O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho, quer a participação do governo na negociação de um pacto social para dar sustentabilidade ao crescimento econômico.
Segundo ele, o governo tem de sinalizar que dá apoio para esse pacto, que já conta com o apoio do presidente eleito da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf.
“Vamos ou não vamos [para o acordo]? O governo tem de apostar nesse acordo [do pacto social]. Porque se o governo não apostar, não tem negociação possível”, disse Marinho.
Segundo ele, os rumores de que o fechamento de um pacto social teria rachado a cúpula do governo não enfraquece a proposta.
“Quando pensamos em governo, é no presidente Lula que nos referenciamos e não nesse ou naquele ministro. É do presidente que vamos cobrar uma posição sobre uma negociação nacional.”
Há rumores de que a proposta teria sido elogiada pelo ministro da Casa Civil, José Dirceu, mas criticada pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci.
A proposta da CUT-Fiesp tem por objetivo evitar que uma alta da inflação leve o Banco Central a promover uma nova alta da Selic, fixada hoje em 16% ao ano.
“Nosso juro já está entre os mais altos do mundo. Não podemos suportar uma nova alta. Precisamos de um acordo nacional para sustentar o crescimento por um longo prazo”, disse Marinho.
Depois da Fiesp, Marinho pretende apresentar a proposta para outros grupos empresariais. O próximo encontro deve ocorrer na próxima semana, com a CNI (Confederação Nacional da Indústria).
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
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Por Mhais• 9 de setembro de 2004• 09:08• Sem categoria
CUT cobra a participação de Lula no pacto social
O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Luiz Marinho, quer a participação do governo na negociação de um pacto social para dar sustentabilidade ao crescimento econômico.
Segundo ele, o governo tem de sinalizar que dá apoio para esse pacto, que já conta com o apoio do presidente eleito da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf.
“Vamos ou não vamos [para o acordo]? O governo tem de apostar nesse acordo [do pacto social]. Porque se o governo não apostar, não tem negociação possível”, disse Marinho.
Segundo ele, os rumores de que o fechamento de um pacto social teria rachado a cúpula do governo não enfraquece a proposta.
“Quando pensamos em governo, é no presidente Lula que nos referenciamos e não nesse ou naquele ministro. É do presidente que vamos cobrar uma posição sobre uma negociação nacional.”
Há rumores de que a proposta teria sido elogiada pelo ministro da Casa Civil, José Dirceu, mas criticada pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci.
A proposta da CUT-Fiesp tem por objetivo evitar que uma alta da inflação leve o Banco Central a promover uma nova alta da Selic, fixada hoje em 16% ao ano.
“Nosso juro já está entre os mais altos do mundo. Não podemos suportar uma nova alta. Precisamos de um acordo nacional para sustentar o crescimento por um longo prazo”, disse Marinho.
Depois da Fiesp, Marinho pretende apresentar a proposta para outros grupos empresariais. O próximo encontro deve ocorrer na próxima semana, com a CNI (Confederação Nacional da Indústria).
FABIANA FUTEMA
da Folha Online
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