Os bancários tentaram ontem novamente que o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) intercedesse na negociação com os bancos para dar fim à greve, hoje no 23 dia. O presidente do TST, ministro Vantuil Abdala, a pedido de parlamentares, recebeu duas correntes do movimento. Conversou com o grupo ligado à corrente Oposição Bancária e recebeu o presidente da Confederação Nacional dos Bancários (CNB), Vagner Freitas, do comando da greve, além de parlamentares e diretores da Associação Nacional do Banco do Brasil (Anabb).
Segundo a assessoria de imprensa do tribunal, o ministro apenas ouviu os interessados em reuniões separadas por defenderem diferentes pontos de vista, mas que não há nenhuma decisão até o momento.
Liminar derruba proibição de policiamento nos bancos
Hoje é o último dia para as empresas depositarem o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), referente a setembro, de seus funcionários. Com a greve, os patrões terão de usar meios alternativos, como casas lotéricas, internet e correspondentes bancários, para não deixar os trabalhadores sem essa parcela do Fundo.
A greve continua mas com menos força. Agências de bancos privados funcionaram ontem normalmente no Rio. Mas a paralisação tem prejudicado clientes nas mais simples tarefas, como pagar uma conta com atraso. A assistente social Irene Gekker perdeu o prazo de pagamento da mensalidade do curso de inglês de seu filho e, quando resolveu pagar no BB, a greve começou. Agora, a multa está em R$ 20 e Irene não sabe quanto tempo vai esperar.
— Se exigirem o pagamento da multa, entro na Justiça para ser ressarcida — diz Irene.
As negociações com os bancos não avançaram ontem. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) conseguiu liminar que derruba a decisão da Justiça do Rio de proibir a presença de policiais nos estabelecimentos bancários para coibir piquetes.
Fonte: O Globo – Geralda Doca e Isabel Kopschitz
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