A direção da Caixa Econômica Federal assumiu ontem em São Paulo (SP), durante rodada de negociação com a CNB/CUT (Confederação Nacional dos Bancários) e a CEE/Caixa (Comissão Executiva dos Empregados), o compromisso de cumprir o acordo coletivo da Fenaban (Federação Nacional dos Bancários), inclusive o pagamento da PLR (participação nos lucros e resultados).
A proposta apresentada esta semana pela Fenaban contempla índice de reajuste salarial de 8,5%, aumento real para todas as faixas salariais, PLR de 80% do salário mais valor fixo de R$ 705,25, 13ª cesta alimentação, valorização dos pisos salariais e fim da política de abono. Trata-se, segundo avaliação da Executiva Nacional dos Bancários, de uma proposta bastante positiva, principalmente por garantir reajuste acima da inflação ao incorporar mais R$ 30 fixos de aumento para quem recebe salários de até R$ 1.500. No caso dos bancários que recebem o piso da categoria, hoje de R$ 702,66, o reajuste chega a 12,77%.
A rodada de ontem entre a CNB/CUT, a CEE/Caixa e a direção empresa tratou ainda das questões complementares à minuta mínima unificada. Neste particular, houve avanços na discussão de pontos como a RH 008 e o novo plano de benefícios da Funcef. No caso da RH 008, a Caixa se compromete a readmitir todos os empregados que possuem sentença favorável em primeira instância e também aqueles que obtiveram liminar contra a dispensa. No caso dos empregados com liminar, a empresa pagará os encargos sociais em contagem de tempo do período afastado, mas não pagará os salários referentes a este período.
Houve avanços ainda em diversos outros pontos complementares, como a extensão do direito de conversão de Apips para os técnicos bancários, a renovação das cláusulas do acordo coletivo anterior, a alteração de normativos sobre seqüestros (prioridade será dada à defesa da vida, ficando o patrimônio em segundo plano). A Caixa também concorda em alterar a atual sistemática de Sipon (Sistema de Ponto Eletrônico), de modo a assegurar que os mecanismos de registros reflitam a real situação da jornada individual de trabalho de cada empregado. As mudanças no Sipon visam ainda impedir que o empregado acesse qualquer outro sistema quando o Sipon não estiver disponível. E mais: tendo em vista problemas operacionais para a implementação dessa medida, será estabelecido um cronograma para incluir os diversos sistemas existentes na empresa.
Outro ponto das negociações na Caixa diz respeito ao novo plano de benefícios da Funcef. A empresa assumiu o compromisso de estabelecer prazo para a implantação desse novo plano.
Banco do Brasil
Está marcada para hoje à tarde em São Paulo negociação entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e a direção do BB. Na ocasião, a empresa irá apresentar resposta para as reivindicações específicas do funcionalismo.
Banco da Amazônia
A exemplo do que ocorreu na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil, o Basa (Banco da Amazônia) também irá cumprir integralmente o acordo coletivo que vier a ser firmado com a Fenaban. Na negociação realizada na última quarta-feira, a direção do banco e os representantes dos funcionários assinaram o pré-acordo garantindo aos trabalhadores do Basa a Convenção Coletiva Nacional da categoria bancária.
A negociação garantiu ainda que o atual acordo coletivo ficará mantido até a assinatura de um novo instrumento. As cláusulas específicas serão debatidas em negociações permanentes. Nova rodada está marcada para esta sexta-feira, dia 10 de setembro.
Banco do Nordeste
Também nesta sexta-feira, em Fortaleza (CE), acontece mais uma rodada de negociações entre a CNB/CUT, a Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (Banco do Nordeste) e a direção do banco. Na pauta, pré-acordo e outros assuntos pertinentes à campanha salarial unificada deste ano.
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Por Mhais• 10 de setembro de 2004• 13:31• Sem categoria
Caixa irá cumprir acordo coletivo a ser firmado com a Fenaban
A direção da Caixa Econômica Federal assumiu ontem em São Paulo (SP), durante rodada de negociação com a CNB/CUT (Confederação Nacional dos Bancários) e a CEE/Caixa (Comissão Executiva dos Empregados), o compromisso de cumprir o acordo coletivo da Fenaban (Federação Nacional dos Bancários), inclusive o pagamento da PLR (participação nos lucros e resultados).
A proposta apresentada esta semana pela Fenaban contempla índice de reajuste salarial de 8,5%, aumento real para todas as faixas salariais, PLR de 80% do salário mais valor fixo de R$ 705,25, 13ª cesta alimentação, valorização dos pisos salariais e fim da política de abono. Trata-se, segundo avaliação da Executiva Nacional dos Bancários, de uma proposta bastante positiva, principalmente por garantir reajuste acima da inflação ao incorporar mais R$ 30 fixos de aumento para quem recebe salários de até R$ 1.500. No caso dos bancários que recebem o piso da categoria, hoje de R$ 702,66, o reajuste chega a 12,77%.
A rodada de ontem entre a CNB/CUT, a CEE/Caixa e a direção empresa tratou ainda das questões complementares à minuta mínima unificada. Neste particular, houve avanços na discussão de pontos como a RH 008 e o novo plano de benefícios da Funcef. No caso da RH 008, a Caixa se compromete a readmitir todos os empregados que possuem sentença favorável em primeira instância e também aqueles que obtiveram liminar contra a dispensa. No caso dos empregados com liminar, a empresa pagará os encargos sociais em contagem de tempo do período afastado, mas não pagará os salários referentes a este período.
Houve avanços ainda em diversos outros pontos complementares, como a extensão do direito de conversão de Apips para os técnicos bancários, a renovação das cláusulas do acordo coletivo anterior, a alteração de normativos sobre seqüestros (prioridade será dada à defesa da vida, ficando o patrimônio em segundo plano). A Caixa também concorda em alterar a atual sistemática de Sipon (Sistema de Ponto Eletrônico), de modo a assegurar que os mecanismos de registros reflitam a real situação da jornada individual de trabalho de cada empregado. As mudanças no Sipon visam ainda impedir que o empregado acesse qualquer outro sistema quando o Sipon não estiver disponível. E mais: tendo em vista problemas operacionais para a implementação dessa medida, será estabelecido um cronograma para incluir os diversos sistemas existentes na empresa.
Outro ponto das negociações na Caixa diz respeito ao novo plano de benefícios da Funcef. A empresa assumiu o compromisso de estabelecer prazo para a implantação desse novo plano.
Banco do Brasil
Está marcada para hoje à tarde em São Paulo negociação entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil e a direção do BB. Na ocasião, a empresa irá apresentar resposta para as reivindicações específicas do funcionalismo.
Banco da Amazônia
A exemplo do que ocorreu na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil, o Basa (Banco da Amazônia) também irá cumprir integralmente o acordo coletivo que vier a ser firmado com a Fenaban. Na negociação realizada na última quarta-feira, a direção do banco e os representantes dos funcionários assinaram o pré-acordo garantindo aos trabalhadores do Basa a Convenção Coletiva Nacional da categoria bancária.
A negociação garantiu ainda que o atual acordo coletivo ficará mantido até a assinatura de um novo instrumento. As cláusulas específicas serão debatidas em negociações permanentes. Nova rodada está marcada para esta sexta-feira, dia 10 de setembro.
Banco do Nordeste
Também nesta sexta-feira, em Fortaleza (CE), acontece mais uma rodada de negociações entre a CNB/CUT, a Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (Banco do Nordeste) e a direção do banco. Na pauta, pré-acordo e outros assuntos pertinentes à campanha salarial unificada deste ano.
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