Diretores do Banco do Brasil e da Caixa revelam preocupação com pagamentos de aposentados
O Procon-PR, órgão de defesa do consumidor, vai distribuir hoje em uma das varas cíveis de Curitiba uma ação civil pública pedindo liminar para que os bancos não cobrem juros e multas de contas vencidas no período de paralisação dos bancários. O coordenador do Procon-PR, Algaci Túlio, espera obter da Justiça do Paraná a mesma posição da juíza Helena Cândida Lisboa Gaed, da 6.ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que concedeu liminar na sexta-feira prorrogando a data de vencimento das contas vencidas no período da greve dos bancários para o primeiro dia útil após o término do movimento. A medida vale apenas no Rio de Janeiro.
Três equipes do Procon-PR participaram ontem de uma blitz em 44 agências bancárias do centro da cidade e nos bairros Ahú, Centro Cívico, Abranches, Alto da XV e Bacacheri para verificar os prejuízos e as dificuldades que as pessoas estão enfrentando com a greve que já se estende por 14 dias. Segundo Algaci Túlio, se o movimento continuar o caos será grande, pois é no fim e começo de cada mês que ocorre a maior parte de pagamentos de contas e recebimento de salários e aposentadorias.
A preocupação com esses pagamentos levou ontem os diretores do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal a reunirem-se com o presidente do Tribunal do Superior do Trabalho (TST), ministro Vantuil Abdala. Os diretores do BB disseram que a greve vai atrasar o pagamento dos aposentados, feito a partir do dia 1.º, e lembraram que as aposentadorias muitas vezes significam a manutenção de toda a família. Já a direção da CEF demonstrou apreensão com o pagamento da Bolsa-Família, que se iniciou ontem em meio à greve, além dos demais serviços prestados pela instituição, como o pagamento do seguro-desemprego e do FGTS. Os diretores do Banco do Brasil disseram também que a greve está prejudicando o núcleo de negociação interna do banco, que cuida das exportações.
De acordo com o coordenador do Procon-PR, o maior problema encontrado na blitz em Curitiba, que se estendeu das 10 às 16 horas, foi a dificuldade das pessoas para operar os caixas eletrônicos. Um cliente da Caixa Econômica Federal, que se deslocou do Pinheirinho para o Alto da XV em busca de uma agência aberta, o cliente errou a senha no serviço de auto-atendimento, teve seu cartão bloqueado e agora terá que aguardar até o fim da greve para poder sacar dinheiro ou realizar qualquer pagamento.
Segundo Algaci, muitas pessoas estão pagando suas faturas em cartório para fugir dos juros ou multas. O coordenador do Procon-PR alerta que a greve dos bancários não deve ser desculpa para se deixar de pagar contas e boletos até a data de vencimento, porque há outros meios de fazer esses pagamentos. Se a pessoa não souber usar a internet, ela deve entrar em contato com o cedente da conta para combinar outra forma ou local de pagamento. A empresa pode fornecer um novo boleto bancário, com outra data de vencimento, ou concordar em que o pagamento seja feito de outra forma, no próprio endereço dela, por exemplo.
Procurar o credor
Quem tiver contas vencidas deverá pular etapas e entrar em contato direto com o credor, para não correr o risco de pagar mais juros além dos que já deve. Na maioria das cidades, contas de água, luz, telefone e gás podem ser pagas em casas lotéricas e nos correios. As pessoas que pagaram contas atrasadas com juros, neste período da greve dos bancários, poderão recorrer ao Procon para pedir ressarcimento, alerta Algaci Túlio.
Apesar da greve dos bancários, a Caixa Econômica Federal começou a praticar ontem os novos valores das principais tarifas cobradas de seus 30 milhões de correntistas. As taxas subiram entre 10% e 33%. Quem só possui poupança ou cartão de benefícios da Previdência Social está livre do reajuste. Para abrir uma conta na Caixa, a tarifa do cadastro passa de R$ 13,50 para R$ 15, ou seja, reajuste de 11%. Esse também é o novo valor para manter a conta no banco, pago pelo cliente todo mês, e para renovar o cadastro. A chamada “tarifa fácil” foi a que sofreu o maior reajuste (33%), saltando de R$ 4,50 para R$ 6.
Fonte: Gazeta do Povo – Mirian Gasparin com agências
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Por Mhais• 28 de setembro de 2004• 09:57• Sem categoria
Bancários mantêm greve e Procon vai à justiça contra juros
Diretores do Banco do Brasil e da Caixa revelam preocupação com pagamentos de aposentados
O Procon-PR, órgão de defesa do consumidor, vai distribuir hoje em uma das varas cíveis de Curitiba uma ação civil pública pedindo liminar para que os bancos não cobrem juros e multas de contas vencidas no período de paralisação dos bancários. O coordenador do Procon-PR, Algaci Túlio, espera obter da Justiça do Paraná a mesma posição da juíza Helena Cândida Lisboa Gaed, da 6.ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que concedeu liminar na sexta-feira prorrogando a data de vencimento das contas vencidas no período da greve dos bancários para o primeiro dia útil após o término do movimento. A medida vale apenas no Rio de Janeiro.
Três equipes do Procon-PR participaram ontem de uma blitz em 44 agências bancárias do centro da cidade e nos bairros Ahú, Centro Cívico, Abranches, Alto da XV e Bacacheri para verificar os prejuízos e as dificuldades que as pessoas estão enfrentando com a greve que já se estende por 14 dias. Segundo Algaci Túlio, se o movimento continuar o caos será grande, pois é no fim e começo de cada mês que ocorre a maior parte de pagamentos de contas e recebimento de salários e aposentadorias.
A preocupação com esses pagamentos levou ontem os diretores do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal a reunirem-se com o presidente do Tribunal do Superior do Trabalho (TST), ministro Vantuil Abdala. Os diretores do BB disseram que a greve vai atrasar o pagamento dos aposentados, feito a partir do dia 1.º, e lembraram que as aposentadorias muitas vezes significam a manutenção de toda a família. Já a direção da CEF demonstrou apreensão com o pagamento da Bolsa-Família, que se iniciou ontem em meio à greve, além dos demais serviços prestados pela instituição, como o pagamento do seguro-desemprego e do FGTS. Os diretores do Banco do Brasil disseram também que a greve está prejudicando o núcleo de negociação interna do banco, que cuida das exportações.
De acordo com o coordenador do Procon-PR, o maior problema encontrado na blitz em Curitiba, que se estendeu das 10 às 16 horas, foi a dificuldade das pessoas para operar os caixas eletrônicos. Um cliente da Caixa Econômica Federal, que se deslocou do Pinheirinho para o Alto da XV em busca de uma agência aberta, o cliente errou a senha no serviço de auto-atendimento, teve seu cartão bloqueado e agora terá que aguardar até o fim da greve para poder sacar dinheiro ou realizar qualquer pagamento.
Segundo Algaci, muitas pessoas estão pagando suas faturas em cartório para fugir dos juros ou multas. O coordenador do Procon-PR alerta que a greve dos bancários não deve ser desculpa para se deixar de pagar contas e boletos até a data de vencimento, porque há outros meios de fazer esses pagamentos. Se a pessoa não souber usar a internet, ela deve entrar em contato com o cedente da conta para combinar outra forma ou local de pagamento. A empresa pode fornecer um novo boleto bancário, com outra data de vencimento, ou concordar em que o pagamento seja feito de outra forma, no próprio endereço dela, por exemplo.
Procurar o credor
Quem tiver contas vencidas deverá pular etapas e entrar em contato direto com o credor, para não correr o risco de pagar mais juros além dos que já deve. Na maioria das cidades, contas de água, luz, telefone e gás podem ser pagas em casas lotéricas e nos correios. As pessoas que pagaram contas atrasadas com juros, neste período da greve dos bancários, poderão recorrer ao Procon para pedir ressarcimento, alerta Algaci Túlio.
Apesar da greve dos bancários, a Caixa Econômica Federal começou a praticar ontem os novos valores das principais tarifas cobradas de seus 30 milhões de correntistas. As taxas subiram entre 10% e 33%. Quem só possui poupança ou cartão de benefícios da Previdência Social está livre do reajuste. Para abrir uma conta na Caixa, a tarifa do cadastro passa de R$ 13,50 para R$ 15, ou seja, reajuste de 11%. Esse também é o novo valor para manter a conta no banco, pago pelo cliente todo mês, e para renovar o cadastro. A chamada “tarifa fácil” foi a que sofreu o maior reajuste (33%), saltando de R$ 4,50 para R$ 6.
Fonte: Gazeta do Povo – Mirian Gasparin com agências
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