A paralisação dos bancários iniciada ontem foi parcial e atingiu mais os bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Dados preliminares da Confederação Nacional dos Bancários (CNB) indicavam que o número de trabalhadores que já aderiram ao movimento se aproxima de 50 mil. Em São Paulo, o sindicato da categoria estima que as paralisações tenham atingido 180 agências somente na capital, com a adesão de mais de 15 mil bancários.
Vagner Freitas, presidente da CNB, diz que os empregados acreditam que as paralisações irão trazer um reajuste maior. Eles pedem 17,68% somente de aumento real, o que elevaria para 25% a reivindicação de aumento salarial da categoria se considerada a reposição da inflação. “A perspectiva é de que a adesão à greve aumente e se espalhe para mais partes do país”, ressaltou Freitas.
O superintendente de relações de trabalho da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Magnus Ribas Apostólico, afirma que um número limitado de agências foi afetado e a paralisação não foi capaz de inviabilizar os serviços bancários. “A tecnologia e informatização dos serviços não foi afetada”.
Para ele, a proposta de reajuste de 8,5%, sendo 2,5% de aumento real foi construída “a duras penas na mesa de negociação junto aos sindicatos”. Por isso, a greve foi motivo de surpresa para a Fenaban. “A proposta é excelente, é o melhor reajuste em dez anos”.
Ao saber da continuidade do movimento, a comissão de negociadores Fenaban marcou uma reunião de urgência. O resultado do encontro, entretanto, não era previsto para ontem.
A manutenção da greve foi aprovada por capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Brasília. Os bancários de Porto Alegre entram em greve a partir de hoje. Segundo o sindicato do Rio de Janeiro, cerca de 18 mil dos 30 mil bancários da capital carioca ficaram parados. A adesão foi mais forte no Banco do Brasil e na Caixa Econômica. No centro da cidade, 95% das agências permaneceram fechadas durante todo o dia.
Os bancários do Distrito Federal entraram em greve por tempo indeterminado. Ontem, eles realizaram uma paralisação de advertência que, a princípio, iria durar apenas 24 horas. Segundo o sindicato local, a paralisação atingiu cerca de 90% dos funcionários do BB, e 70% dos funcionários da CEF. Já nos bancos privados, o índice de adesão foi de cerca de 10%, na avaliação do sindicato.
Em Florianópolis mais de 2,5 mil dos 4 mil bancários cruzaram os braços. A adesão nos bancos públicos foi de 100% nas doze agências da Caixa Econômica Federal e nos dezoito do Banco do Brasil, além de 40% da Superintendência do BB. Em Brasília, a paralisação atingiu mais de 10 mil bancários. Nas demais capitais, os bancários já decidiram iniciar as paralisações a partir do dia 21.
Fonte: Valor Econômico – Raquel Salgado
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Por Mhais• 16 de setembro de 2004• 18:16• Sem categoria
Greve dos bancários afeta mais os bancos públicos
A paralisação dos bancários iniciada ontem foi parcial e atingiu mais os bancos públicos, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Dados preliminares da Confederação Nacional dos Bancários (CNB) indicavam que o número de trabalhadores que já aderiram ao movimento se aproxima de 50 mil. Em São Paulo, o sindicato da categoria estima que as paralisações tenham atingido 180 agências somente na capital, com a adesão de mais de 15 mil bancários.
Vagner Freitas, presidente da CNB, diz que os empregados acreditam que as paralisações irão trazer um reajuste maior. Eles pedem 17,68% somente de aumento real, o que elevaria para 25% a reivindicação de aumento salarial da categoria se considerada a reposição da inflação. “A perspectiva é de que a adesão à greve aumente e se espalhe para mais partes do país”, ressaltou Freitas.
O superintendente de relações de trabalho da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Magnus Ribas Apostólico, afirma que um número limitado de agências foi afetado e a paralisação não foi capaz de inviabilizar os serviços bancários. “A tecnologia e informatização dos serviços não foi afetada”.
Para ele, a proposta de reajuste de 8,5%, sendo 2,5% de aumento real foi construída “a duras penas na mesa de negociação junto aos sindicatos”. Por isso, a greve foi motivo de surpresa para a Fenaban. “A proposta é excelente, é o melhor reajuste em dez anos”.
Ao saber da continuidade do movimento, a comissão de negociadores Fenaban marcou uma reunião de urgência. O resultado do encontro, entretanto, não era previsto para ontem.
A manutenção da greve foi aprovada por capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Brasília. Os bancários de Porto Alegre entram em greve a partir de hoje. Segundo o sindicato do Rio de Janeiro, cerca de 18 mil dos 30 mil bancários da capital carioca ficaram parados. A adesão foi mais forte no Banco do Brasil e na Caixa Econômica. No centro da cidade, 95% das agências permaneceram fechadas durante todo o dia.
Os bancários do Distrito Federal entraram em greve por tempo indeterminado. Ontem, eles realizaram uma paralisação de advertência que, a princípio, iria durar apenas 24 horas. Segundo o sindicato local, a paralisação atingiu cerca de 90% dos funcionários do BB, e 70% dos funcionários da CEF. Já nos bancos privados, o índice de adesão foi de cerca de 10%, na avaliação do sindicato.
Em Florianópolis mais de 2,5 mil dos 4 mil bancários cruzaram os braços. A adesão nos bancos públicos foi de 100% nas doze agências da Caixa Econômica Federal e nos dezoito do Banco do Brasil, além de 40% da Superintendência do BB. Em Brasília, a paralisação atingiu mais de 10 mil bancários. Nas demais capitais, os bancários já decidiram iniciar as paralisações a partir do dia 21.
Fonte: Valor Econômico – Raquel Salgado
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