Caros companheiros bancários, por quantas e quantas vezes não relutamos um instante sequer em cumprir, não apenas 100%, mas 120% das metas impostas pelos banqueiros? Todos os dias assumimos o compromisso de atender nossos clientes com o mais belo sorriso, somos proativos, empreendedores, exímios vendedores e assim vestimos a camisa do banco sem titubear. Dedicamos horas e horas do nosso dia para cumprir metas, concluir operações, visitar clientes, representar o banco em eventos sociais … Resumindo, vivemos em função do banco.
Quantas vezes abrimos mão de um momento de lazer com nossos amigos, de uma conversa com nossa família, de ficar um pouco mais com nossos pais, de brincar com nossos filhos, enfim, de ficar perto de quem amamos para prestar dedicação exclusiva ao banco?
Até mesmo enquanto dormimos essa responsabilidade assumida com o banco não nos abandona, ainda sobra tempo para sonhar com o trabalho.
É graças a esse comprometimento, essa responsabilidade que direcionamos ao nosso trabalho que o banqueiro lucra bilhões e bilhões.
E nós? E o nosso esforço? Não podemos esquecer que o nosso esforço é a causa cujo efeito é o lucro exorbitante do banqueiro.
Num momento como esse, no qual nos unimos enquanto classe de trabalhadores explorados, para clamar por dignidade e justiça, por uma renda digna, por melhores condições de trabalho … O que temos como resposta? A intransigência, a voz da ganância, da repressão e da prepotência dos banqueiros.
Nós trabalhadores comprometidos com o desenvolvimento do nosso país, que ousamos acreditar na democracia e entramos na luta, somos bombardeados com a repressão, somos coagidos e vemos nossos direitos de cidadãos covardemente cerceados.
Mesmo assim não abandonamos a batalha, podemos até recuar para reavaliar nossas estratégias para vencer mais essa luta, visto que temos consciência da força da nossa união.
Democracia pressupõe diálogo, logo, fazer calar não é democrático; não ouvir as vozes que clamam é a consolidação de uma antidemocracia. Essa é a postura dos banqueiros que se abstêm em nos ouvir, a isso denominamos pseudodemocracia.
No desfecho desse enredo quem perde?
Nós bancários que tiveram a ousadia de partir para a luta e clamar por dignidade?
Aqueles companheiros bancários, que mesmo sendo vítimas dessa barbárie praticada pelos banqueiros, não tiveram a ousadia (ou a coragem) de somar forças nessa luta e preferiram a indiferença?
Ou os banqueiros que refutam de maneira agressiva e gananciosa os direitos da nossa categoria?
Numa análise geral dessa odisséia democrática quem perde nessa guerra de forças é a democracia.
Vamos fazer valer a democracia. É nosso direito e nosso dever também.
Tatiane Barbosa – BB TOLEDO
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE TOLEDO E REGIÃO.
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Comentários
Por Mhais• 29 de setembro de 2004• 15:08• Sem categoria
Carta de uma bancária – NESSA ODISSÉIA PELA DEMOCRACIA, QUEM PERDE E QUEM GANHA?
Caros companheiros bancários, por quantas e quantas vezes não relutamos um instante sequer em cumprir, não apenas 100%, mas 120% das metas impostas pelos banqueiros? Todos os dias assumimos o compromisso de atender nossos clientes com o mais belo sorriso, somos proativos, empreendedores, exímios vendedores e assim vestimos a camisa do banco sem titubear. Dedicamos horas e horas do nosso dia para cumprir metas, concluir operações, visitar clientes, representar o banco em eventos sociais … Resumindo, vivemos em função do banco.
Quantas vezes abrimos mão de um momento de lazer com nossos amigos, de uma conversa com nossa família, de ficar um pouco mais com nossos pais, de brincar com nossos filhos, enfim, de ficar perto de quem amamos para prestar dedicação exclusiva ao banco?
Até mesmo enquanto dormimos essa responsabilidade assumida com o banco não nos abandona, ainda sobra tempo para sonhar com o trabalho.
É graças a esse comprometimento, essa responsabilidade que direcionamos ao nosso trabalho que o banqueiro lucra bilhões e bilhões.
E nós? E o nosso esforço? Não podemos esquecer que o nosso esforço é a causa cujo efeito é o lucro exorbitante do banqueiro.
Num momento como esse, no qual nos unimos enquanto classe de trabalhadores explorados, para clamar por dignidade e justiça, por uma renda digna, por melhores condições de trabalho … O que temos como resposta? A intransigência, a voz da ganância, da repressão e da prepotência dos banqueiros.
Nós trabalhadores comprometidos com o desenvolvimento do nosso país, que ousamos acreditar na democracia e entramos na luta, somos bombardeados com a repressão, somos coagidos e vemos nossos direitos de cidadãos covardemente cerceados.
Mesmo assim não abandonamos a batalha, podemos até recuar para reavaliar nossas estratégias para vencer mais essa luta, visto que temos consciência da força da nossa união.
Democracia pressupõe diálogo, logo, fazer calar não é democrático; não ouvir as vozes que clamam é a consolidação de uma antidemocracia. Essa é a postura dos banqueiros que se abstêm em nos ouvir, a isso denominamos pseudodemocracia.
No desfecho desse enredo quem perde?
Nós bancários que tiveram a ousadia de partir para a luta e clamar por dignidade?
Aqueles companheiros bancários, que mesmo sendo vítimas dessa barbárie praticada pelos banqueiros, não tiveram a ousadia (ou a coragem) de somar forças nessa luta e preferiram a indiferença?
Ou os banqueiros que refutam de maneira agressiva e gananciosa os direitos da nossa categoria?
Numa análise geral dessa odisséia democrática quem perde nessa guerra de forças é a democracia.
Vamos fazer valer a democracia. É nosso direito e nosso dever também.
Tatiane Barbosa – BB TOLEDO
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE TOLEDO E REGIÃO.
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