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Por 09:28 Notícias

Fenaban se recusa a negociar e bancários mantêm greve parcial

Bancos privados voltam a abrir e movimento se concentra no Banco do Brasil e Caixa
Com a nova negativa da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de apresentar outra proposta salarial, as assembléias de bancários decidiram continuar hoje a greve que dura duas semanas, mas o movimento dá sinais de que perdeu força depois que os bancos privados Bradesco, HSBC, Itaú, Real, BMB e Sudameris conseguiram reabrir suas agências com medidas judiciais. Ontem, das 375 agências bancárias da Grande Curitiba, 119 permaneceram fechadas, a maioria do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que pela primeira vez participam da campanha salarial unificada. Na semana passada, com as redes privadas, esse número chegou a 190.
A decisão do governo federal de cortar o ponto dos trabalhadores do BB e da Caixa teve pouca repercussão entre a categoria. A única agência do Banco do Brasil da capital que voltou às atividades ontem foi a da Mateus Leme. Os bancários do BB e da Caixa encaram como pressão para voltarem ao trabalho o anúncio de que terão os dias de greve descontados de seus salários. Para Antônio Luiz Fermino, funcionário da Caixa e diretor do sindicato, uma das formas de forçar o fim da greve é acenar com desconto dos dias parados. A presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Marisa Stédile, é da mesma opinião. Ela lembra que nas greves anteriores houve negociação e o desconto acabou não se concretizando.
Em todo o Paraná, são 290 agências fechadas entre bancos públicos e privados. Entre os grandes bancos privados, os únicos que ainda não conseguiram liminar através de interditos proibitórios, em Curitiba, foram o Unibanco e o Santander.
Marisa Stédile admitiu ontem que o movimento grevista deu sinais de enfraquecimento depois que os funcionários retornaram ao trabalho pressionados pelas liminares. “Se os grandes bancos privados estivessem fechados, certamente a Fenaban já teria apresentado uma nova proposta de negociação”, salientou.
Marisa lamenta que os banqueiros não queiram atender a proposta dos bancários, “que há anos estão acumulando perdas salariais”. Bancos como HSBC e Bradesco, por exemplo, conseguem cobrir a folha de pagamentos somente com a cobrança das tarifas bancárias, segundo a dirigente.
O Procon do Paraná propôs ontem ação civil pública, com pedido de liminar contra os bancos para que os consumidores paranaenses possam pagar suas contas sem multas, bem como obter a devolução dos valores pagos a mais em decorrência da greve dos bancários, iniciada no Paraná em 17 de setembro.
O coordenador do Procon-PR, Algaci Túlio, destaca que, em decorrência da greve, instalou-se o caos social, impossibilitando que os consumidores cumpram com suas obrigações nas casas lotéricas, farmácias ou supermercados, uma vez que tais estabelecimentos somente aceitam pagamentos em espécie. “Nem mesmo os caixas eletrônicos conseguem suprir a grande demanda. Além disso, a população tem enfrentado dificuldades, principalmente quem não tem internet ou débito automático, e mesmo por não possuir conta corrente em banco”, ressalta.
No documento encaminhado ontem à Justiça, o Procon enfatiza a questão da aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos serviços bancários. A ação também menciona que “para o consumidor inadimplente não há perdão. Não quitadas suas obrigações nas datas previstas, terá seu nome incluído em cadastros de inadimplentes, sofrendo as conseqüências de tal inclusão”.
Prejuízo
Dono de uma revenda de carros usados em São José dos Pinhais, o comerciante Bernardino Viana Neto deixou de receber R$ 12,6 mil nos últimos dias em razão da greve dos bancários. Um dos clientes emitiu um cheque da Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 7 mil, mas o depósito foi devolvido por falta de saldo. Um outro comprador deve R$ 5,6 mil pela compra de um carro, mas ainda não pagou por causa da paralisação bancária.
“É um absurdo o prejuízo que todos estão tendo por causa da greve”, reclama Viana Neto, que contava com o dinheiro que tem para receber. “Já havia emitido um cheque de R$ 7 mil para a compra de um outro carro, mas os dois cheques voltaram: o meu e o da cliente, que também não tem culpa dos bancos estarem fechados.”
Segundo o comerciante, a compradora tentou transferir o dinheiro da poupança para a conta corrente, mas não conseguiu por causa da paralisação. “Os dois já estão com os carros que compraram e eu ainda não recebi. Não é justo a gente ter que pagar por causa dessa greve”, reclama.
Fonte: Gazeta do Povo – Mirian Gasparin e agências

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Fenaban se recusa a negociar e bancários mantêm greve parcial

Bancos privados voltam a abrir e movimento se concentra no Banco do Brasil e Caixa

Com a nova negativa da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de apresentar outra proposta salarial, as assembléias de bancários decidiram continuar hoje a greve que dura duas semanas, mas o movimento dá sinais de que perdeu força depois que os bancos privados Bradesco, HSBC, Itaú, Real, BMB e Sudameris conseguiram reabrir suas agências com medidas judiciais. Ontem, das 375 agências bancárias da Grande Curitiba, 119 permaneceram fechadas, a maioria do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que pela primeira vez participam da campanha salarial unificada. Na semana passada, com as redes privadas, esse número chegou a 190.

A decisão do governo federal de cortar o ponto dos trabalhadores do BB e da Caixa teve pouca repercussão entre a categoria. A única agência do Banco do Brasil da capital que voltou às atividades ontem foi a da Mateus Leme. Os bancários do BB e da Caixa encaram como pressão para voltarem ao trabalho o anúncio de que terão os dias de greve descontados de seus salários. Para Antônio Luiz Fermino, funcionário da Caixa e diretor do sindicato, uma das formas de forçar o fim da greve é acenar com desconto dos dias parados. A presidente do Sindicato dos Bancários de Curitiba, Marisa Stédile, é da mesma opinião. Ela lembra que nas greves anteriores houve negociação e o desconto acabou não se concretizando.

Em todo o Paraná, são 290 agências fechadas entre bancos públicos e privados. Entre os grandes bancos privados, os únicos que ainda não conseguiram liminar através de interditos proibitórios, em Curitiba, foram o Unibanco e o Santander.

Marisa Stédile admitiu ontem que o movimento grevista deu sinais de enfraquecimento depois que os funcionários retornaram ao trabalho pressionados pelas liminares. “Se os grandes bancos privados estivessem fechados, certamente a Fenaban já teria apresentado uma nova proposta de negociação”, salientou.

Marisa lamenta que os banqueiros não queiram atender a proposta dos bancários, “que há anos estão acumulando perdas salariais”. Bancos como HSBC e Bradesco, por exemplo, conseguem cobrir a folha de pagamentos somente com a cobrança das tarifas bancárias, segundo a dirigente.

O Procon do Paraná propôs ontem ação civil pública, com pedido de liminar contra os bancos para que os consumidores paranaenses possam pagar suas contas sem multas, bem como obter a devolução dos valores pagos a mais em decorrência da greve dos bancários, iniciada no Paraná em 17 de setembro.

O coordenador do Procon-PR, Algaci Túlio, destaca que, em decorrência da greve, instalou-se o caos social, impossibilitando que os consumidores cumpram com suas obrigações nas casas lotéricas, farmácias ou supermercados, uma vez que tais estabelecimentos somente aceitam pagamentos em espécie. “Nem mesmo os caixas eletrônicos conseguem suprir a grande demanda. Além disso, a população tem enfrentado dificuldades, principalmente quem não tem internet ou débito automático, e mesmo por não possuir conta corrente em banco”, ressalta.

No documento encaminhado ontem à Justiça, o Procon enfatiza a questão da aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos serviços bancários. A ação também menciona que “para o consumidor inadimplente não há perdão. Não quitadas suas obrigações nas datas previstas, terá seu nome incluído em cadastros de inadimplentes, sofrendo as conseqüências de tal inclusão”.

Prejuízo

Dono de uma revenda de carros usados em São José dos Pinhais, o comerciante Bernardino Viana Neto deixou de receber R$ 12,6 mil nos últimos dias em razão da greve dos bancários. Um dos clientes emitiu um cheque da Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 7 mil, mas o depósito foi devolvido por falta de saldo. Um outro comprador deve R$ 5,6 mil pela compra de um carro, mas ainda não pagou por causa da paralisação bancária.

“É um absurdo o prejuízo que todos estão tendo por causa da greve”, reclama Viana Neto, que contava com o dinheiro que tem para receber. “Já havia emitido um cheque de R$ 7 mil para a compra de um outro carro, mas os dois cheques voltaram: o meu e o da cliente, que também não tem culpa dos bancos estarem fechados.”

Segundo o comerciante, a compradora tentou transferir o dinheiro da poupança para a conta corrente, mas não conseguiu por causa da paralisação. “Os dois já estão com os carros que compraram e eu ainda não recebi. Não é justo a gente ter que pagar por causa dessa greve”, reclama.

Fonte: Gazeta do Povo – Mirian Gasparin e agências

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