O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região registrou hoje mais um episódio de violência contra a categoria, em greve desde a quarta-feira da semana passada. O incidente de hoje envolveu a Polícia Militar e o comando de greve montado em frente ao prédio da Nossa Caixa, na região central de São Paulo.
No meio do confronto, o diretor do sindicato, Dirceu Travesso, acabou sendo preso pelos PMs. Ele foi levado para o 1º DP, mas foi solto logo depois.
“Eu me identifiquei como candidato político e avisei que minha prisão poderia causar uma repercussão negativa para a polícia”, disse Travesso, que é candidato pelo PSTU à Prefeitura de São Paulo. Pela lei, os candidatos não podem ser presos no período pré-eleitoral.
Travesso acusou a PM de usar a violência para tentar acabar com a greve. “Eu fui jogado no chão. Me enfiaram no furgão na pancada, à força.”
Segundo ele, os bancos estão chamando a polícia para tentar interromper a paralisação, que completa hoje nove dias. “O caso não é isolado. Há mais registros de violência contra os grevistas em outros bancos. As instituições querem fragilizar o movimento e acabar com a greve, que questiona essa política de arrocho salarial.”
A Fenaban (Federação Nacional de Bancos) também não comentou a acusação feita pelos sindicalistas de que os bancos estão usando a polícia para conter a greve.
Em nota oficial, a Nossa Caixa informou que “recorreu ao Poder Judiciário para garantir o livre acesso dos funcionários às suas dependências”. “Foi expedido pela Justiça, um interdito proibitório, que permite a entrada dos funcionários aos prédios do banco. Em virtude da imensa pressão exercida na portaria da sede da instituição, impedindo a entrada dos funcionários, o banco recorreu à Polícia Militar para assegurar o cumprimento da ordem judicial.”
Brasília
Ontem, dois bancários foram presos em Brasília durante protesto e frente ao Banco do Brasil. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Brasília, policiais militares ficaram de prontidão na porta do banco para garantir a entrada dos funcionários que não aderiram à paralisação.
Os bancários, que estão parados em 24 capitais do país, pedem 25% de reajuste salarial. Na segunda-feira, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) reiterou a oferta de 8,5% de reajuste e mais um adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. A proposta foi recusada pela categoria.
Fonte: Folha Online – FABIANA FUTEMA
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Por Mhais• 23 de setembro de 2004• 11:21• Sem categoria
PM prende sindicalista-candidato do PSTU durante greve em banco
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região registrou hoje mais um episódio de violência contra a categoria, em greve desde a quarta-feira da semana passada. O incidente de hoje envolveu a Polícia Militar e o comando de greve montado em frente ao prédio da Nossa Caixa, na região central de São Paulo.
No meio do confronto, o diretor do sindicato, Dirceu Travesso, acabou sendo preso pelos PMs. Ele foi levado para o 1º DP, mas foi solto logo depois.
“Eu me identifiquei como candidato político e avisei que minha prisão poderia causar uma repercussão negativa para a polícia”, disse Travesso, que é candidato pelo PSTU à Prefeitura de São Paulo. Pela lei, os candidatos não podem ser presos no período pré-eleitoral.
Travesso acusou a PM de usar a violência para tentar acabar com a greve. “Eu fui jogado no chão. Me enfiaram no furgão na pancada, à força.”
Segundo ele, os bancos estão chamando a polícia para tentar interromper a paralisação, que completa hoje nove dias. “O caso não é isolado. Há mais registros de violência contra os grevistas em outros bancos. As instituições querem fragilizar o movimento e acabar com a greve, que questiona essa política de arrocho salarial.”
A Fenaban (Federação Nacional de Bancos) também não comentou a acusação feita pelos sindicalistas de que os bancos estão usando a polícia para conter a greve.
Em nota oficial, a Nossa Caixa informou que “recorreu ao Poder Judiciário para garantir o livre acesso dos funcionários às suas dependências”. “Foi expedido pela Justiça, um interdito proibitório, que permite a entrada dos funcionários aos prédios do banco. Em virtude da imensa pressão exercida na portaria da sede da instituição, impedindo a entrada dos funcionários, o banco recorreu à Polícia Militar para assegurar o cumprimento da ordem judicial.”
Brasília
Ontem, dois bancários foram presos em Brasília durante protesto e frente ao Banco do Brasil. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Brasília, policiais militares ficaram de prontidão na porta do banco para garantir a entrada dos funcionários que não aderiram à paralisação.
Os bancários, que estão parados em 24 capitais do país, pedem 25% de reajuste salarial. Na segunda-feira, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) reiterou a oferta de 8,5% de reajuste e mais um adicional de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. A proposta foi recusada pela categoria.
Fonte: Folha Online – FABIANA FUTEMA
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