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Nota Oficial: CUT reafirma necessidade de negociação nacional

(São Paulo) Diante de especulações sobre a proposta de entendimento nacional em debate na sociedade, que a imprensa erroneamente insiste em tratar como proposta de pacto social, a CUT vem a público reafirmar:
1. Em 19 de agosto, depois de avaliar como positivas as notícias sobre o desempenho da economia brasileira, a Direção Nacional da CUT reunida em São Paulo deu publicidade – através de coletiva à imprensa – à resolução política (www.cut.org.br) que avalia a conjuntura econômica do País e propõe ampla negociação nacional com o objetivo de garantir um crescimento sustentável para a economia brasileira.
2. A resolução fala na necessidade de adoção de medidas de recuperação dos salários, de investimentos em infra-estrutura, aumento da capacidade de produção da indústria, garantia de fornecimento de matérias primas, redução das taxas de juros básicos e na ponta do crédito, entre outras iniciativas. Fala também na necessidade de recompor a ação do Estado nas políticas públicas voltadas para as áreas sociais, e recuperar seu papel na promoção do desenvolvimento e dos investimentos, especialmente na área de infra-estrutura.
3. Com base nesta avaliação, a resolução propõe ao governo federal aproveitar este momento positivo para a economia nacional para liderar um amplo processo de negociação na sociedade brasileira com o objetivo de superar os riscos que ameaçam a sustentação do atual processo de crescimento.
4. Além de dispor-se a participar, a CUT sustenta a necessidade de envolver nesta negociação os movimentos sociais (inclusive outras centrais sindicais), assim como empresários dos setores produtivo e financeiro.
5. Segundo a resolução, os bancos devem ser chamados à necessidade de reduzir taxas de juros na ponta do tomador final e as empresas têm de, nas cadeias produtivas, negociar preços e abastecimento de insumos a longo prazo. O governo tem de – sem reduzir arrecadação – estar disposto a promover a redução da carga tributária com um caráter redistributivo da renda. A resolução conclui: mais que metas de inflação e recordes de arrecadação, o País precisa pensar em desenvolvimento a partir da valorização do trabalho formal e do crescimento da produção de bens de valor agregado e do consumo, do estabelecimento de metas sociais como a da geração de emprego, metas de aumento de salário médio, massa salarial e distribuição de renda.
6. Diante deste posicionamento oficial de sua direção nacional, a CUT rejeita as especulações feitas em torno de posições que admitam diminuir reivindicações salariais, proponham a exclusão de outros atores sociais, em particular as demais centrais sindicais, e repudia as tentativas de envolvê-la em falsas polêmicas com a equipe econômica do governo.
7. Reitera, finalmente, sua confiança na capacidade do presidente Lula liderar este amplo processo de negociação na sociedade brasileira.
Fonte: CUT

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Nota Oficial: CUT reafirma necessidade de negociação nacional

(São Paulo) Diante de especulações sobre a proposta de entendimento nacional em debate na sociedade, que a imprensa erroneamente insiste em tratar como proposta de pacto social, a CUT vem a público reafirmar:

1. Em 19 de agosto, depois de avaliar como positivas as notícias sobre o desempenho da economia brasileira, a Direção Nacional da CUT reunida em São Paulo deu publicidade – através de coletiva à imprensa – à resolução política (www.cut.org.br) que avalia a conjuntura econômica do País e propõe ampla negociação nacional com o objetivo de garantir um crescimento sustentável para a economia brasileira.

2. A resolução fala na necessidade de adoção de medidas de recuperação dos salários, de investimentos em infra-estrutura, aumento da capacidade de produção da indústria, garantia de fornecimento de matérias primas, redução das taxas de juros básicos e na ponta do crédito, entre outras iniciativas. Fala também na necessidade de recompor a ação do Estado nas políticas públicas voltadas para as áreas sociais, e recuperar seu papel na promoção do desenvolvimento e dos investimentos, especialmente na área de infra-estrutura.

3. Com base nesta avaliação, a resolução propõe ao governo federal aproveitar este momento positivo para a economia nacional para liderar um amplo processo de negociação na sociedade brasileira com o objetivo de superar os riscos que ameaçam a sustentação do atual processo de crescimento.

4. Além de dispor-se a participar, a CUT sustenta a necessidade de envolver nesta negociação os movimentos sociais (inclusive outras centrais sindicais), assim como empresários dos setores produtivo e financeiro.

5. Segundo a resolução, os bancos devem ser chamados à necessidade de reduzir taxas de juros na ponta do tomador final e as empresas têm de, nas cadeias produtivas, negociar preços e abastecimento de insumos a longo prazo. O governo tem de – sem reduzir arrecadação – estar disposto a promover a redução da carga tributária com um caráter redistributivo da renda. A resolução conclui: mais que metas de inflação e recordes de arrecadação, o País precisa pensar em desenvolvimento a partir da valorização do trabalho formal e do crescimento da produção de bens de valor agregado e do consumo, do estabelecimento de metas sociais como a da geração de emprego, metas de aumento de salário médio, massa salarial e distribuição de renda.

6. Diante deste posicionamento oficial de sua direção nacional, a CUT rejeita as especulações feitas em torno de posições que admitam diminuir reivindicações salariais, proponham a exclusão de outros atores sociais, em particular as demais centrais sindicais, e repudia as tentativas de envolvê-la em falsas polêmicas com a equipe econômica do governo.

7. Reitera, finalmente, sua confiança na capacidade do presidente Lula liderar este amplo processo de negociação na sociedade brasileira.

Fonte: CUT

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