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Greve nacional de bancários é a maior desde 1990

A greve nacional dos bancários, que prossegue hoje, é a maior realizada pela categoria desde 1990. Segundo os sindicatos dos bancários do Rio e de São Paulo, 200 mil trabalhadores em 18 estados já estão parados e a adesão deve crescer. Hoje de manhã, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) vai consultar as instituições financeiras para decidir se reabre ou não as negociações salariais.
Magnus Ribas Apostólico, superintendente de Relações do Trabalho da Fenaban, disse ontem que os bancos devem manter a proposta inicial, de reajuste de 8,5%, que vem sendo discutida desde junho com a categoria. A decisão pela greve também surpreendeu a Executiva Nacional da Confederação Nacional dos Bancários (CNB), ligada à CUT, que havia recomendado a aprovação da proposta da Fenaban.
A proposta dos bancos, além do reajuste de 8,5%, prevê adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. Já os bancários querem reajuste de 25%.
Sindicatos querem recompor poder de compra
Apostólico argumenta que é difícil para os bancos dar um reajuste de 10%, como ocorreu com os metalúrgicos das montadoras e autopeças, pois a folha de pagamento representa 60% dos custos dos bancos, contra 20% na indústria. Segundo ele, o salário médio pago pelos bancos é de R$ 2.400, contra R$ 1.500 no setor industrial. Ele admite, no entanto, que 60% dos bancários ganham menos que R$ 1.500.
— Os bancários olham apenas o lucro de meia dúzia de bancos e temos de fazer um acordo que satisfaça a 180 instituições. O acordo nacional têm bônus, mas também tem ônus — diz Apostólico.
Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, afirma que o objetivo da categoria é recompor o poder de compra. Segundo ele, nos últimos três anos os bancários só conseguiram abonos salariais, que não são incorporados ao salário. Por isso, outros benefícios, como a parcela do FGTS, por exemplo, não são reajustados. No caso dos bancos oficiais, há oito anos não há reajuste salarial.
— É preciso reconstruir a política do poder de compra do trabalhador. O tamanho do avanço vai depender do tamanho da greve — diz Marcolino.
Em São Paulo, o objetivo é ampliar a paralisação na Avenida Paulista (o centro financeiro da cidade) e levá-la para os bairros e o interior do estado.
Bancos vão à Justiça contra piquete e não perdoam multa
O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Vinícius de Assumpção Silva, afirmou ontem que já estão parados 21 mil dos 30 mil bancários da cidade. Como 70% da categoria trabalham em agências do Centro, o movimento deve ser reforçado naquela área e se espalhar.
Para Apostólico, a greve é parcial e os bancos vão recorrer a ações judiciais (o chamado interdito proibitório) para impedir piquetes, como fez o Bradesco.
Na avaliação de Silva, do Rio, o principal desafio da greve é garantir uma proposta que não rache a categoria, já que os bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, graças a um acordo, terão o mesmo reajuste dos bancos particulares. Ele nega que a greve tenha maior adesão nos bancos públicos, citando Unibanco e HSBC como exemplos.
Apostólico afirma que a greve prejudica os bancos, mas ressalta que os clientes podem ser atendidos por outros meios. Segundo ele, entre 70% e 80% das operações bancárias são feitas hoje em caixas eletrônicos ou internet. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirma que as contas devem ser pagas em dia, pois não haverá perdão das multas.
Fonte: O Globo – Cleide Carvalho

Por 10:39 Sem categoria

Greve nacional de bancários é a maior desde 1990

A greve nacional dos bancários, que prossegue hoje, é a maior realizada pela categoria desde 1990. Segundo os sindicatos dos bancários do Rio e de São Paulo, 200 mil trabalhadores em 18 estados já estão parados e a adesão deve crescer. Hoje de manhã, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) vai consultar as instituições financeiras para decidir se reabre ou não as negociações salariais.

Magnus Ribas Apostólico, superintendente de Relações do Trabalho da Fenaban, disse ontem que os bancos devem manter a proposta inicial, de reajuste de 8,5%, que vem sendo discutida desde junho com a categoria. A decisão pela greve também surpreendeu a Executiva Nacional da Confederação Nacional dos Bancários (CNB), ligada à CUT, que havia recomendado a aprovação da proposta da Fenaban.

A proposta dos bancos, além do reajuste de 8,5%, prevê adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. Já os bancários querem reajuste de 25%.

Sindicatos querem recompor poder de compra
Apostólico argumenta que é difícil para os bancos dar um reajuste de 10%, como ocorreu com os metalúrgicos das montadoras e autopeças, pois a folha de pagamento representa 60% dos custos dos bancos, contra 20% na indústria. Segundo ele, o salário médio pago pelos bancos é de R$ 2.400, contra R$ 1.500 no setor industrial. Ele admite, no entanto, que 60% dos bancários ganham menos que R$ 1.500.

— Os bancários olham apenas o lucro de meia dúzia de bancos e temos de fazer um acordo que satisfaça a 180 instituições. O acordo nacional têm bônus, mas também tem ônus — diz Apostólico.

Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, afirma que o objetivo da categoria é recompor o poder de compra. Segundo ele, nos últimos três anos os bancários só conseguiram abonos salariais, que não são incorporados ao salário. Por isso, outros benefícios, como a parcela do FGTS, por exemplo, não são reajustados. No caso dos bancos oficiais, há oito anos não há reajuste salarial.

— É preciso reconstruir a política do poder de compra do trabalhador. O tamanho do avanço vai depender do tamanho da greve — diz Marcolino.

Em São Paulo, o objetivo é ampliar a paralisação na Avenida Paulista (o centro financeiro da cidade) e levá-la para os bairros e o interior do estado.

Bancos vão à Justiça contra piquete e não perdoam multa
O presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Vinícius de Assumpção Silva, afirmou ontem que já estão parados 21 mil dos 30 mil bancários da cidade. Como 70% da categoria trabalham em agências do Centro, o movimento deve ser reforçado naquela área e se espalhar.

Para Apostólico, a greve é parcial e os bancos vão recorrer a ações judiciais (o chamado interdito proibitório) para impedir piquetes, como fez o Bradesco.

Na avaliação de Silva, do Rio, o principal desafio da greve é garantir uma proposta que não rache a categoria, já que os bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, graças a um acordo, terão o mesmo reajuste dos bancos particulares. Ele nega que a greve tenha maior adesão nos bancos públicos, citando Unibanco e HSBC como exemplos.

Apostólico afirma que a greve prejudica os bancos, mas ressalta que os clientes podem ser atendidos por outros meios. Segundo ele, entre 70% e 80% das operações bancárias são feitas hoje em caixas eletrônicos ou internet. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirma que as contas devem ser pagas em dia, pois não haverá perdão das multas.

Fonte: O Globo – Cleide Carvalho

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