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Por 22:46 Notícias

Planalto evita intermediar negociação para acabar com greve nos bancos

ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O governo não irá intermediar as negociações salariais entre bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A posição foi dada hoje pelo ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, a uma comissão de representantes sindicais, que foram hoje cobrar do ex-sindicalista uma posição em direito da greve.
De acordo com Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Bancários, ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), o ministro disse que o governo não tem por ofício interferir na relação trabalho-capital, e que irá apenas acompanhar o andamento das negociações.
“Berzoini renuncia ao papel de ministro (do Trabalho) e dirigente sindical ao não se manifestar publicamente em favor do direito de greve”, diz Dirceu Travesso, sindicalista de São Paulo.
O movimento irá buscar agora a intensificação da paralisação, que atinge 24 capitais do país. “A tendência é que a greve se estenda e se estenda por conta da intransigência patronal.”
A paralisação dos bancários começou no dia 15 em algumas capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e ganhou mais adesões nos dias seguintes. Segundo os sindicalistas, 230 dos 400 mil bancários do país aderiram ao movimento.
A categoria pede um reajuste de 25% (reposição da inflação mais 17,68% de aumento real), mais uma participação nos lucros equivalente a um salário nominal mais R$ 1200. Os bancos oferecerem um reajuste que varia de 8,5% a 12,77%, dependendo do salário do trabalhador, e participação nos lucros de 80% do salário mais R$ 705 fixos.
A proposta foi apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na semana passada e rejeitada pelos banqueiros. Agora, os bancos dizem que só irão negociar após a fim da greve.
Segundo Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, existe um “ataque ao direto de greve”. Ele explica que os bancos estão utilizando instrumentos que impossibilitam ou causam constrangimento à ação dos grevistas. E que decidiram não negociar por acreditar no enfraquecimento do movimento.
O instrumento a qual Marcolino se refere é o “interdito proibitório”, medida usada para proteger um patrimônio numa ação ilegal. O problema, segundo o sindicalistas, é que a greve é legal.
Outra reclamação dos sindicalistas é o assédio moral dos bancos, que já ameaçaram com demissões e desconto dos dias parados.
Para Freitas, os bancos deixam de dar satisfação aos seus clientes quando se recusam a negociar com os grevistas, e que a paralisação “não tem por finalidade atrapalhar a vida das pessoas”.

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Planalto evita intermediar negociação para acabar com greve nos bancos

ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

O governo não irá intermediar as negociações salariais entre bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A posição foi dada hoje pelo ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, a uma comissão de representantes sindicais, que foram hoje cobrar do ex-sindicalista uma posição em direito da greve.

De acordo com Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional dos Bancários, ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), o ministro disse que o governo não tem por ofício interferir na relação trabalho-capital, e que irá apenas acompanhar o andamento das negociações.

“Berzoini renuncia ao papel de ministro (do Trabalho) e dirigente sindical ao não se manifestar publicamente em favor do direito de greve”, diz Dirceu Travesso, sindicalista de São Paulo.

O movimento irá buscar agora a intensificação da paralisação, que atinge 24 capitais do país. “A tendência é que a greve se estenda e se estenda por conta da intransigência patronal.”

A paralisação dos bancários começou no dia 15 em algumas capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e ganhou mais adesões nos dias seguintes. Segundo os sindicalistas, 230 dos 400 mil bancários do país aderiram ao movimento.

A categoria pede um reajuste de 25% (reposição da inflação mais 17,68% de aumento real), mais uma participação nos lucros equivalente a um salário nominal mais R$ 1200. Os bancos oferecerem um reajuste que varia de 8,5% a 12,77%, dependendo do salário do trabalhador, e participação nos lucros de 80% do salário mais R$ 705 fixos.

A proposta foi apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na semana passada e rejeitada pelos banqueiros. Agora, os bancos dizem que só irão negociar após a fim da greve.

Segundo Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, existe um “ataque ao direto de greve”. Ele explica que os bancos estão utilizando instrumentos que impossibilitam ou causam constrangimento à ação dos grevistas. E que decidiram não negociar por acreditar no enfraquecimento do movimento.

O instrumento a qual Marcolino se refere é o “interdito proibitório”, medida usada para proteger um patrimônio numa ação ilegal. O problema, segundo o sindicalistas, é que a greve é legal.

Outra reclamação dos sindicalistas é o assédio moral dos bancos, que já ameaçaram com demissões e desconto dos dias parados.

Para Freitas, os bancos deixam de dar satisfação aos seus clientes quando se recusam a negociar com os grevistas, e que a paralisação “não tem por finalidade atrapalhar a vida das pessoas”.

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