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Berzoini diz que governo não vai intervir nas campanhas salariais

O governo não vai interferir na onda de greves que começa a se espalhar pelo país por aumentos salariais. Os bancários estão em greve desde a semana passada e parcela dos metalúrgicos também cruzou os braços. Os petroleiros também ameaçam parar.
“É uma relação privada. O governo acompanha, monitora, mas não tem o desejo de intervir”, declarou o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini.
“A relação capital-trabalho deve ter o menos de interferência possível. Só quando ocorre prejuízo do cidadão a seus direitos fundamentais, é que pode haver algum tipo de participação na forma de intermediação.”
Na avaliação dele, o movimento grevista para pressionar os patrões por aumentos salariais é um sinal de melhoria do mercado de trabalho. “O trabalhador se sente muito mais animado a reivindicar e a participar de sua entidade de classe quando há um cenário mais favorável no mercado de trabalho”, avalia Berzoini, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.
O ministro disse acreditar que a elevação da taxa dos juros em 0,25 ponto percentual não deverá atingir o nível de emprego, pois os bancos não alteraram as taxas cobradas dos consumidores e das empresas.
Ele afirmou também que o debate sobre o aumento do superávit primário (receita menos despesa, exceto pagamento de juros da dívida) ainda é informal, mas existe, e deverá ser feito com bastante “tranqüilidade”.
Ele disse ter sido defensor da elevação do superávit ainda na transição do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para o governo Lula, como forma de reverter expectativas negativas em relação ao país. “Estamos hoje em uma posição muito mais favorável”, afirmou.
Fonte: Folha de São Paulo

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Berzoini diz que governo não vai intervir nas campanhas salariais

O governo não vai interferir na onda de greves que começa a se espalhar pelo país por aumentos salariais. Os bancários estão em greve desde a semana passada e parcela dos metalúrgicos também cruzou os braços. Os petroleiros também ameaçam parar.

“É uma relação privada. O governo acompanha, monitora, mas não tem o desejo de intervir”, declarou o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini.

“A relação capital-trabalho deve ter o menos de interferência possível. Só quando ocorre prejuízo do cidadão a seus direitos fundamentais, é que pode haver algum tipo de participação na forma de intermediação.”

Na avaliação dele, o movimento grevista para pressionar os patrões por aumentos salariais é um sinal de melhoria do mercado de trabalho. “O trabalhador se sente muito mais animado a reivindicar e a participar de sua entidade de classe quando há um cenário mais favorável no mercado de trabalho”, avalia Berzoini, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

O ministro disse acreditar que a elevação da taxa dos juros em 0,25 ponto percentual não deverá atingir o nível de emprego, pois os bancos não alteraram as taxas cobradas dos consumidores e das empresas.

Ele afirmou também que o debate sobre o aumento do superávit primário (receita menos despesa, exceto pagamento de juros da dívida) ainda é informal, mas existe, e deverá ser feito com bastante “tranqüilidade”.

Ele disse ter sido defensor da elevação do superávit ainda na transição do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para o governo Lula, como forma de reverter expectativas negativas em relação ao país. “Estamos hoje em uma posição muito mais favorável”, afirmou.

Fonte: Folha de São Paulo

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