso, agregar uma nova conquista ao contrato coletivo da categoria é muito importante”, avalia o dirigente, referindo-se ao vale-alimentação extra. “Também conseguimos avançar no sentido de colocar já, no bolso do trabalhador, mais dinheiro, com a antecipação de 60% da PLR. Mas quem vai definir se a proposta será aceita ou não, são os bancários.”
A categoria apreciará a proposta dos banqueiros em assembléia no próximo dia 14. Há indicativo de greve para o dia 21, caso a proposta seja rejeitada.
Bancos federais – A proposta apresentada pelos banqueiros vale para todos os bancos, inclusive os federais. A campanha dos bancários, que têm data-base em 1º de setembro, é unificada. Prosseguem as negociações com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal sobre questões específicas aos trabalhadores dessas empresas.
Cláudia Motta – Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
Publicada em 08/09/2004 – Matéria da seção Brasil do sítio www.cut.org.br
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Por Mhais• 8 de setembro de 2004• 14:57• Sem categoria
Banqueiros apresentam proposta de reajustes que variam de 8,5% a 12,77%
Em rodada de negociação encerrada na manhã desta quarta-feira (8/9), a comissão de negociação da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou à Executiva Nacional dos Bancários uma nova proposta de reajuste salarial que varia de 8,5% a 12,77%, de acordo com a faixa salarial.
Até os salários de R$ 1.500, todos os bancários receberiam 8,5% de reajuste mais R$ 30. Isso faz com que a valorização do piso da categoria (R$ 702,66) seja de 12,77%. Para quem ganha R$ 1.500, o reajuste seria de 10,5%. Daí para frente, todas as faixas salariais teriam direito a reajuste de 8,5%, assim como todas as demais verbas salariais, a exemplo dos tíquetes e auxílio-creche.
A proposta incluiu também uma nova conquista: vale-alimentação extra de R$ 217. A Participação nos Lucros e Resultados apresentada pelos banqueiros seria de 80% do salário mais R$ 705, com antecipação de 60% logo após a assinatura do acordo, garantido que nenhum trabalhador receba menos que R$ 900 nessa antecipação.
O presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, diz que, dentro do processo negocial, essa foi a proposta possível de alcançar. “Os bancários teriam aumento real que varia de quase 2% até 6% em algumas faixas salariais.
O piso salarial, corroído nos últimos anos pela política de abono dos banqueiros, sairia valorizado. Além disso, agregar uma nova conquista ao contrato coletivo da categoria é muito importante”, avalia o dirigente, referindo-se ao vale-alimentação extra. “Também conseguimos avançar no sentido de colocar já, no bolso do trabalhador, mais dinheiro, com a antecipação de 60% da PLR. Mas quem vai definir se a proposta será aceita ou não, são os bancários.”
A categoria apreciará a proposta dos banqueiros em assembléia no próximo dia 14. Há indicativo de greve para o dia 21, caso a proposta seja rejeitada.
Bancos federais – A proposta apresentada pelos banqueiros vale para todos os bancos, inclusive os federais. A campanha dos bancários, que têm data-base em 1º de setembro, é unificada. Prosseguem as negociações com as direções do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal sobre questões específicas aos trabalhadores dessas empresas.
Cláudia Motta – Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
Publicada em 08/09/2004 – Matéria da seção Brasil do sítio www.cut.org.br
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